Num futuro próximo os seus 15 minutos de fama estarão no shopping center mais próximo de você. Se as cabines fotográficas automáticas, inicialmente feitas pra tirar fotos rápidas pra documentos e que depois passaram a funcionar também como diversão jovem – registrando bons momentos entre amigos – já eram coisa do passado, agora é que perderão completamente a razão de ser. Alguns shoppings centers nos EUA foram escolhidos para serem os primeiros a receberem as primeiras unidades do MyStudio, uma cabine que na verdade é um estúdio de gravação profissa, com equipamentos de audio e video de ultima geração. O conceito é “venha gravar o que você sabe fazer de melhor” e tem como público alvo aspirantes a músicos, atores, comediantes e candidatos a artistas em geral, mas que também vai servir pra amigos irem fazer bagunça e registrarem o momento – ou qualquer pessoa que precise gravar um video com boa qualidade de gravação, seja para uso pessoal ou profissional. Por 20 dolares aluga-se a cabine pour um determinado tempo e sai-se dela ja com um DVD nas maos, com o registro do que foi gravado. É possivel escolher entre 1000 fundos virtuais, efeitos de voz, efeitos de video, as possibilidades são enormes. A cabine é conectada à Internet, e você pode permitir que seu video seja imediatamente uploadeado para a comunidade MyStudio.net (onde o mundo poderá assistir o seu video e vice-versa) ou então inscrevê-lo em concursos de modelos, serviços de encontros amorosos, processos de seleção para empregos e o escambau, pois estão previstas uma série de parcerias com outras empresas e serviços online.
This entry was written by , posted on terça-feira, outubro 28, 2008 at 8:26 pm, filed under musica, tecnologia. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
A tecnologia facilita a nossa vida, solucionando problemas do dia-a-dia, mas não é raro nos darmos conta de que o avanço tecnológico também acaba criando novas necessidades, nos propondo produtos e possibilidades de que não necessariamente precisávamos – mas que agora já não conseguimos viver sem. O celular, hoje onipresente em nossas vidas, é um ótimo exemplo de supérfluo indispensável. Todo mundo vivia sem, o mundo funcionava numa boa, mas agora, depois de mais de uma década acostumados a poder falar com as pessoas a qualquer hora e em qualquer lugar, vem a pergunta: e antes, como é que todo mundo fazia? Sei lá, não fazia. E se precisávamos falar com alguém durante o dia? Tinhamos que descobrir o telefone do trabalho. E se a gente não soubesse onde a pessoa trabalhava? Ah.. o jeito então era deixar recado na secretária eletrônica de casa, pro recado ser ouvido à noite. E se duas pessoas marcassem de se encontrar tal hora em algum lugar, depois que as duas saissem de casa, ferrou: impossivel de se comunicarem. No caso de um imprevisto ou mudança de planos qualquer, só conseguriam se falar horas e horas depois. Um perrengue só. Hoje o ano é 2008 e já estamos mais do que mal acostumados a todas essas facilidades que a tecnologia trouxe para o lazer/entretenimento e para a comunicação, e foi um novo recurso do Gmail, anunciado esta semana pelo Google, que me inspirou todas estas divagações: a possibilidade de criarmos uma coleção de respostas prontas e automáticas que – inteligentes – podem ser configuradas para funcionarem para apenas determinados remetentes, ou então em função do conteúdo dos emails. Nada de muito grandioso ou relevante, mas tenho certeza que daqui a alguns anos esta possibilidade de se ter respostas automáticas sob medida para essa ou aquela pessoa será lembrada como mais um genial supérfluo indispensável. Será possível por exemplo configurar seu Gmail para que ele responda automaticamente todos os emails de sua ex-namorada dizendo “Já disse o que eu tinha a dizer. Se quiser um bom vinho, um bom papo e um sexo sem compromisso, tento reservar uma noite em minha agenda”. Ou então, depois de passar vexame numa festa e fazer um striptease que não estava nos planos, você pode configurar seu Gmail para – durante uma semana – responder todos os emails contendo as palavras “festa” e “fotos” com um “Não era eu. Estou nos EUA a trabalho e só chego segunda que vem. Vocês foram enganados por algum sósia”. As utilidades são infinitas. Como é que conseguimos viver este tempo todo sem essa pequena maravilha?
This entry was written by , posted on segunda-feira, outubro 27, 2008 at 6:03 pm, filed under coluna cibermundo, cybercultura and tagged gmail, webmail. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Uma nova ‘brincadeira’ em torno do momento ‘beber com os amigos’ tem começado a se popularizar entre adolescentes e jovens do hemisfério norte. Começou nos EUA, já chegou ao Canadá e está prestes a atravessar o Atlântico. Chama-se “Wisest Wizard”, que poderia ser traduzido como “mestre dos magos”. Na prática, trata-se de uma ‘batalha’ entre dois amigos, pra ver quem bebe mais cerveja. Ou quem bebe mais, pura e simplesmente (veja exemplos aqui, aqui e aqui). Cada latinha esvaziada é colada com fita isolante (ou fita crepe, ou silver tape, o que for) em cima da anterior. O objetivo é ir construindo a sua ‘varinha mágica’ (ou ‘espada’, ou ‘torre’, em cada cidade o artefato pode ganhar nomes diferentes). Tem se tornado comum ver nos campus das faculdades, em festas, ou mesmo em bares, pequenos grupos cujos integrantes exibem orgulhosos suas torres de latinhas, muitas vezes com 10 ou mais latas por pessoa. Na maioria dos casos estabelece-se uma pontuação (por exemplo, a cada 5 latas) para que se ‘passe de fase’, sendo que para passar de fase e continuar acumulando latinhas é necessário tomar um shot de alguma bebida destilada. Não é raro que a brincadeira termine com o “confronto”, uma guerra de espadas onde cada um usa sua torre, que em poucos segundos começa a se desfazer, mas que dura tempo suficiente para que os dois (e todo mundo que esteja perto) fiquem molhados de respingos de cerveja e se divirtam com a bagunça.
This entry was written by , posted on quinta-feira, outubro 23, 2008 at 6:05 pm, filed under aldeia global, cultura urbana and tagged alcool, comportamento, jovem. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Primeiro a Microsoft resolve pagar milhões pra ter uma campanha com um comediante decadente. Depois brindou o mundo com a constrangedora campanha do “I’m a PC”, onde não há qualquer menção aos produtos Microsoft e sim uma ode ao ‘orgulho de usar um PC’, sendo que a MS não fabrica nem vende PCs, mas ENFIM… em seguida a Apple reage com 3 novos comerciais sacaneando o Vista (e de quebra os PCs): V Word, Bean Counter e Baker Sale, onde o personagem que interpreta o Mac é magro e tem um visual de geek cool despojado, e o gordinho que interpreta o vista tem um cabelinho de bancário. Ainda bem que esta semana uns canadenses (a cada dia me convenço de que os canadenses são realmente uns doidos) entraram em cena pra botar fim nessa palhaçada. Com vocês, a “batalha real” entre Macs e PCs, cada qual defendendo seu ponto de vista às últimas consequências – em vez da pelassaquice cafona da Microsoft e da pelassaquice esnobe da Apple. Da próxima vez que alguém vier sacanear seu PC ou seu Mac, responda à altura!
This entry was written by , posted on at 12:59 pm, filed under aldeia global, cybercultura and tagged Apple, Mac, Microsoft, PC, publicidade, video independente. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Ficar desfilando de baguilha aberta, nunca mais! Da série “como é que ninguém pensou nisso antes”, o ZipHolder é um pedacinho de fio sintético engenhosamente fabricado de maneira a ficar preso na ponta do zíper da calça e poder ser ‘encaixado’ em torno do botão. Já dá pra comprar pela internet, um dos revendedores entrega no mundo inteiro; mas a verdade é que a idéia é tão boa, mas tão boa, que é bem provável que várias marcas de jeans queiram licensear o produto e integrá-lo às calças já na fábrica. Ou seja: o Sueco que (criou o ZipHolder e) registrou a patente periga seriosamente de ficar milionário, ganhando royalties pro resto da vida (ou até alguém inventar um ziper que feche sozinho… hehehe)..
This entry was written by , posted on terça-feira, outubro 21, 2008 at 1:06 pm, filed under inspiração and tagged design, dia-a-dia, moda. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

photo credit: steveharris
Durante as últimas semanas o mundo viveu a pior crise financeira dos últimos 80 anos, com as bolsas do mundo inteiro oscilando freneticamente, subindo e descendo trocentas vezes durante um mesmo dia. Pra dar uma boa baixada no final das contas. E uma boa subida nestes primeiros dias pós-crise. Agora a poeira está começando a baixar, mas a perspectiva de uma longa recessão se anuncia diante de nossos olhos. O mundo – neste exato momento – está desacelerando, para que consiga se recuperar das feridas e, se for o caso, acelerar novamente daqui alguns anos, muito provavelmente tomando outras direções. Me pergunto então: não seria o momento de aproveitarmos todos o ensejo e desacelerarmos um pouco nossas próprias vidas? A apologia à rapidez, que ditou o ritmo durante os últimos 50 anos com conceitos como “quanto mais rápido melhor” e “tempo é dinheiro”, talvez esteja chegando ao fim. Será que está na hora de pisarmos um pouco no freio? Consumimos as riquezas naturais do planeta numa velocidade muito mais rápida do que aquela com que a Terra consegue renovar seus recursos, temos a impressão de que os dias são curtos demais para darmos conta de tudo o que devemos e queremos fazer, além do fato de que esta revolução tecnologica que estamos vivendo cria muito mais produtos e informação do que realmente conseguimos e/ou precisamos consumir. É então neste contexto que tem ganhado força uma tendência comportamental que vem sendo chamada de “slow”, que em português quer dizer “devagar”, e que é a materialização desta (novamente) atual necessidade de darmos uma desacelerada geral. (mais…)
This entry was written by , posted on segunda-feira, outubro 20, 2008 at 3:23 pm, filed under aldeia global, coluna cibermundo, cultura urbana and tagged calma, crise, design, economia, moda, saúde, slow, slow food. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
De uns tempos pra cá tem rolado uma onda de ‘volta à preocupação com a privacidade online’. Bastante gente tem configurado no máximo os níveis de proteção/privacidade no Facebook, MySpace e Orkut – outros tantos tem configurado as fotos do Flickr para só poderem ser vistas por amigos e familias – e alguns mais radicais têm até deletado definitivamente seus perfis em algumas comunidades. O objetivo é proteger informações pessoas de estranhos e/ou colegas de trabalho. No entanto, também tem gente que atualmente tá num clima totalmente oposto, para quem todo o marketing pessoal possibilitado por essas comunidades online pode ter utilidades concretas, pessoais e profissionais. Esses vão então gostar do Ziggs, uma rede social que junta os dois lados da moeda: o marketing pessoal “pessoal” e o marketing pessoal “profissional”, uma espécie de dois em um que vai servir tanto para você manter contato com seus amigos etc e tal, nos moldes de gigantes como o Facebook e o Orkut, tanto para você trabalhar seu networking profissional, aumentar a visibilidade do seu currículo e por aí vai – nos moldes de serviços como LinkedIn e Naymz, dentre outros. A meta do Ziggs é fazer com que o usuário consiga aumentar a visibilidade de seu profile, consiga se comunicar de maneira bastante simples com seus contatos e consiga estabelecer facilmente um equilibrio entre o networking profissional e o pessoal, escolhendo quem terá acesso a que tipo de informação. Segundo o serviço, um dos resultados imediatos é que já de cara o seu profile vai passar a aparecer em posições melhores em resultados de buscas no Google – o que pode ser uma mão na roda para quem esteja oferecendo seus préstimos profissionais, por exemplo. Outro diferencial são as estatisticas: é possivel saber exatamente quantas pessoas – e quando – acessaram seu profile. No Linked In, por exemplo, sonegam um pouco esta informação. Outra funcionalidade bem legal: você pode pedir para o serviço te enviar um email toda vez que alguém cair no seu profile vindo de uma busca qualquer no Google, dá até pra saber quais foram as palavras chaves da busca em questão. (…) Acho pouco provável que os ‘criativos’ da web adotem o Ziggs, pois já estão todos em (várias) outras redes sociais se auto-promovendo há anos; mas há fortes chances de que o Ziggs se torne um serviço forte para os profissionais de todas as outras áreas, que estejam (só) agora na onda de potencializarem suas redes de contatos usando as astúcias da Internet.
This entry was written by , posted on sexta-feira, outubro 17, 2008 at 10:45 am, filed under cybercultura and tagged LinkedIn, marketing, marketing pessoal, myspace, networking, orkut, privacidade, rede, social, ziggs. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Enquanto você lê esta coluna, os discos rigidos Solid State Drive (ou simplesmente “SSD” para os geeks de plantao) estão começando a chegar de vez às lojas na Europa, EUA e Asia – e nao vao demorar muito para chegar também ao Brasil. Trata-se de um novo – e revolucionario – tipo de HD, que permitira velocidades de acesso incrivelmente maiores. Tudo vai ficar mais rapido, e isso poder fazer “a” diferença com relação ao uso que as empresas e o usuario domestico poderao fazer de seus computadores e sistemas informatizados. Mas afinal de contas, o que são exatamente estes HDs tipo “SSD”? Como conseguem ser tao mais rapidos? Sera que vao realmente substituir os HDs atuais? Vale a pena pagar (ainda bem) caro para ter um desses? Enfim, um sem numero de questoes que vêm à mente quando nos deparamos diante de uma nova tecnologia ou uma nova geracao de produtos que chega prometendo ser um divisor de aguas; e ao que tudo indica os SSD serao mesmo isso tudo que prometem. (mais…)
This entry was written by , posted on segunda-feira, outubro 13, 2008 at 4:03 pm, filed under coluna cibermundo, tecnologia and tagged armazenamento, dados, Intel, samsung, SSD. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Tempos atrás meu amigo Nuno Virgilio me deu a dica do artigo que a Naomi Klein escreveu para a Rolling Stone, e que foi devidamente traduzido e publicado na versão brasileira da revista. Ela conta sobre sua viagem à região chinesa que concentra boa parte do parque industrial de alta tecnologia – e sobretudo denuncia/especula sobre o submundo da vigilância eletrônica e das tecnologias que estão sendo desenvolvidas para que muito em breve a população civil (da China ou de qq outro lugar de cujo o governo tenha interesse por e grana pra bancar) seja monitorada nos minimos movimentos. O artigo é realmente instigante e me fez (re)começar a pesquisar sobre o assunto, no que encontrei um post impressionante em um blog inglês, escrito por um cara aparentemente muito bem informado, pois ele conta seus atuais (enormes) receios quanto às politicas de vigilancia executadas pelo governo inglês nestes ultimos anos, sempre citando matérias publicadas na grande imprensa para complementar/confirmar o que ele conta no blog. Não é de hoje que a Inglaterra é um dos paises do mundo que mais investe em vigilancia eletronica, tanto que Londres é a cidade com a maior quantidade de câmeras vigiando as ruas, em todo o mundo. Mas segundo o que este blogueiro explica, a coisa vai muito mais longe do que isso. Pelo visto o objetivo é que ninguém possa nem mais peidar anonimamente, sem que seja algo monitoravel pela policia ou qq outra instituicao publica. O buraco é tão mais embaixo que ele termina dizendo que se todas as leis e medidas do governo inglês forem aprovadas, ele se manda da Inglaterra antes de 2012, para não estar lá quando “o bicho começar a pegar”. Passei o post pelo tradutor do Google, para acessa-lo basta clicar aqui.
This entry was written by , posted on quarta-feira, outubro 8, 2008 at 7:52 pm, filed under aldeia global, cultura urbana, tecnologia and tagged big brother, comportamento, monitoramento, vigilancia. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

photo credit: justinhenry
Os « Locavores » são uma tribo de idealistas que começa a ganhar força internet – e por consequência na imprensa – com sua « lei das 100 milhas », que diz que todos os alimentos consumidos por eles tenham sido produzidos a no maximo 100 milhas (160 quilometros) de onde moram. Proposta mais do que ousada nestes tempos de extrema globalização, pois na pratica o adepto tera que produzir ele mesmo seus alimentos ou dar a sorte de conseguir comprar alguma coisa dos produtores/fazendeiros das redondezas. Reacionarios? Puristas da alimentacao organica? Defensores fervorosos do planeta? Anti-globalizacao? Talvez um pouco disso tudo. (mais…)
This entry was written by , posted on segunda-feira, outubro 6, 2008 at 6:11 pm, filed under aldeia global, coluna cibermundo and tagged alimentação, comida, local food, locavore, orgânico. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
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