Lembra que no final de 2008 eu tinha falado de “desaceleração” aqui no blog? Pois então, a tendência tem ganhado força e se desmembrando em várias outras. Agora não se trata apenas de tentar reduzir um pouco o ritmo desenfreado dessa vida urbana que vivemos – seja voltando a comer com calma e com tempo para apreciar tanto a comida e o momento, seja se engajando politicamente e defendendo a retração do crescimento econômico e industrial. A desaceleração agora está se tornando (caminho natural das coisas) um nicho de mercado, com produtos que de alguma maneira representam a antítese de grandes símbolos do aspecto “artificial” do nosso atual ritmo de vida. É nesse contexto que tem surgido as bebidas calmantes, propondo exatamente o contrário do que o Red Bull promete. Enquanto este último te dá asas, bebidas como Drank e Slow Cow (“Boi manso”, em clara referência ao Red Bull) te dão uma boa relaxada, exatamente como fazia (e ainda faz) a maracujina que nossas avós diziam que nos fariam tomar caso não sossegássemos um pouco. Mas da mesma maneira que a fórmula do Red Bull sempre foi motivo de controvérsia por conta de seus supostos perigos à saúde, essas novas bebidas calmantes já tem gerado polêmica: além do coquetel de extratos de ervas que todos alardeiam, algumas marcas – caso da Slow Cow por exemplo – põe melotonina dentre os ingredientes. É um hormônio, produzido sinteticamente, que tem propriedades relaxantes – assim como a taurina do Red Bull dá um gás. Ou seja, calmantes, ok, mas daí a dizer que são bebidas “naturais” ou benéficas, já são outros quinhentos.
Este post foi publicado em segunda-feira, julho 5, 2010 às 10:07 am, na(s) categoria(s) cultura urbana e tagueadas bebidas, desacelerando. Faça um bookmark para o permalink deste post. Receba os novos comentários com o feed RSS deste post.

Ou então
Concordo, é preciso desacelerar. E, ao invés de pedir um “desacelador” industrializado, vá de suco de maracujá, é super gostoso ao paladar……
É isso aí! Primeiro “estimulam”, para vender. Depois, “relaxam” para vender ! ! É o binomio consumismo X lucro.