“A foto se anexou sozinha, meu bem… juro!”
Os telefones evoluiram bastante durante os ultimos anos. Mas algumas coisas continuam como sempre foram… :-)
Os telefones evoluiram bastante durante os ultimos anos. Mas algumas coisas continuam como sempre foram… :-)
Semana passada falei do Obama, e do quanto o uso da Internet lhe foi fundamental. Só no You Tube foram 1.800 videos publicados por conta de sua campanha, e graças a possibilidade de re-publicar estes videos em blogs ou quaisquer outros sites, obteve-se o uma distribuição plena pela internet, gerando discussões e o efeito viral já velho conhecido dos publicitários e profissionais de marketing. Além dos videos “sérios”, brincadeiras como o video da “Obama Girl” e o “Dance off” com o desafio de break dance entre Obama e John McCain amealharam milhões e milhões de espectadores nos EUA e no mundo. No entanto a coluna desta semana nem é exatamente para falar do Obama, e sim do próprio You Tube. Pois se Obama tirou vantagem do You Tube, este último está vendo sua importância e relevância aumentar (ainda mais) graças ao novo presidente. Marcando definitivamente o inicio de uma nova era na comunicação de massa, Obama anunciou semana passada que vai passar a usar o You Tube para veicular seu programa semanal - canal direto da presidência com seus eleitores - que também será veiculado em seu site oficial Change.gov. Até pouco tempo atrás o You Tube era visto como algo que se somaria à televisão tradicional, mas que jamais roubaria da TV o posto de principal veiculo de comunicação audio-visual de massa. Ledo engano. A compra do site pelo Google tem acelerado um processo que muitos já previam: o You Tube será concorrente da TV, ele aos poucos tem se tornado *a* TV. Prova disso é que o Google já começou a negociar com os estúdios de Hollywood para que em breve o You Tube possa passar filmes inteiros, o que hoje é um dos principais produtos televisivos de praticamente toda emissora - cujos filmes garantem uma parcela significativa da audiência e por consequência das verbas publicitárias. O rumor é que o Google esteja preparando um player especial, em alta resolução e formato widescreen, além de novos espaços/formatos publicitários. A previsão é de que este “You Tube Cinema” entre no ar em dentro de aproximadamente 3 meses. O debate jurídico para o desenvolvimento deste tipo de produto é delicado: não será permitido re-publicar o video em blos e sites, e muito provavelmente haverá um bloqueio geográfico para limitar a visualização apenas nos países onde os direitos autorais estiverem resolvidos. De qualquer forma, com o sem cinema, o You Tube hoje reina tranquilo: sucesso absoluto de audiência, com 49% do mercado norte-americano, contra 6% do segundo colocado, o Yahoo. Se você quer ser visto, ou precisa dar visibilidade ao seu produto, o You Tube é passagem obrigatória. Mesmo se você for o todo-poderoso presidente dos EUA.
A fotografia digital fez a Polaroid tornar-se um belo dum produto anacrônico. Mas não pra todo mundo. Tem ocorrido um interessante fenômeno re-valorização das fotos instantâneas feitas com polaroid, os que (ainda) tem uma maquina Polaroid - tesouro máximo! - um restinho de estoque de papel fotográfico, tem passado a “economizar” o material, passando a tirar fotos polaroid apenas de “ocasiões especiais”, em que a foto passa a imediatamente ter um valor de ‘registro valioso de um momento histórico’, valendo até como um presente de aniversario, enfim, algo raro e valioso. E agora os que já se desfizeram de suas Polaroids - ou que nunca tiveram uma - mas que são fãs das cores meio saturadas e do ar ‘vintage’ que as fotos instantâneas tinham, poderão matar a saudade, ou ao menos se divertirem com o serviço Poladroid. Você sobe uma foto sua, qualquer foto, espera ela secar, dá uma sacudida se for preciso, prela secar mais rápido e pronto: você tem uma Polaroid, com a mesma coloração e textura da original, na mesma moldura branca, no ponto para salvar ou mandar pros amigos. Eles tem um grupo no Flickr, aberto a contribuições polaroidisticas de todo o mundo, vale a pena a visita, tem coisas bem legais.
Ainda mais com a febre do Twitter, muita gente se acostumou a digitar mensagens de texto no celular de dentro do carro, em pleno trânsito. Hábito pra lá de perigoso, e em muitos países as leis estão começando a prever - e coibir - tal tipo de infração. Os norte-americanos do Vlingo tiveram a boa idéia: um serviço de reconhecimento de voz, feito para mensagens de texto e buscas na Web. Você fala, ele transcodifica e a voz robotizada repete o que você falou. Se o reconhecimento de voz funcionou OK e a voz repetiu exatamente o que você tinha dito, basta confirmar e pronto, seu SMS segue para o número do destinatário (também previamente ditado). Já o serviço de busca é em parceria com o oneSearch do Yahoo!, que localiza endereços e serviços. O Vlingo já está funcionando nos EUA e começa a chegar à Europa, via Inglaterra, onde estão realizando o primeiro beta teste.
Pelo visto a coisa anda braba mesmo, e por conta da crise muitas norte-americanas estão tendo que botar suas jóias no prego. Mas o ano é 2008 e as ladies já não precisarão mais passar pelo perrengue de terem que se disfarçarem para irem naquelas lojinhas de “compro ouro” - ou pior ainda, passar pelo constrangimento de serem reconhecidas por alguém e/ou esbarrar com alguma amiga que tenha decidido apelar pra mesma solução. Red Swan é o penhor de jóias versão século XXI: você se inscreve pelo site e recebe um kit com alguns envelopes com postagem pré-paga. Basta botar o anel no envelope e despachar: a equipe Red Swans vai analisar quanto vale a peça e você recebe dias depois um cheque, também pelo correio. A pessoa tem então 10 dias para ponderar se o valor do cheque é justo ou não, e caso queira voltar atrás, basta ir ao site e optar pelo reenvio tanto da jóia quanto do cheque. Diz o site que eles remuneram bem, graças a “uma ótima relação com um dos maiores compradores de diamante do mundo”…
É a mais nova alternativa ao Google Reader, e está começando a criar um certo buzz, sobretudo entre designers gráficos e o povo da moda; que começam a contar em seus sites/blogs que migraram para este novo serviço. Escolhe-se os blogs dos quais você se tornará assinante, cujo conteúdo vai chegando e sendo mostrado e compilado num único lugar, de um jeito que se aproxima bastante da maneira com que lemos uma revista, daí estar agradando em cheio os que privilegiam o aspecto gráfico/visual da coisa.
Num futuro próximo os seus 15 minutos de fama estarão no shopping center mais próximo de você. Se as cabines fotográficas automáticas, inicialmente feitas pra tirar fotos rápidas pra documentos e que depois passaram a funcionar também como diversão jovem - registrando bons momentos entre amigos - já eram coisa do passado, agora é que perderão completamente a razão de ser. Alguns shoppings centers nos EUA foram escolhidos para serem os primeiros a receberem as primeiras unidades do MyStudio, uma cabine que na verdade é um estúdio de gravação profissa, com equipamentos de audio e video de ultima geração. O conceito é “venha gravar o que você sabe fazer de melhor” e tem como público alvo aspirantes a músicos, atores, comediantes e candidatos a artistas em geral, mas que também vai servir pra amigos irem fazer bagunça e registrarem o momento - ou qualquer pessoa que precise gravar um video com boa qualidade de gravação, seja para uso pessoal ou profissional. Por 20 dolares aluga-se a cabine pour um determinado tempo e sai-se dela ja com um DVD nas maos, com o registro do que foi gravado. É possivel escolher entre 1000 fundos virtuais, efeitos de voz, efeitos de video, as possibilidades são enormes. A cabine é conectada à Internet, e você pode permitir que seu video seja imediatamente uploadeado para a comunidade MyStudio.net (onde o mundo poderá assistir o seu video e vice-versa) ou então inscrevê-lo em concursos de modelos, serviços de encontros amorosos, processos de seleção para empregos e o escambau, pois estão previstas uma série de parcerias com outras empresas e serviços online.
A tecnologia facilita a nossa vida, solucionando problemas do dia-a-dia, mas não é raro nos darmos conta de que o avanço tecnológico também acaba criando novas necessidades, nos propondo produtos e possibilidades de que não necessariamente precisávamos - mas que agora já não conseguimos viver sem. O celular, hoje onipresente em nossas vidas, é um ótimo exemplo de supérfluo indispensável. Todo mundo vivia sem, o mundo funcionava numa boa, mas agora, depois de mais de uma década acostumados a poder falar com as pessoas a qualquer hora e em qualquer lugar, vem a pergunta: e antes, como é que todo mundo fazia? Sei lá, não fazia. E se precisávamos falar com alguém durante o dia? Tinhamos que descobrir o telefone do trabalho. E se a gente não soubesse onde a pessoa trabalhava? Ah.. o jeito então era deixar recado na secretária eletrônica de casa, pro recado ser ouvido à noite. E se duas pessoas marcassem de se encontrar tal hora em algum lugar, depois que as duas saissem de casa, ferrou: impossivel de se comunicarem. No caso de um imprevisto ou mudança de planos qualquer, só conseguriam se falar horas e horas depois. Um perrengue só. Hoje o ano é 2008 e já estamos mais do que mal acostumados a todas essas facilidades que a tecnologia trouxe para o lazer/entretenimento e para a comunicação, e foi um novo recurso do Gmail, anunciado esta semana pelo Google, que me inspirou todas estas divagações: a possibilidade de criarmos uma coleção de respostas prontas e automáticas que - inteligentes - podem ser configuradas para funcionarem para apenas determinados remetentes, ou então em função do conteúdo dos emails. Nada de muito grandioso ou relevante, mas tenho certeza que daqui a alguns anos esta possibilidade de se ter respostas automáticas sob medida para essa ou aquela pessoa será lembrada como mais um genial supérfluo indispensável. Será possível por exemplo configurar seu Gmail para que ele responda automaticamente todos os emails de sua ex-namorada dizendo “Já disse o que eu tinha a dizer. Se quiser um bom vinho, um bom papo e um sexo sem compromisso, tento reservar uma noite em minha agenda”. Ou então, depois de passar vexame numa festa e fazer um striptease que não estava nos planos, você pode configurar seu Gmail para - durante uma semana - responder todos os emails contendo as palavras “festa” e “fotos” com um “Não era eu. Estou nos EUA a trabalho e só chego segunda que vem. Vocês foram enganados por algum sósia”. As utilidades são infinitas. Como é que conseguimos viver este tempo todo sem essa pequena maravilha?
Uma nova ‘brincadeira’ em torno do momento ‘beber com os amigos’ tem começado a se popularizar entre adolescentes e jovens do hemisfério norte. Começou nos EUA, já chegou ao Canadá e está prestes a atravessar o Atlântico. Chama-se “Wisest Wizard”, que poderia ser traduzido como “mestre dos magos”. Na prática, trata-se de uma ‘batalha’ entre dois amigos, pra ver quem bebe mais cerveja. Ou quem bebe mais, pura e simplesmente (veja exemplos aqui, aqui e aqui). Cada latinha esvaziada é colada com fita isolante (ou fita crepe, ou silver tape, o que for) em cima da anterior. O objetivo é ir construindo a sua ‘varinha mágica’ (ou ‘espada’, ou ‘torre’, em cada cidade o artefato pode ganhar nomes diferentes). Tem se tornado comum ver nos campus das faculdades, em festas, ou mesmo em bares, pequenos grupos cujos integrantes exibem orgulhosos suas torres de latinhas, muitas vezes com 10 ou mais latas por pessoa. Na maioria dos casos estabelece-se uma pontuação (por exemplo, a cada 5 latas) para que se ‘passe de fase’, sendo que para passar de fase e continuar acumulando latinhas é necessário tomar um shot de alguma bebida destilada. Não é raro que a brincadeira termine com o “confronto”, uma guerra de espadas onde cada um usa sua torre, que em poucos segundos começa a se desfazer, mas que dura tempo suficiente para que os dois (e todo mundo que esteja perto) fiquem molhados de respingos de cerveja e se divirtam com a bagunça.