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Mini-usinas nucleares instaladas no jardim?

Será que em breve poderemos comprar nossa própria mini-central nuclear, instalá-la no jardim e gerarmos nossa própria energia durante anos a fio? No que depender da empresa norte-americana Hyperion Power Generation, este não será um futuro distante: nos EUA já é possível encomendar uma, e gerar uma energia elétrica “limpa, segura e 100% livre de efeito estufa”, segundo explica a empresa em seu site. A mini-central, batizada de HPM (Hyperion Power Module) é do tamanho de uma caixa d’agua (cerca de 1,5m de diametro por 3 de altura) e é capaz de alimentar 20.000 residencias norte-americanas, ou seja, muito mais do que isso em outros paises, onde o consumo per-capita é menor do que nos EUA. Cada unidade seria então suficiente para alimentar – sozinho – uma pequena cidade. O preço é bastante salgado, 25 milhões de dolares cada HPM, mas dividindo o valor pela quantidade de familias beneficiadas, o valor por residência já seria bastante competitivo em comparação ao fornecimento tradicional de energia elétrica. Ainda segundo o site da Hyperion, que fica em Santa Fé, no estado do Novo Mexico, esta mini-central nuclear também pode ser usada por industrias, bases militares ou quaisquer lugares ainda não conectados à atual rede elétrica. Afirmam que as primeiras encomendas foram numerosas e que cerca de 100 unidades já foram vendidas. A produção só começará em 2013 e quem encomenda hoje só a receberá em 2014. A previsão é que entre 2013 e 2023 cerca de 4.000 reatores nucleares HPM sejam vendidos em todo o mundo. O HPM usa urânio enriquecido a niveis baixos, contendo menos de 20% de urânio 235, que é o combustivel normalmente usado em centrais nucleares tradicionais. “E como não há nenhuma parte móvel dentro do reator, é impossível que aconteça um acidente como o de Tchernobyl”, tranquiliza John Deal, presidente da Hyperion. A massa critica, a partir da qual começam a se produzir as reações em cadeia que provocam os acidentes, seria impossivel de ser atingida por conta do pequeno tamanho e das pequenas quantidades. A coisa é feita de forma que o HPM não precise ser aberto durante sua vida util, prevista entre 5 e 10 anos. Ao final de seu ciclo, ele deixará uma quantidade de residuo atômico do tamanho de um côco, que segundo a empresa é “facilmente reciclável, e um tipo de material diferente daquele que poderia ser usado para fabricar uma bomba atômica”. Em suma: é uma pilha. Uma grande bateria atômica que dura 10 anos, e que depois precisa ser substituida. Ainda faltam muitos detalhes técnicos a serem divulgados, para que seja possivel ter uma idéia mais precisa sobre sua performance e seus possiveis perigos, mas a Hyperion nem é a primeira a se lançar neste ramo. A japonesa Toshiba andou testando um mini-reator batizado de 4S (“super safe, small and simple”, de super seguro, pequeno e simples). Será o inicio de uma nova era energética?

Este post foi publicado em segunda-feira, novembro 24, 2008 às 4:30 pm, na(s) categoria(s) tecnologia e tagueadas , , . Faça um bookmark para o permalink deste post. Receba os novos comentários com o feed RSS deste post.

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