
photo credit: Esdras Calderan
E se num futuro próximo, mandar dinheiro ou pagar alguém por um serviço for algo tão simpes e rápido quanto mandar um email ou postar algo no Twitter? Houve uma época em que trocava-se alimentos, tempos depois vieram o sal e as especiarias, depois o papel moeda, e eis que dos anos 50 pra cá o dinheiro tornou-se de plástico, por conta dos onipresentes cartões de crédito e de débito, que ao longo das ultimas décadas foram aos poucos se adaptando à “eletronicalização” do dinheiro. Pois estamos em pleno período de transição rumo à uma nova era, onde os serviços eletrônicos de pagamento vão enfim nos liberar do sistema fechado – e caro – que os bancos e operadoras de cartão de crédito construiram ao longo dos ultimos 60 anos. Sabia que em pleno ano de 2010, ainda leva uns 3 dias pra que uma loja efetivamente receba o dinheiro de quem pagou com cartão? E que essa operação custa caro pro comerciante (até 3% do valor da compra) e pro dono do cartão (já parou pra pensar o quanto você gasta com anuidades e taxas bancárias)?
O Paypal, criado em 1998 e adquirido pelo eBay em 2002, meio que foi um dos serviços pioneiros desta nova época de transações comerciais eletrônicas, em que não é mais estritamente necessário que toda troca de valores e/ou pagamentos precise passar pelo sistema bancário. Se você recebe um valor via Paypal e depois usa esse mesmo montante pra pagar um produto que você compra, pronto, tudo foi resolvido via Paypal e o sistema bancário não conseguiu morder a parte dele. Sendo que o pulo do gato, pro Paypal, foi uma medida posta em prática recentemente: seguindo o exemplo do Facebook, Google, Apple e vários outros que num dado momento permitiram que terceiros desenvolvessem novos produtos compatíveis com suas plataformas, o eBay também abriu as portas da esperança e liberou parte de seu código para que programadores do mundo inteiro pudessem imaginar novas maneiras de se pagar via Paypal. No que logo imaginaram um jeito de conectar a conta Twitter de uma pessoa à sua conta Paypal de maneira que ela possa efetuar pagamentos via Twitter, bastando conhecer o nome de usuário Twitter de quem tem que receber o dinheiro.
Todavia, é uma tendência que transcende o Paypal: centenas de empresas e programadores estão neste exato momento queimando a mufa pra desenvolver novos produtos e novas maneiras de se transferir dinheiro neste novo mundo eletrônico em que vivemos. Caso por exemplo do SquareUp, um serviço que possibilita pagamentos via cartão de crédito sem precisar usar um POS, que é o terminal que o comerciante aluga da VISA ou da Mastercard (o equipamento onde você passa o cartão e digita a senha). No caso do SquareUp, a idéia é fazer uso dos telefones tipo smartphones, que nada mais são do que pequenos computadores de mão conectados à Internet, ou seja, capazes de funcionar como um terminal de pagamentos eletrônicos, bastando que para isso sejam capazes de ler os cartões de crédito. Resolveram a questão de maneira simples: o comerciante que usa o SquareUp recebe um equipamento (do tamanho de um cubo de açucar) pra plugar no seu iPhone (ou qualquer outro smartphone) e pronto, já pode colar o adesivo “aceito todos os cartões” na frente da loja.
Este post foi publicado em quarta-feira, fevereiro 24, 2010 às 5:14 pm, na(s) categoria(s) tecnologia e tagueadas dinheiro, economia, paypal. Faça um bookmark para o permalink deste post. Receba os novos comentários com o feed RSS deste post.

Ou então
Com certeza, a troca sem pagar dividas ao banco é otimo. Mais como saber que esta seguro !
Acho que a Juanita tem razao !! Vai pegar na questao da seguranca. E os “espertos” sempre estao ah frente da gente !
Concordo plenamente que, agora, a queimação de mufa tem que se consentrar na segurança…… aposto que já existem aqueles que estão bolando como quebrar qualquer proposta…….