A empresa sueca TAT é especialista em criar interfaces para dispositivos eletrônicos: celulares, computadores de mão tipo iPad e seus futuros concorrentes, além de toda sorte de equipamento com tela sensível ao toque. As interfaces que eles desenvolvem/vendem hoje são o resultado de pesquisas e tecnologias criadas nos últimos anos, então é natural que neste exato momento eles já estejam preparando o tipo de interface – para os tipos de equipamento – que usaremos daqui uns anos. No que eles fizeram um vídeo simulando/demonstrando algumas dessas tecnologias (todas equipadas com interfaces TAT é claro). Sensacional esse celular (/computador de mão) que se desdobra (?) aumentado de tamanho (uma tela fininha de meio milimetro com metade dobrada pra dentro do aparelho? Fiquei curioso.) mas essa história de nem poder escovar os dentes sossegado pensando na morte da bezerra e – já no banheiro – ter que ver agenda, notícia, isso e aquilo, tô fora!
Qualquer consumidor que se preze prefere (ou adoraria poder) experimentar um produto antes de comprá-lo. E os apreciadores de cervejas premium não são diferentes. O cara tá na dúvida entre umas três marcas diferentes, toma um golinho de cada uma e finalmente escolhe a que vai beber. O problema é que muitas cervejas premium são bem caras, e pro dono do bar – ou loja – em questão, acaba sendo mó prejú essa história de abrir uma garrafa só pra servir amostras. Foi pensando nisso que a agência de design australiana Jones Chijoff criou o Beer Vault, que é uma espécie de mostruário de cervejas, funcionando ao mesmo tempo como uma publicidade/vitrine pro produto quanto como uma solução pra questão das amostras. O dono do bar/loja abre quantas garrafas quiser de uma determinada marca, despeja o contéudo num dos cilindros e pronto, ali a cerveja ficará conservada por um bom tempo, podendo ser servida facilmente, seja para amostras ou para o consumo propriamente dito. Os cilindros são feitos de um material que filtra os raios ultra-violeta (que contribuem para a deterioração da cerveja), além de manter o líquido gelado e na mesma pressão da garrafa fechada. Chame o gerente do teu bar preferido pruma conversa, saque teu smart phone do bolso, mostre pra ele esse post e comece desde já a campanha pela aquisição de um Beer Vault e a instituição da ‘provinha’ !
Este post foi publicado em quinta-feira, setembro 2, 2010 às 1:39 pm, na(s) categoria(s) tecnologia e tagueadas com cerveja, consumo. Deixe um comentário e seja avisado sobre novos comentários via o feed RSS deste post.
Outro dia falei aqui no blog sobre a demanda cada vez maior por parte dos consumidores por saber mais (e mais!) sobre a origem dos produtos que compramos. De onde vêm, como foram fabricados, com que ingredientes, etc e tal. Uma das manifestações desta tendência é o investimento em traçabilidade, que é acompanhar todo o percurso de um determinado produto, dos ingredientes à linha de montagem, passando pelo transporte até o ponto de venda. Informações que a indústria já tem (ou pode ter caso queira) há tempos mas que até pouco tempo atrás era usada apenas para fins logísticos ou de marketing – sendo quase que completamente irrelevante para quem compra. Pois a coisa tá mudando a passos largos, e mesmo que não se trate de acompanhar o percurso inteiro de um produto, que seja ao menos saber de onde ele veio, onde foi feito. Principalmente se ele foi feito localmente e que isso conta pontos à favor aos olhos de quem consome.
Que é por exemplo o caso da batata frita norte-americana Frito Lay, que recentemente passou a incluir em seus pacotes um código numérico com o qual o consumidor poderá ir ao site da marca e ficar sabendo em que região do país aquele pacote de batata frita foi fabricado, com que batatas e etc. As batatas usadas por Frito Lay vêm de um total de 80 fazendas distribuídas por 27 estados dos EUA. Com o código do pacote, as pessoas vão ficar sabendo que (muito provavelmente) aquele pacote foi feito ali por perto, o que de certa forma contribui para a economia da região – sendo que além de ficar sabendo o nome da fazenda também é possível fazer um tour virtual e em alguns casos saber mais sobre quem trabalha na plantação e tal. A ação de marketing vai inclusive além do código no pacote: a Frito Lay já começou a patrocinar eventos locais nas regiões que são as maiores produtoras/consumidoras das batatas, além de ter feito uma comunicação de ponto de venda sob medida para cada região.
Gastar uma fortuna para ter o prazer de calçar um tênis customizado por um artista? Pros clientes da loja BrassMonki, do artista gráfico inglês Daniel Reese, deve ser algo normal. Ele compra tênis brancos de cano alto da Nike, sempre o mesmo modelo, e pinta um por um. Dentre os temas há referências à marcas/produtos como Lego e Firefox, artistas icônicos como Bob Marley e Michael Jackson e personagens da (cyber) cultura pop como Homem de Ferro, e personagens de videogame. Os precinhos? Entre 400 e 750 libras esterlinas o par, o que dá cerca de R$2000 pros modelos mais caros. Fica a pergunta: o cara que compra, ele se sente mais “único” porque usa um tênis bacana, sabendo que será extremamente improvável esbarrar com alguém usando o mesmo – ou se sente mais “único” porquê tem grana o suficiente pra torrar 2 mil reais num tênis, qualquer que seja?
Money As Debt (“dinheiro enquanto dívida”) é uma animação feita pelo canadense Paul Grignon, que explica de maneira lúdica (e sucinta) as engrenagens do sistema econômico em que vivemos. Como surgiu o dinheiro, o que é exatamente o dinheiro, como funciona o capitalismo e por aí vai. Não se deixe enganar pelo fato de se tratar de um desenho animado: o que ele conta é papo sério e vai te botar pra pensar. No Youtube a versão legendada em português foi dividida em 5 partes, abaixo você vê a primeira, os links para as partes seguintes são parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5. No site oficial do vídeo é possível comprar o DVD e dar uma força ao autor.
A banda inglesa It Hurts, na verdade uma dupla, de Manchester, só vai lancar seu primeiro álbum no fim deste ano e só vai estourar no mundo inteiro ao longo do ano que vem. Mas que tal conhecê-los desde já? Synth-pop da melhor qualidade, bem produzido, estética minuciosamente pensada e executada, estilo, e por aí vai. No início já tinham tinham tudo isso mas a grana era curta, fizeram então essa primeira versão para o clipe. Recentemente conseguiram assinar com um selo, e logo em seguida com a Sony Music, o bom gosto foi então potencializado pela verba, essa nova versão do clipe sendo a prova:
Este post foi publicado em quarta-feira, agosto 25, 2010 às 3:22 pm, na(s) categoria(s) musica e tagueadas com anos80, synthpop, UK. Deixe um comentário e seja avisado sobre novos comentários via o feed RSS deste post.
A conscientização quanto às questões do meio ambiente – e quanto à nossa própria saúde – deixou de se chamar “ecologia” e de ser um nicho comportamental (o que foi até o meio dos anos 90) pra se tornar um aspecto importante do comportamento urbano de hoje em dia. As pessoas tem prestado cada vez mais atenção ao impacto ambiental do que compram, do lixo que jogam fora, a qualidade e a origem dos alimentos, agrotóxicos, produtos orgânicos e por aí vai. Especificamente sobre os alimentos, existe uma demanda cada vez maior por parte dos consumidores por saber mais sobre como foi feito, com que ingredientes, se são orgânicos ou não, se são transgênicos ou não, enfim, queremos saber exatamente o que estamos ingerindo. O mercado já percebeu esta demanda e aos poucos vai adaptando seus produtos (ou criando outros inteiramente novos) a esse novo consumidor ávido por informação. O que acaba repercutindo na abordagem, na maneira como alguns produtos se posicionam e/ou são apresentados. Uma tendência que tem crescido bastante é a alusão à tabela periódica e seus elementos químicos, que no imaginário do consumidor é o grau máximo de pureza que uma susbtância pode atingir.
A marca norte-americana de vinhos Wines Of Substance (“vinhos de substância”) é um bom exemplo. Criou para suas garrafas uma identidade visual inteiramente inspirada na tabela periódia, onde as primeiras letras do tipo de uva usado para a garrafa em questão são impressas em tamanho garrafal (não resisti ao trocadilho), como se fossem a sigla de um elemento químico. O rótulo do “Merlot”, por exemplo, é “Me”. E a proposta vai bem além do rótulo: há também (mais…)
Quem é bom observador já sabe que o mundo está caminhando a passos largos para um futuro onde boa parte do consumo (muito provavelmente a maior parte, aliás) vai acontecer online, via comércio eletrônico. Supermercados online, lojas de departamento online, sites de leilões e classificados como Mercado Livre e eBay, a Amazon que vende de tudo, enfim, isso já não é mais nenhuma novidade. Também não é novidade o fato de que apesar de toda a empolgação em torno do comércio eletrônico e suas vantagens (principalmente) pra quem vende (menor custo, maior alcance, maiores volumes e por aí vai), profissionais de marketing de marcas de roupas e calçados sabem bem que pra eles é mais complicado: até hoje não inventaram um jeito de proporcionar ao consumidor uma maneira de se experimentar virtualmente o produto em questão. A camisa no site é bonita e tá com um preço bom, mas se você comprá-la e descobrir que ela não cai tão bem assim em você, toda a praticidade do comércio eletrônico começa a ir por água abaixo.
A Adidas é um exemplo de quem percebeu isso e tem algo novo a propor: foi inaugurada em Tóquio a primeira loja Adidas Runbase, onde praticantes de cooper e caminhada podem ir experimentar tênis e roupas esportivas e testá-los em condições reais de uso. Não, não construiram uma pista de cooper dentro da loja, o cara vai, escolhe o tênis que ele quer experimentar, pega ele “emprestado” e vai correr do lado de fora, como faria normalmente. Não à toa, a loja fica no bairro da Praça Imperial, que é um dos lugares mais frequentados pelos esportistas da cidade. A coisa não para por aí: além de testar o material e poder contar com a consultoria dos vendedores (que entendem tanto dos produtos quanto da prática esportiva em si) há 16 chuveiros e 248 armários para alugar, ou seja, a loja passa a ser um lugar prático pra se guardar a mochila enquanto corre, depois tomar um banho, catar a a mochila e ir pro trabalho.
Outras marcas já estão começando a perceber que sim, o comércio eletrônico veio pra ficar, mas que o atendimento personalizado, os conselhos, e toda sorte de serviços adicionais que a compra em uma loja pode proporcionar continuam tendo o seu (alto) valor. Prepare-se para ver marcas (mais…)
Uma empresa norte-americana especializada em vender sementes de cogumelos e plantas de jardim criou uma caixa de papelão mais do que ecológica: além da Life Box ser feita de papelão reciclado, o que contribui para a redução da energia e dos recursos naturais gastos em sua produção, ela ajuda a dar vida a novas plantas. Como? As ranhuras internas da estrutura do papelão estão repletas de sementes, quem recebe a encomenda nessa caixa terá como único trabalho rasgar a caixa e plantar os pedaços num pedaço de terra.
Você já ouviu falar em “matchmoving”? É uma técnica de edição digital de vídeo que torna possível mesclar elementos de computação gráfica a um material filmado, de maneira que as perspectivas e ângulos de um se adaptam perfeitamente ao movimento da câmera e das imagens do outro. O vídeo acima é de autoria do artista gráfico Andreas Heikaus, mais precisamente seu trabalho final pra faculdade de “Applied Science and Art” na universidade de Hannover, Alemanha.
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