
Mostre-me tua casa e te direi quem és? A pergunta talvez tenha passado pela cabeça da dupla de fotógrafos poloneses Aneta Grzeszykowska e Jan Smaga quando tiveram a idéia de produzir a “Plan“, uma coleção de montagens fotográficas cujo objetivo é mostrar de maneira extremamente detalhista – e numa única imagem – o interior de 10 apartamentos. Cada cômodo de cada apartamento foi fotografado várias vezes de alguns ângulos específicos e todas essas imagens foram em seguida processadas por um software que consegue a partir delas gerar essa imagem “aérea” final, como se tivesse sido possível arrancar o teto de um apartamento e fotografá-lo de cima. É como se alguém tivesse conseguido escanear a casa de alguém e a qualidade da imagem é excelente: nada de deformações ou partes fora de foco. Claro que deve ter dado uma trabalheira: o projeto inteiro, de mapear os 10 apartamentos, levou 2 anos pra ficar pronto. (mais…)
This entry was written by , posted on sexta-feira, outubro 30, 2009 at 5:05 pm, filed under cultura urbana, inspiração, tecnologia and tagged casa, comportamento, fotografia, FX, Polônia. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Colegas de trabalho que dividem o mesmo escritório resolvem quebrar um pouco a rotina com um (uau, que idéia ousada! caramba… alopraram mesmo…) “karaokê coletivo”. Que de karaokê não tem nada, é apenas uma dublagem de um antigo hit dos Backstreet Boys. O resultado é que o video circulou pela empresa inteira? Mais do que isso: neste exato momento esse video está dando a volta ao mundo, circulando por email, sendo replicado por blogs e linkado nas seções de “web” de jornais e revistas. O ponto de partida foi um post no Boing Boing, um serviço de indexamento de blogs influente o suficiente para fazer algo até então irrelevante perigar se tornar o novo “buzz” da rede.
Primeira impressão: meio péla, norte-americano demais pra que o resultado final seja cool ou engraçado. Segunda impressão: bom… até que eles parecem ser gente boa, dá pra ver que eles só querem se divertir um pouco e quebrar a rotina da ‘firma’ (mais…)
This entry was written by , posted on quarta-feira, outubro 28, 2009 at 4:43 pm, filed under aldeia global, cybercultura and tagged Apple, Microsoft, publicidade, viral. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
A seguinte pergunta já deve ter passado pela cabeça de qualquer observador da atual música pop vinda do hemisfério norte: porquê as gostosas só cantam eurotrance farofa e os apreciadores de coisas mais consistentes tem que se contentar com barangas do naipe de Amy Winehouse ou da Beth Ditto do Gossip? A Marina tá aí pra quebrar essa escrita: gata, charmosa – mesmo com pernas bizarras de papel dobrado – canta muitissimo bem e….. têm músicas ótimas! Marina and The Diamonds é o nome que pesquei no ar nessa segunda-feira: ela é inglesa, faz um som que mistura Pixies com Bat For Lashes (e uma leve pitada de Lily Allien em alguns momentos) e tá começando a criar aquele buzz que em breve vai torná-la presença obrigatória no setlist de qualquer festinha de apartamento que se preze. Gostou do aperitivo do video aí de cima? Mais videos da moça aqui ó.
This entry was written by , posted on segunda-feira, outubro 26, 2009 at 12:31 pm, filed under musica and tagged clipes, musica, pop, UK, video. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Mais cedo ou mais tarde ia acabar aparecendo a primeira TV LCD retrô, reunindo as vantages da tecnologia contemporânea com o lado charmoso/cool da tecnologia de décadas atrás. Não que eu ache uma TV de tubo (até o advento do LCD toda TV usava um tubo de raios catódicos) a coisa mais ‘charmosa’ do mundo, mas é verdade que um design vintage às vezes ajuda à dar uma outra ‘alma’ a um determinado objeto. Dê uma olhada então na TV que a marca japonesa Plus Minus Zero criou: uma tela plana de LCD no interior de uma ‘carapaça’ em forma de televisor anos 60, com direito à uma tela de vidro côncava, justamente pra dar a impressão que a imagem não é plana, e sim côncava nas extremidades como nos velhos tudos catódicos. No entanto a pilha saudosista pára por aí: a imagem é em HD como nas melhores TVs de hoje em dia e nada de precisar plugar uma antena ou cabo – o sinal é transmitido sem fio, de um receptor que pode ficar escondido em qualquer outro lugar menos visível. O único perrengue é ter que usar o controle remoto em japonês… :-)
This entry was written by , posted on quinta-feira, outubro 22, 2009 at 5:24 pm, filed under tecnologia and tagged design, japão, tv. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Protestos e discursos contra a ditadura estética dessa sociedade consumista em que vivemos viraram moda nestes últimos anos. Antes tarde do que mais tarde ainda: nunca vi muita graça em modelos esqueléticas e sempre me incomodei com flyers de eventos apregoando se tratar de “festa pra gente bonita”, só pra citar duas (das várias) pontas do iceberg. Mas confesso que por essa eu não esperava: pin-ups zumbis! Um calendário com musas sangrentas cheias de feridas. Pra cada mês do ano, gatas estilo anos 50, com pernas talhadas, braços esfubecados e tripas penduradas. Culto à feiúra, protesto bem humorado contra os padrões de beleza ou piada interna de nerds fãs de zumbi? As fotos a seguir não são recomendadas pra meninas de estômago fraco, se não é seu caso clique em “more” pra ver a coleção completa das pin-ups zumbis → (mais…)
This entry was written by , posted on quarta-feira, outubro 21, 2009 at 5:57 pm, filed under inspiração and tagged fotografia, FX, sexy, zumbis. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
A medida que nas principais metrópoles do mundo aumenta a demanda por alternativas aos automóveis (poluentes, caros e grandes demais), cresce a demanda por transportes públicos mais modernos, sites de organização de carona e – tendência que não pára de crescer – veículos elétricos para transporte de passageiros. Não estou falando de carros elétricos, e sim de novos tipos de veículos urbanos, feitos para transportar duas ou até mesmo uma só pessoa; gastando o mínimo de energia possível. É o caso por exemplo do P.U.M.A (Personal Urban Mobility & Accessibility), anunciado recentemente pelo mesmo fabricante do Segway. O princípio é o mesmo: um veículo que se equilibra (sozinho, aliás) em apenas duas rodas, graças ao centro de gravidade posicionado sob medida para tal. Só que agora os “passageiros” ficam sentados, como se fosse num carro, contando inclusive com uma carenagem que protege do vento e da chuva. Um mini-carro de duas rodas ou uma moto de rodas paralelas, enfim, você entendeu :-) Com a bateria cheia, dá pra fazer uns 50Km a mais ou menos uns 50km/h, ou seja, dá pra ir e voltar do trabalho e recarregar a bateria durante à noite.
Nas cidades onde já tem alguns circulando, os donos tem tido permissão de usá-los tanto nas ruas quanto nas ciclovias (respeitando os limites de velocidade, é claro) ou seja, se a rua estiver muito engarrafada, cortar caminho pela ciclovia torna-se uma opção. Pegar a estrada, no entanto, nem pensar! O P.U.M.A. nessa caso entra no mesmo tipo de legislação das scooters de pequena cilindrada. (…) Já o NMG, é outra história. A proposta é ser pequeno e ecomômico, mas sem deixar de ser um carro. Um triciclo, pra ser mais exato. O design é bem legal, tem um quê de carro esportivo, apesar de só transportar uma pessoa. Isso mesmo, uma única pessoa, com direito a um porta-malas logo atrás da poltrona. Clique em “more” pra ver a continuação do post → (mais…)
This entry was written by , posted on segunda-feira, outubro 19, 2009 at 4:13 pm, filed under cultura urbana, tecnologia and tagged ecologia, meio ambiente, metropole, transporte. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Um chafariz que se transforma num grande “telão”, com imagens complexas formadas pela própria água que cai. A tecnologia foi desenvolvida no Japão (onde mais???) – o video mostra um protótipo sendo testado num shopping center – e é realmente IMPRESSIONANTE pela precisão das imagens.
This entry was written by , posted on quinta-feira, outubro 15, 2009 at 5:01 pm, filed under tecnologia and tagged japão, video. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Nem sempre temos oportunidade de vermos confrontadas duas gerações de um determinado tipo de produto, que por si só mostram o quanto a tecnologia anda a mil por hora. Como por exemplo os monitores de LCD: hoje é impossível olhar prum monitor de raios catódicos (os monitores antigos) ou pruma TV antiga e não achá-los bizarros, monstrengos perdidos em algum canto da história industrial. É o caso por exemplo desse minigame que simula o bom e velho Nintendo, não o Super Nintendo, mas o NES, o primeirão. Só que na época o Nintendo ocupava um caixote de plástico de uns 40 centimetros; sendo que agora tudo cabe dentro….. de um cartucho. De um cartucho do próprio Nintendo (além das fotos, tem também um video que mostra o minigame funcionando). É como se hoje fosse possível termos uma bicicleta que, fechada, tivesse a forma e o tamanho de uma cestinha…. de bicicleta. Ou tô viajando?

This entry was written by , posted on quarta-feira, outubro 14, 2009 at 3:58 pm, filed under tecnologia and tagged gam. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Prepare-se para (em poucos anos) viver num mundo onde você poderá controlar seu celular mesmo em pé no metrô, com uma mão segurando a barra metálica e a outra ocupada segurando a revista que você está lendo. Como? Com os olhos. A corporação japonesa Docomo desenvolveu um sistema de controle visual para dispotivos eletrônicos, como por exemplo controlar a música que você está ouvindo no celular: play, pause, stop, pular pra próxima e por aí vai, apenas revirando os zóios. E preste atenção no que o japa disse (não, ele não está falando em japonês, ele tá arranhando um inglês, à moda japa, é claro) – o controle de um celular é apenas uma das possíveis aplicações, qualquer outro dispositivo eletrônico poderá ser controlado com a detecção do movimento do globo ocular. Se é já esquisito ver um monte de gente falando sozinha pelas ruas das grandes cidades por conta dos kits mãos livres, imagine um mundo em que todo mundo vai parecer esquizofrênico, rodopiando os olhos pra tirar dinheiro no caixa eletrônico ou mudar de canal na TV…
This entry was written by , posted on terça-feira, outubro 13, 2009 at 6:37 pm, filed under tecnologia and tagged celular, interface, japão. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.


Sabe essas mil e uma ocasiões, nessa vida corrida de cidade grande que a gente leva, em que trocamos olhares, vontades e tantas outras entrelinhas, sem que (na maioria das vezes) nenhuma palavra acabe sendo dita? A ilustradora nova-iorquina Sophie Blackall resolveu desenhá-las: “Mensagens dentro de garrafas, sinais de fumaça e cartas escritas na areia; seus equivalentes modernos sendo as engraçadas, triste, bonitas, esperançosas, desesperadas e poéticas mensagens deixadas diariamente nos sites de Missed Connections. Diariamente centenas de pessoas cruzam o caminho de algum(a) desconhecido(a) de maneira que uma centelha (ou até mesmo um sorriso) acabe se produzindo. Essas mensagens acabam tendo o tempo de vida de uma borboleta. Vou tentar então capturar algumas delas para a posteridade”. Todas as ilustrações estão em seu blog, que leva justamente o nome de Missed Conexions. Não deixe de clicar sobre as imagens para vê-las em tamanho natural, com todos os detalhes e texturas. Pros que ficarem fãs, é possivel comprar por 4O dolares qualquer uma das ilustrações, impressa em papel cartão, assinada pela artista, e com a entrega pro Brasil incluida no preço. Pressas épocas de dolar baixo, taí uma otima oportunidade de presentear os amigos (ou a parede da sala!) com arte contemporanea…
This entry was written by , posted on segunda-feira, outubro 12, 2009 at 3:30 pm, filed under aldeia global, cultura urbana, inspiração and tagged arte, comportamento, design, ilustração. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
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