Outro dia falei aqui no blog sobre a demanda cada vez maior por parte dos consumidores por saber mais (e mais!) sobre a origem dos produtos que compramos. De onde vêm, como foram fabricados, com que ingredientes, etc e tal. Uma das manifestações desta tendência é o investimento em traçabilidade, que é acompanhar todo o percurso de um determinado produto, dos ingredientes à linha de montagem, passando pelo transporte até o ponto de venda. Informações que a indústria já tem (ou pode ter caso queira) há tempos mas que até pouco tempo atrás era usada apenas para fins logísticos ou de marketing – sendo quase que completamente irrelevante para quem compra. Pois a coisa tá mudando a passos largos, e mesmo que não se trate de acompanhar o percurso inteiro de um produto, que seja ao menos saber de onde ele veio, onde foi feito. Principalmente se ele foi feito localmente e que isso conta pontos à favor aos olhos de quem consome.
Que é por exemplo o caso da batata frita norte-americana Frito Lay, que recentemente passou a incluir em seus pacotes um código numérico com o qual o consumidor poderá ir ao site da marca e ficar sabendo em que região do país aquele pacote de batata frita foi fabricado, com que batatas e etc. As batatas usadas por Frito Lay vêm de um total de 80 fazendas distribuídas por 27 estados dos EUA. Com o código do pacote, as pessoas vão ficar sabendo que (muito provavelmente) aquele pacote foi feito ali por perto, o que de certa forma contribui para a economia da região – sendo que além de ficar sabendo o nome da fazenda também é possível fazer um tour virtual e em alguns casos saber mais sobre quem trabalha na plantação e tal. A ação de marketing vai inclusive além do código no pacote: a Frito Lay já começou a patrocinar eventos locais nas regiões que são as maiores produtoras/consumidoras das batatas, além de ter feito uma comunicação de ponto de venda sob medida para cada região.
This entry was written by , posted on quarta-feira, setembro 1, 2010 at 4:42 pm, filed under aldeia global and tagged alimentação, traçabilidade. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Money As Debt (“dinheiro enquanto dívida”) é uma animação feita pelo canadense Paul Grignon, que explica de maneira lúdica (e sucinta) as engrenagens do sistema econômico em que vivemos. Como surgiu o dinheiro, o que é exatamente o dinheiro, como funciona o capitalismo e por aí vai. Não se deixe enganar pelo fato de se tratar de um desenho animado: o que ele conta é papo sério e vai te botar pra pensar. No Youtube a versão legendada em português foi dividida em 5 partes, abaixo você vê a primeira, os links para as partes seguintes são parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5. No site oficial do vídeo é possível comprar o DVD e dar uma força ao autor.
This entry was written by , posted on sexta-feira, agosto 27, 2010 at 2:25 pm, filed under aldeia global, cybercultura and tagged capitalismo, dinheiro. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Esqueceu o guarda-chuva no metrô? Ainda que as chances de encontrá-lo sejam pequenas, não custa nada ir dar uma olhada nos Achados e Perdidos. Mas e se o objeto em questão foi perdido na rua? Como entrar em contato com quem achou (e vice-versa)? Tomara que dê certo a proposta do Findbase, um site finlandês que usa a tecnologia Google Maps pra criar um serviço de achados e perdidos adaptado à nosssa época. O intuito do site é ajudar esquecidos do mundo inteiro a encontrar o que perderam, seja o que for, de guarda-chuva a chaves de carro, de animais de estimação que fugiram a objetos que cairam do bolso dentro do taxi. A coisa funciona assim: quem achou um objeto vai ao site e criar no mapa uma “geotag”, que vai descrever o objeto e marcar o local/data exatos onde ele foi achado. Dá até pra incluir uma foto. Mesma coisa pra quem perdeu: você pode ir no mapa e marcar um anuncio de “procura-se” no local exato onde acha que perdeu.
O Findbase também funciona como intermediário pra quem quiser oferecer uma recompensa a quem encontrar o objeto em questão, sendo que essas transações financeiras acontecem no proprio site, usando um sistema de créditos. E mesmo se não houver recompensa oferecida, ainda assim quem acha sai no lucro: além do prazer de ter ajudado alguém, quem “achou” ganha 5 créditos a cada vez que posta um objeto encontrado. Quem tá procurando, paga 20 créditos (cerca de 1 euro) pra postar o anúncio de “procura-se”. O Findbase tá em versão beta desde maio, e já tem listas de objetos achados em tudo que é canto do mundo.
This entry was written by , posted on quinta-feira, julho 15, 2010 at 5:50 pm, filed under aldeia global, cybercultura and tagged mapas, redes sociais. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Todo ano cerca de 1,5 milhões de bicicletas são furtadas em todo o mundo. Boa parte dos fabricantes de quadros (de bicicleta, é claro) já imprimem números de série em seus produtos e em alguns países é possível “inscrever” o número da sua bicicleta numa base de dados da polícia, para que depois seja menos difícil (tentatem) localizá-la em caso de roubo – mas enfim, soluções que só funcionam localmente, na jurisprudência da polícia em questão. É aí que entra o site/serviço MyBikeNumber, uma iniciativa alemã que propõe um sistema mundial de registro de bicicletas, uma espécie de número de indentidade único, válido em todo o planeta. É de graça e é possível registrar tanto a bicicleta inteira quanto apenas determinadas peças. O primeiro passo é fornecer o número de série do quadro, que bem ou mal é o “coração” da bicicleta. Em seguida o dono da magrela fornece fotos que são adicionadas ao seu perfil e que vão servir para facilitar a identificação. Já é o suficiente para que o site forneça um código de barras do tipo QR Code que poderá ser adesivado na bicicleta. Em caso de furto o dono da bicicleta pode declará-lo no site, no que seu futuro comprador poderá checar – antes de comprá-la – se a bicicleta em questão na verdade foi roubada de alguém. A partir do momento que todo dono de bicicleta adesivar a sua com um código de barras e todo comprador de bicicleta de segunda mão exigir que ela esteja adesivada, vai ficar bem mais complicado pros ladrões de bicicleta conseguirem desovar o que furtaram.
This entry was written by , posted on terça-feira, julho 13, 2010 at 1:58 pm, filed under aldeia global, tecnologia and tagged bicicleta, QR Code. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Você precisa dar uma olhada no Fiverr! Que idéia genial: um site onde pessoas do mundo inteiro anunciam coisas/serviços que elas topam fornecer por….. 5 dólares. Tem de tudo! De serviços de informática a design gráfico, passando por composição musical, dicas de maquiagem e mais um tanto de propostas inusitadas. O pagamento é adiantado, via Paypal. Se o prestador do serviço dá pra trás ou precisa recusar porquê já recebeu encomendas demais, o site devolve o dinheiro.

This entry was written by , posted on quarta-feira, abril 28, 2010 at 7:20 pm, filed under aldeia global, cybercultura, inspiração and tagged consumo, ecommerce. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

O blogueiro Danny Choo está realizando a segunda edição do “Otacool“, uma espécie de campeonato mundial de cosplay. Gente do mundo inteiro envia fotos e as melhores – e mais votadas/comentadas – faturam o título. É coisa pra cosplayer profissa, pela ‘ficha técnica’ de cada foto dá pra ver que é uma galera que na média pratica cosplay há mais de 5 anos, muitos inclusive participando do circuito mundial de festivais/feiras/expos dedicadas ao tema. Muita gente da Ásia, é claro, mas também muitos europeus e norte-americanos e…. sim, tem brasileiro em tudo que é canto e é claro que no mundo do cosplay não poderia ser diferente. Os brasileiros aliás costumam fazer bonito, como é o caso por exemplo da paulistana Thaís Yuki (foto acima), que viaja o mundo mostrando suas produções (e interpretações) e que corre um sério risco de terminar o mês no pódio do Otacool desse ano. Se empolgou e quer tirar do baú aquela fantasia de Jaspion do carnaval de 2003? Ainda dá tempo, as inscrições ficam abertas até dia 14 de fevereiro. (galeria com 20 e tantas fotos na continuação do post →) (mais…)
This entry was written by , posted on segunda-feira, fevereiro 8, 2010 at 2:34 pm, filed under aldeia global and tagged cosplay, japão, mangá. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Sabia que a cada 4 pessoas do mundo, uma vive sem nenhum acesso à energia elétrica? É isso mesmo, segundo um recente relatório da ONU 25% da população mundial ainda vive sem luz, mais de 200 anos depois da revolução industrial. Nessas comunidades, enquanto solução provisória, o ideal seria ter como “recolher” a energia contida em outras coisas e lugares (energia solar, eólica, hidráulica e por aí vai) mas os equipamentos que tornam isso possível custam caro. Mas… peraí? Em todo e qualquer canto desse mundo, seja rico ou seja pobre (e principalmente nas comunidades mais populares) sempre vai ter um grupo de moleques ou marmanjos improvisando uma pelada, não vai? E pra chutar a bola de um lado pro outro gasta-se energia, né? Não à toa todo mundo volta cansado pra casa. E se a bola fosse mágica e conseguisse armazenar a energia dos chutes, pra que à noite ela fosse usada pra recarregar celulares, manter lampadas acesas e por aí vai? Aposto que deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que levou o grupo de estudantes da Harvard University nos EUA a ter a idéia da Soccket, uma bola de futebol capaz de fazer exatamente isso que eu falei. Mais ou menos no estilo do que a roda de bicicleta Copenhaguen faz. A Soccket ainda tá em desenvolvimento, por enquanto ainda é um protótipo, mas tudo leva a crer que será comercializada em breve. Muito provavelmente vai ser na base do “compre uma e doe outra”, sendo vendida enquanto brinquedo modernoso nos países desenvolvidos, e com isso bancando a distribuição gratuita nos países mais necessitados.
This entry was written by , posted on quinta-feira, fevereiro 4, 2010 at 7:05 pm, filed under aldeia global, tecnologia and tagged desenvolvimento, esporte, meio ambiente. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Um Sol de rachar, guetos bem pobres e outros de classe média-baixa, tecnologia na base do improviso e do “vâmu tentar fazer alguma coisa com o pouco que a gente tem” e um caldeirão étnico de muitas cores misturadas e mil e uma influências culturais a serem re-processadas à moda local. Eu poderia muito bem estar descrevendo os fatores que possibilitaram o surgimento do funk carioca na segunda metade dos anos 80, mas na verdade estou traçando as origens do zef rap-rave, estilo musical Sul Africano de certa forma primo do nosso funkão. Musicalmente é batidão, rap cantado numa mistura (quase) ininteligível de inglês com afrikander, timbres de música eletrônica européia, suíngue rasteiro de Miami Bass. Esteticamente é uma coisa meio Mad Max, meio anos 80 e 90, meio cyberbunk.
Pra entender tem que ouvir, e uma ótima amostra é o Die Antword. “Ninja” é o nome do vocalista, “Yo-Landi Vi$$er” (que se auto-intitula “fre$h, futuristik rich bitch”) é MC e também vocalista, o trio se completando com o “DJ Hi-Tek”. Os três são brancos, vêm do mesmo subúrbio de classe média-baixa da Cidade do Cabo e se tornaram superstars dos bailes de periferia e festivais musicais Sul Africanos. Por enquanto eles só tem um clipe, pra música “Enter the Ninja”, engraçada e sombria ao mesmo tempo. O vídeo abaixo é uma entrevista/amostra da próxima música/clipe “Beat Boy”, que dá pra ouvir inteira nesse blog aqui, que aliás fica hospedado no Zaire. Se o filme Distric 9 já tinha nos dado em 2009 uma boa noção da atual faceta “megalópole cyberpunk” da Africa do Sul, o Die Antword explica de vez. A meio caminho entre o Ocidente e o Oriente, riqueza e pobreza lado a lado (alguma semelhança com nosso Brasil?) e a tecnologia dando várias reviravoltas por minuto nisso tudo. Não deixe de dar uma olhada no site do trio, cheio de ótimas fotos e, uma vez no site, não deixe de clicar no item “secret chamber” do menu, que te leva pra uma espécie de quarto secreto do castelo de Die Antwoord, onde cada rosto te mostrará um video diferente, um mais sinistro do que o outro…
This entry was written by , posted on quarta-feira, fevereiro 3, 2010 at 3:21 pm, filed under aldeia global, cultura urbana, musica and tagged africa, clipe, eletrônica, periferia. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Logorama é um curta-metragem de animação feito por uns caras da agência de design (e de filmes publicitários) H5, em que praticamente todos os elementos e personagens são logotipos de marcas, produtos e corporações multi-nacionais. Não deixa de ser uma crítica à sociedade de consumo, onde as marcas e produtos – com toda sua simbologia – acabam ganhando uma importância enorme na vida de um indivíduo. Não deixa de ser uma certa ironia da vida que esta “crítica” parta justamente de uma agência cujo ganha pão é vender e alimentar ainda mais todas essas marcas e simbologias, mas enfim, a animação é bem legal, dá pra ver que eles tem conhecem muito bem o assunto. Abaixo trata-se do trailer, a versão inteira (que tem 16 minutos) vocês vão achar aqui.
This entry was written by , posted on sexta-feira, janeiro 29, 2010 at 6:39 pm, filed under aldeia global, inspiração and tagged animação, cinema. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

É desanimador saber que apesar do tanto que o mundo se desenvolveu ao longo das ultimas décadas, cerca de 40% da população mundial ainda não tem acesso a um banheiro. E que a cada 15 segundos tem uma criança no mundo que morre por conta de ter bebido água contaminada (olhe pro relógio e faça as contas!). É mais do que evidente então a importância e o potencial de uma iniciativa como a dos suecos que desenvolveram o Peepoo, um saco plástico biodegradável para armazenar as fezes e a urina. Um “banheiro” portátil e ecológico: o saco é recoberto por uma camada interna de uréia (um desinfetante natural) que descontamina por completo os dejetos e que garante que não haja odor durante as primeiras 24 horas. Depois é só enterrar o Peepoo, ou melhor ainda, armazená-los em algum lugar, pois depois de 1 mês toda a matéria orgânica contida no saco, graças às reações quimicas e à descontaminação, se transforma em um excelente adubo pronto pra ser usado na agricultura.
This entry was written by , posted on quinta-feira, janeiro 14, 2010 at 11:52 pm, filed under aldeia global and tagged ecologia, meio ambiente, saúde. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
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