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cosplayer brasileira mandando ver

O blogueiro Danny Choo está realizando a segunda edição do “Otacool“, uma espécie de campeonato mundial de cosplay. Gente do mundo inteiro envia fotos e as melhores – e mais votadas/comentadas – faturam o título. É coisa pra cosplayer profissa, pela ‘ficha técnica’ de cada foto dá pra ver que é uma galera que na média pratica cosplay há mais de 5 anos, muitos inclusive participando do circuito mundial de festivais/feiras/expos dedicadas ao tema. Muita gente da Ásia, é claro, mas também muitos europeus e norte-americanos e…. sim, tem brasileiro em tudo que é canto e é claro que no mundo do cosplay não poderia ser diferente. Os brasileiros aliás costumam fazer bonito, como é o caso por exemplo da paulistana Thaís Yuki (foto acima), que viaja o mundo mostrando suas produções (e interpretações) e que corre um sério risco de terminar o mês no pódio do Otacool desse ano. Se empolgou e quer tirar do baú aquela fantasia de Jaspion do carnaval de 2003? Ainda dá tempo, as inscrições ficam abertas até dia 14 de fevereiro. (galeria com 20 e tantas fotos na continuação do post →) (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, fevereiro 8, 2010 at 2:34 pm, filed under aldeia global and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



futebol élétrico

Sabia que a cada 4 pessoas do mundo, uma vive sem nenhum acesso à energia elétrica? É isso mesmo, segundo um recente relatório da ONU 25% da população mundial ainda vive sem luz, mais de 200 anos depois da revolução industrial. Nessas comunidades, enquanto solução provisória, o ideal seria ter como “recolher” a energia contida em outras coisas e lugares (energia solar, eólica, hidráulica e por aí vai) mas os equipamentos que tornam isso possível custam caro. Mas… peraí? Em todo e qualquer canto desse mundo, seja rico ou seja pobre (e principalmente nas comunidades mais populares) sempre vai ter um grupo de moleques ou marmanjos improvisando uma pelada, não vai? E pra chutar a bola de um lado pro outro gasta-se energia, né? Não à toa todo mundo volta cansado pra casa. E se a bola fosse mágica e conseguisse armazenar a energia dos chutes, pra que à noite ela fosse usada pra recarregar celulares, manter lampadas acesas e por aí vai? Aposto que deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que levou o grupo de estudantes da Harvard University nos EUA  a ter a idéia da Soccket, uma bola de futebol capaz de fazer exatamente isso que eu falei. Mais ou menos no estilo do que a roda de bicicleta Copenhaguen faz. A Soccket ainda tá em desenvolvimento, por enquanto ainda é um protótipo, mas tudo leva a crer que será comercializada em breve. Muito provavelmente vai ser na base do “compre uma e doe outra”, sendo vendida enquanto brinquedo modernoso nos países desenvolvidos, e com isso bancando a distribuição gratuita nos países mais necessitados.

This entry was written by Cid Andrade, posted on quinta-feira, fevereiro 4, 2010 at 7:05 pm, filed under aldeia global, tecnologia and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



áfrica cyberpunk

Um Sol de rachar, guetos bem pobres e outros de classe média-baixa, tecnologia na base do improviso e do “vâmu tentar fazer alguma coisa com o pouco que a gente tem” e um caldeirão étnico de muitas cores misturadas e mil e uma influências culturais a serem re-processadas à moda local. Eu poderia muito bem estar descrevendo os fatores que possibilitaram o surgimento do funk carioca na segunda metade dos anos 80, mas na verdade estou traçando as origens do zef rap-rave, estilo musical Sul Africano de certa forma primo do nosso funkão. Musicalmente é batidão, rap cantado numa mistura (quase) ininteligível de inglês com afrikander, timbres de música eletrônica européia, suíngue rasteiro de Miami Bass. Esteticamente é uma coisa meio Mad Max, meio anos 80 e 90, meio cyberbunk.

Pra entender tem que ouvir, e uma ótima amostra é o Die Antword. “Ninja” é o nome do vocalista, “Yo-Landi Vi$$er” (que se auto-intitula “fre$h, futuristik rich bitch”) é MC e também vocalista, o trio se completando com o “DJ Hi-Tek”. Os três são brancos, vêm do mesmo subúrbio de classe média-baixa da Cidade do Cabo e se tornaram superstars dos bailes de periferia e festivais musicais Sul Africanos. Por enquanto eles só tem um clipe, pra música “Enter the Ninja”, engraçada e sombria ao mesmo tempo. O vídeo abaixo é uma entrevista/amostra da próxima música/clipe “Beat Boy”, que dá pra ouvir inteira nesse blog aqui, que aliás fica hospedado no Zaire. Se o filme Distric 9 já tinha nos dado em 2009 uma boa noção da atual faceta “megalópole cyberpunk” da Africa do Sul, o Die Antword explica de vez. A meio caminho entre o Ocidente e o Oriente, riqueza e pobreza lado a lado (alguma semelhança com nosso Brasil?) e a tecnologia dando várias reviravoltas por minuto nisso tudo. Não deixe de dar uma olhada no site do trio, cheio de ótimas fotos e, uma vez no site, não deixe de clicar no item “secret chamber” do menu, que te leva pra uma espécie de quarto secreto do castelo de Die Antwoord, onde cada rosto te mostrará um video diferente, um mais sinistro do que o outro…

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, fevereiro 3, 2010 at 3:21 pm, filed under aldeia global, cultura urbana, musica and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Logorama

Logorama é um curta-metragem de animação feito por uns caras da agência de design (e de filmes publicitários) H5, em que praticamente todos os elementos e personagens são logotipos de marcas, produtos e corporações multi-nacionais. Não deixa de ser uma crítica à sociedade de consumo, onde as marcas e produtos – com toda sua simbologia – acabam ganhando uma importância enorme na vida de um indivíduo. Não deixa de ser uma certa ironia da vida que esta “crítica” parta justamente de uma agência cujo ganha pão é vender e alimentar ainda mais todas essas marcas e simbologias, mas enfim, a animação é bem legal, dá pra ver que eles tem conhecem muito bem o assunto. Abaixo trata-se do trailer, a versão inteira (que tem 16 minutos) vocês vão achar aqui.


This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, janeiro 29, 2010 at 6:39 pm, filed under aldeia global, inspiração and tagged , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Fazendo no saco

É desanimador saber que apesar do tanto que o mundo se desenvolveu ao longo das ultimas décadas, cerca de 40% da população mundial ainda não tem acesso a um banheiro. E que a cada 15 segundos tem uma criança no mundo que morre por conta de ter bebido água contaminada (olhe pro relógio e faça as contas!). É mais do que evidente então a importância e o potencial de uma iniciativa como a dos suecos que desenvolveram o Peepoo, um saco plástico biodegradável para armazenar as fezes e a urina. Um “banheiro” portátil e ecológico: o saco é recoberto por uma camada interna de uréia (um desinfetante natural) que descontamina por completo os dejetos e que garante que não haja odor durante as primeiras 24 horas. Depois é só enterrar o Peepoo, ou melhor ainda, armazená-los em algum lugar, pois depois de 1 mês toda a matéria orgânica contida no saco, graças às reações quimicas e à descontaminação, se transforma em um excelente adubo pronto pra ser usado na agricultura.

This entry was written by Cid Andrade, posted on quinta-feira, janeiro 14, 2010 at 11:52 pm, filed under aldeia global and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Da lama ao caos

Festival Paleo - 1/9

Chafurdar na lama. Tem coisa mais divertida e relaxante? Emissões de carbono, comida orgânica, reciclagem, adubo caseiro, consumir localmente e por aí vai: ao longo dos últimos 5 anos temos testemunhado um processo de ecologização sem precedentes, o que até pouco tempo atrás era papo de hippie paz e amor agora é assunto mainstream (tanto no sentido do poder de alcance e da popularização quanto no sentido de ter se tornado um grande negócio). O mundo está aos pouquinhos se tornando (ou voltando a ser) mais hippie, faz sentido então minha proposição: que tal oficializarmos o banho de lama (opcional, claro) em todo e qualquer festival musical? O festival suíço Paléo deu a largada. É um festival – o maior da Suíça aliás -  organizado e bancado por voluntários e pelo próprio público, sem fins lucrativos e sem precisar vender a alma pra alguma corporação. Foi só música, diversão e lama. E 100% de tudo o que foi usado no evento é/foi reciclado. Precisa de mais? Cliquem na continuação do post pra ver a galeria de fotos → (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, novembro 16, 2009 at 2:00 pm, filed under aldeia global, musica and tagged , , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



um simples karaokê no escritório?

Colegas de trabalho que dividem o mesmo escritório resolvem quebrar um pouco a rotina com um (uau, que idéia ousada! caramba… alopraram mesmo…) “karaokê coletivo”. Que de karaokê não tem nada, é apenas uma dublagem de um antigo hit dos Backstreet Boys. O resultado é que o video circulou pela empresa inteira? Mais do que isso: neste exato momento esse video está dando a volta ao mundo, circulando por email, sendo replicado por blogs e linkado nas seções de “web” de jornais e revistas. O ponto de partida foi um post no Boing Boing, um serviço de indexamento de blogs influente o suficiente para fazer algo até então irrelevante perigar se tornar o novo “buzz” da rede.

Primeira impressão: meio péla, norte-americano demais pra que o resultado final seja cool ou engraçado. Segunda impressão: bom… até que eles parecem ser gente boa, dá pra ver que eles só querem se divertir um pouco e quebrar a rotina da ‘firma’ (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, outubro 28, 2009 at 4:43 pm, filed under aldeia global, cybercultura and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Encontros e desencontros

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Sabe essas mil e uma ocasiões, nessa vida corrida de cidade grande que a gente leva, em que trocamos olhares, vontades e tantas outras entrelinhas, sem que (na maioria das vezes) nenhuma palavra acabe sendo dita? A ilustradora nova-iorquina Sophie Blackall resolveu desenhá-las: “Mensagens dentro de garrafas, sinais de fumaça e cartas escritas na areia; seus equivalentes modernos sendo as engraçadas, triste, bonitas, esperançosas, desesperadas e poéticas mensagens deixadas diariamente nos sites de Missed Connections. Diariamente centenas de pessoas cruzam o caminho de algum(a) desconhecido(a) de maneira que uma centelha (ou até mesmo um sorriso) acabe se produzindo. Essas mensagens acabam tendo o tempo de vida de uma borboleta. Vou tentar então capturar algumas delas para a posteridade”. Todas as ilustrações estão em seu blog, que leva justamente o nome de Missed Conexions. Não deixe de clicar sobre as imagens para vê-las em tamanho natural, com todos os detalhes e texturas. Pros que ficarem fãs, é possivel comprar por 4O dolares qualquer uma das ilustrações, impressa em papel cartão, assinada pela artista, e com a entrega pro Brasil incluida no preço. Pressas épocas de dolar baixo, taí uma otima oportunidade de presentear os amigos (ou a parede da sala!) com arte contemporanea…

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, outubro 12, 2009 at 3:30 pm, filed under aldeia global, cultura urbana, inspiração and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Antes e agora

Eu antes, eu agoraComo diria a letra do Pato Fu, “tempo amigo, seja legal…”. As vezes é o que acontece, com um pouco de sorte, uma boa alimentação e cabeça fria; outras vezes ele é simplesmente impiedoso. É a sensação que bate, além dos sorrisos e risadas, ao vermos na rede a atual profusão de fotos “Antes e depois”. Usada pela imprensa desde que o mundo é mundo pra mostrar o que o tempo fez com a celebridade em questão, nestes ultimos tempos a brincadeira tem sido tendência cada vez mais forte na web: fotos recentes que tentam reproduzir a mesma cena da foto de tantos anos atrás, com as mesmas pessoas e na medida do possivel o mesmo pano de fundo. Estas fotos tem surgido espalhadas por toda parte, mas no Flickr, meca dos aficcionados por fotografia digital, já existe um grupo dedicado ao tema, sinal de que a coisa tá tomando forma.

This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, outubro 9, 2009 at 4:49 pm, filed under aldeia global, cybercultura and tagged , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



General Elektriks

General Elektriks é a ‘banda’ de um francês chamado Hervé Salters que se mudou pra São Francisco (EUA) uns dez anos atrás. O primeiro disco é bem bom, e o segundo acabou de sair: chama-se “Good City For Dreamers” e é bem provável que a alusão seja sobre seu proprio percurso. Pode anotar: vai dar o que falar, seja ainda em 2009 ou no mais tardar ano que vem…

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, setembro 21, 2009 at 3:53 pm, filed under aldeia global, musica. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



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