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Vou levar logo dois

Gastar uma fortuna para ter o prazer de calçar um tênis customizado por um artista? Pros clientes da loja BrassMonki, do artista gráfico inglês Daniel Reese, deve ser algo normal. Ele compra tênis brancos de cano alto da Nike, sempre o mesmo modelo, e pinta um por um. Dentre os temas há referências à marcas/produtos como Lego e Firefox, artistas icônicos como Bob Marley e Michael Jackson e personagens da (cyber) cultura pop como Homem de Ferro, e personagens de videogame. Os precinhos? Entre 400 e 750 libras esterlinas o par, o que dá cerca de R$2000 pros modelos mais caros. Fica a pergunta: o cara que compra, ele se sente mais “único” porque usa um tênis bacana, sabendo que será extremamente improvável esbarrar com alguém usando o mesmo – ou se sente mais “único” porquê tem grana o suficiente pra torrar 2 mil reais num tênis, qualquer que seja?

This entry was written by Cid Andrade, posted on terça-feira, agosto 31, 2010 at 12:08 pm, filed under cultura urbana and tagged , , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Dinheiro/dívida

Money As Debt (“dinheiro enquanto dívida”) é uma animação feita pelo canadense Paul Grignon, que explica de maneira lúdica (e sucinta) as engrenagens do sistema econômico em que vivemos. Como surgiu o dinheiro, o que é exatamente o dinheiro, como funciona o capitalismo e por aí vai. Não se deixe enganar pelo fato de se tratar de um desenho animado: o que ele conta é papo sério e vai te botar pra pensar. No Youtube a versão legendada em português foi dividida em 5 partes, abaixo você vê a primeira, os links para as partes seguintes são parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5. No site oficial do vídeo é possível comprar o DVD e dar uma força ao autor.

This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, agosto 27, 2010 at 2:25 pm, filed under aldeia global, cybercultura and tagged , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



It Hurts

A banda inglesa It Hurts, na verdade uma dupla, de Manchester, só vai lancar seu primeiro álbum no fim deste ano e só vai estourar no mundo inteiro ao longo do ano que vem. Mas que tal conhecê-los desde já? Synth-pop da melhor qualidade, bem produzido, estética minuciosamente pensada e executada, estilo, e por aí vai. No início já tinham tinham tudo isso mas a grana era curta, fizeram então essa primeira versão para o clipe. Recentemente conseguiram assinar com um selo, e logo em seguida com a Sony Music, o bom gosto foi então potencializado pela verba, essa nova versão do clipe sendo a prova:

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, agosto 25, 2010 at 3:22 pm, filed under musica and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



química do consumo

A conscientização quanto às questões do meio ambiente – e quanto à nossa própria saúde – deixou de se chamar “ecologia” e de ser um nicho comportamental (o que foi até o meio dos anos 90) pra se tornar um aspecto importante do comportamento urbano de hoje em dia. As pessoas tem prestado cada vez mais atenção ao impacto ambiental do que compram, do lixo que jogam fora, a qualidade e a origem dos alimentos, agrotóxicos, produtos orgânicos e por aí vai. Especificamente sobre os alimentos, existe uma demanda cada vez maior por parte dos consumidores por saber mais sobre como foi feito, com que ingredientes, se são orgânicos ou não, se são transgênicos ou não, enfim, queremos saber exatamente o que estamos ingerindo. O mercado já percebeu esta demanda e aos poucos vai adaptando seus produtos (ou criando outros inteiramente novos) a esse novo consumidor ávido por informação. O que acaba repercutindo na abordagem, na maneira como alguns produtos se posicionam e/ou são apresentados. Uma tendência que tem crescido bastante é a alusão à tabela periódica e seus elementos químicos, que no imaginário do consumidor é o grau máximo de pureza que uma susbtância pode atingir.

A marca norte-americana de vinhos Wines Of Substance (“vinhos de substância”) é um bom exemplo. Criou para suas garrafas uma identidade visual inteiramente inspirada na tabela periódia, onde as primeiras letras do tipo de uva usado para a garrafa em questão são impressas em tamanho garrafal (não resisti ao trocadilho), como se fossem a sigla de um elemento químico. O rótulo do “Merlot”, por exemplo, é “Me”. E a proposta vai bem além do rótulo: há também (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on terça-feira, agosto 24, 2010 at 11:17 am, filed under inspiração and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Adidas corre por fora

Quem é bom observador já sabe que o mundo está caminhando a passos largos para um futuro onde boa parte do consumo (muito provavelmente a maior parte, aliás) vai acontecer online, via comércio eletrônico. Supermercados online, lojas de departamento online, sites de leilões e classificados como Mercado Livre e eBay, a Amazon que vende de tudo, enfim, isso já não é mais nenhuma novidade. Também não é novidade o fato de que apesar de toda a empolgação em torno do comércio eletrônico e suas vantagens (principalmente) pra quem vende (menor custo, maior alcance, maiores volumes e por aí vai), profissionais de marketing de marcas de roupas e calçados sabem bem que pra eles é mais complicado: até hoje não inventaram um jeito de proporcionar ao consumidor uma maneira de se experimentar virtualmente o produto em questão. A camisa no site é bonita e tá com um preço bom, mas se você comprá-la e descobrir que ela não cai tão bem assim em você, toda a praticidade do comércio eletrônico começa a ir por água abaixo.

A Adidas é um exemplo de quem percebeu isso e tem algo novo a propor: foi inaugurada em Tóquio a primeira loja Adidas Runbase, onde praticantes de cooper e caminhada podem ir experimentar tênis e roupas esportivas e testá-los em condições reais de uso. Não, não construiram uma pista de cooper dentro da loja, o cara vai, escolhe o tênis que ele quer experimentar, pega ele “emprestado” e vai correr do lado de fora, como faria normalmente. Não à toa, a loja fica no bairro da Praça Imperial, que é um dos lugares mais frequentados pelos esportistas da cidade. A coisa não para por aí: além de testar o material e poder contar com a consultoria dos vendedores (que entendem tanto dos produtos quanto da prática esportiva em si) há 16 chuveiros e 248 armários para alugar, ou seja, a loja passa a ser um lugar prático pra se guardar a mochila enquanto corre, depois tomar um banho, catar a a mochila e ir pro trabalho.

Outras marcas já estão começando a perceber que sim, o comércio eletrônico veio pra ficar, mas que o atendimento personalizado, os conselhos, e toda sorte de serviços adicionais que a compra em uma loja pode proporcionar continuam tendo o seu (alto) valor. Prepare-se para ver marcas (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on quinta-feira, agosto 19, 2010 at 10:49 am, filed under cultura urbana and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.