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relógio anos 10

Relógios de pulso tornaram-se um objeto obsoleto, do século passado. Quem precisa de relógio de pulso num mundo onde todos têm um computador de mão dentro do bolso (talvez já tenha passado da hora de abandonarmos o termo “telefone celular”, não?) que – obviamente – também mostra a hora? Sobretudo num mundo onde este computador de bolso no final das contas fica pouco tempo no bolso, pois está quase sempre em nossas mãos: internet, jogos, e-mail, sms, foto, etc e tal.

Mas relógios de pulso nunca foram apenas um objeto útil, sempre foram também objetos bonitos, um acessório de estilo, de status social. Em alguns casos chega até a ser uma jóia. E a verdade é que o aspecto “acessório” sempre foi tão ou mais relevante quanto o aspecto “utilidade”, basta olhar pras campanhas publicitárias das marcas de relógio ao longo dos ultimos 30 anos e confirmar que praticamente argumentam status/estilo em vez da praticidade de se ter as horas sempre consigo.

No entanto veio a revolução da informática e da micro-eletrônica a partir dos anos 80 e os relógios de pulso começaram a sofrer a pesada concorrência dos nossos gadgets de cada dia. Foi algo gradativo, não aconteceu do dia pra noite e já no inicio dos anos 80 era possível prever tal tendência. A indústria relojoeira teve então todo o tempo do mundo pra tentar se adaptar à nova realidade, numas de “se os gadgets também são relógios, nossos relógios também terão que ser gadgets”, não teve? Poderiam ter feito os relógios transcenderem sua função de mostrar as horas, tornando-os um ‘acessório de utilidades pessoais’, um relógio de pulso que também tocasse Mp3 e vídeos, e que também integrasse funções ‘esportivas’ como um contabilizador de passos, tipo esses que marcam o quanto você andou/correu e dá a opção de mandar esses dados pra Internet, pra que você depois possa consultá-los ou compartilhá-los. Um relógio cujo mostrador fosse na verdade uma mini-tela colorida, sensível ao toque, otimo pra escutar musica no metro, ou pra ver um clipe no onibus ou na sala de espera do dentista. Enfim, o relógio do futuro.

Só que não, nenhum diretor de marketing e nenhum enegenheiro eletrônico da indústria relojoeira do mundo inteiro foram capazes de ver – e guiar – uma marca nesta direção. Marcaram bobeira, demoraram demais. Demoraram o suficiente pra que – em 2010 – a Apple lançasse este relógio de que estou falando. Hein? A Apple se lançando no mercado dos relógios de pulso com um modelo que toca video, mp3 e tem tela sensível ao toque. Isso mesmo, e resolveram batizá-lo com um nome já bem familiar e difundido: iPod Nano.

Este post foi publicado em quarta-feira, setembro 22, 2010 às 11:09 am, na(s) categoria(s) tecnologia e tagueadas , . Faça um bookmark para o permalink deste post. Receba os novos comentários com o feed RSS deste post.

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