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áfrica cyberpunk

Um Sol de rachar, guetos bem pobres e outros de classe média-baixa, tecnologia na base do improviso e do “vâmu tentar fazer alguma coisa com o pouco que a gente tem” e um caldeirão étnico de muitas cores misturadas e mil e uma influências culturais a serem re-processadas à moda local. Eu poderia muito bem estar descrevendo os fatores que possibilitaram o surgimento do funk carioca na segunda metade dos anos 80, mas na verdade estou traçando as origens do zef rap-rave, estilo musical Sul Africano de certa forma primo do nosso funkão. Musicalmente é batidão, rap cantado numa mistura (quase) ininteligível de inglês com afrikander, timbres de música eletrônica européia, suíngue rasteiro de Miami Bass. Esteticamente é uma coisa meio Mad Max, meio anos 80 e 90, meio cyberbunk.

Pra entender tem que ouvir, e uma ótima amostra é o Die Antword. “Ninja” é o nome do vocalista, “Yo-Landi Vi$$er” (que se auto-intitula “fre$h, futuristik rich bitch”) é MC e também vocalista, o trio se completando com o “DJ Hi-Tek”. Os três são brancos, vêm do mesmo subúrbio de classe média-baixa da Cidade do Cabo e se tornaram superstars dos bailes de periferia e festivais musicais Sul Africanos. Por enquanto eles só tem um clipe, pra música “Enter the Ninja”, engraçada e sombria ao mesmo tempo. O vídeo abaixo é uma entrevista/amostra da próxima música/clipe “Beat Boy”, que dá pra ouvir inteira nesse blog aqui, que aliás fica hospedado no Zaire. Se o filme Distric 9 já tinha nos dado em 2009 uma boa noção da atual faceta “megalópole cyberpunk” da Africa do Sul, o Die Antword explica de vez. A meio caminho entre o Ocidente e o Oriente, riqueza e pobreza lado a lado (alguma semelhança com nosso Brasil?) e a tecnologia dando várias reviravoltas por minuto nisso tudo. Não deixe de dar uma olhada no site do trio, cheio de ótimas fotos e, uma vez no site, não deixe de clicar no item “secret chamber” do menu, que te leva pra uma espécie de quarto secreto do castelo de Die Antwoord, onde cada rosto te mostrará um video diferente, um mais sinistro do que o outro…

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, fevereiro 3, 2010 at 3:21 pm, filed under aldeia global, cultura urbana, musica and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



sinalizando com arte

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Dezenas de artistas de rua do mundo inteiro foram convidados a criar suas próprias versões de placas de trânsito/sinalização, e o resultado pôde ser visto por toda a população, uma vez que os trabalhos – feitos em adesivo – foram realmente postos em ‘circulação’. Rolou pouco tempo atrás em Lyon, na França, clique para ver a galeria de fotos → (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on terça-feira, novembro 24, 2009 at 8:47 am, filed under cultura urbana, inspiração and tagged , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



diga me onde vives…

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Mostre-me tua casa e te direi quem és? A pergunta talvez tenha passado pela cabeça da dupla de fotógrafos poloneses Aneta Grzeszykowska e Jan Smaga quando tiveram a idéia de produzir a “Plan“, uma coleção de montagens fotográficas cujo objetivo é mostrar de maneira extremamente detalhista – e numa única imagem – o interior de 10 apartamentos. Cada cômodo de cada apartamento foi fotografado várias vezes de alguns ângulos específicos e todas essas imagens foram em seguida processadas por um software que consegue a partir delas gerar essa imagem “aérea” final, como se tivesse sido possível arrancar o teto de um apartamento e fotografá-lo de cima. É como se alguém tivesse conseguido escanear a casa de alguém e a qualidade da imagem é excelente: nada de deformações ou partes fora de foco. Claro que deve ter dado uma trabalheira: o projeto inteiro, de mapear os 10 apartamentos, levou 2 anos pra ficar pronto. (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, outubro 30, 2009 at 5:05 pm, filed under cultura urbana, inspiração, tecnologia and tagged , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



pequenos, ágeis e ecológicos

NMGA medida que nas principais metrópoles do mundo aumenta a demanda por alternativas aos automóveis (poluentes, caros e grandes demais), cresce a demanda por transportes públicos mais modernos, sites de organização de carona e – tendência que não pára de crescer – veículos elétricos para transporte de passageiros. Não estou falando de carros elétricos, e sim de novos tipos de veículos urbanos, feitos para transportar duas ou até mesmo uma só pessoa; gastando o mínimo de energia possível. É o caso por exemplo do P.U.M.A (Personal Urban Mobility & Accessibility), anunciado recentemente pelo mesmo fabricante do Segway. O princípio é o mesmo: um veículo que se equilibra (sozinho, aliás) em apenas duas rodas, graças ao centro de gravidade posicionado sob medida para tal. Só que agora os “passageiros” ficam sentados, como se fosse num carro, contando inclusive com uma carenagem que protege do vento e da chuva. Um mini-carro de duas rodas ou uma moto de rodas paralelas, enfim, você entendeu :-) Com a bateria cheia, dá pra fazer uns 50Km a mais ou menos uns 50km/h, ou seja, dá pra ir e voltar do trabalho e recarregar a bateria durante à noite.veiculos-eletricos-puma Nas cidades onde já tem alguns circulando, os donos tem tido permissão de usá-los tanto nas ruas quanto nas ciclovias (respeitando os limites de velocidade, é claro) ou seja, se a rua estiver muito engarrafada, cortar caminho pela ciclovia torna-se uma opção. Pegar a estrada, no entanto, nem pensar! O P.U.M.A. nessa caso entra no mesmo tipo de legislação das scooters de pequena cilindrada. (…) Já o NMG, é outra história. A proposta é ser pequeno e ecomômico, mas sem deixar de ser um carro. Um triciclo, pra ser mais exato. O design é bem legal, tem um quê de carro esportivo, apesar de só transportar uma pessoa. Isso mesmo, uma única pessoa, com direito a um porta-malas logo atrás da poltrona. Clique em “more” pra ver a continuação do post → (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, outubro 19, 2009 at 4:13 pm, filed under cultura urbana, tecnologia and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Encontros e desencontros

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Sabe essas mil e uma ocasiões, nessa vida corrida de cidade grande que a gente leva, em que trocamos olhares, vontades e tantas outras entrelinhas, sem que (na maioria das vezes) nenhuma palavra acabe sendo dita? A ilustradora nova-iorquina Sophie Blackall resolveu desenhá-las: “Mensagens dentro de garrafas, sinais de fumaça e cartas escritas na areia; seus equivalentes modernos sendo as engraçadas, triste, bonitas, esperançosas, desesperadas e poéticas mensagens deixadas diariamente nos sites de Missed Connections. Diariamente centenas de pessoas cruzam o caminho de algum(a) desconhecido(a) de maneira que uma centelha (ou até mesmo um sorriso) acabe se produzindo. Essas mensagens acabam tendo o tempo de vida de uma borboleta. Vou tentar então capturar algumas delas para a posteridade”. Todas as ilustrações estão em seu blog, que leva justamente o nome de Missed Conexions. Não deixe de clicar sobre as imagens para vê-las em tamanho natural, com todos os detalhes e texturas. Pros que ficarem fãs, é possivel comprar por 4O dolares qualquer uma das ilustrações, impressa em papel cartão, assinada pela artista, e com a entrega pro Brasil incluida no preço. Pressas épocas de dolar baixo, taí uma otima oportunidade de presentear os amigos (ou a parede da sala!) com arte contemporanea…

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, outubro 12, 2009 at 3:30 pm, filed under aldeia global, cultura urbana, inspiração and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Grafitti em movimento

Grafitti e intervenções urbanas ainda contam com uma certa aura de ‘contracultura’ ou ‘cultura marginal’, mesmo que no fundo já não sejam mais tão novidade assim – e já amplamente aceitos e utilizados pelo mainstream/mercado. É preciso dar um passo adiante, e é o que alguns grafiteiros têm feito: a tendência agora é tentar transcender o caráter estático do grafitti, dando movimento às ilustrações. Como? Fotografando o andamento dos trabalhos e fazendo uma animação em seguida. O video acima mostra o resultado de uma parceria entre os artistas BLU e David Ellis, por ocasião do Fame Festival que rolou há pouco na Itália…

This entry was written by Cid Andrade, posted on quinta-feira, outubro 8, 2009 at 3:22 pm, filed under cultura urbana and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Pessoas do Walmart

A tia abaixo faz parte da fauna e da flora que você vai encontrar em qualquer filial norte-americana do Walmart…

walmart

This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, setembro 4, 2009 at 5:02 pm, filed under aldeia global, cultura urbana and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Lo-Tek Resistance

Século XXI, 2008-2009. Os chips de processamento já estão por toda parte, o funcionamento de toda a humanidade já depende deles. A tecnologia já é suficientemente barata e comum para que jovens possam fazer música eletrônica nas ruas, usando videogames dos anos 90, uma bateria de carro e duas caixas de som. Lo-Tek Resistance, assista aqui o primeiro episódio e se cadastre na mailing list pra ficar a par dos próximos.

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, abril 29, 2009 at 12:10 pm, filed under cultura urbana, cybercultura, inspiração, musica, tecnologia and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Radicais, engajados e corajosos. Mas sem perder o bom humor…

radical-jestersImperdível o documentário “Radical Jester”, dirigido por Tim Jackson , que entrevista 11 hoaxers, culture jammers, performáticos, situacionistas e intervencionistas, que encontram maneiras, digamos assim, ‘divertidas’, de provocar a discussão e a reflexão sobre assuntos como, por exemplo, o uso do espaço público, feminismo, sociedade de consumo, o mundo das celebridades, e por ai vai. Enfim, pessoas que simplesmente não se conformam com um monte de coisas e que fazem a opção de serem ativistas de suas próprias crenças. O documentario não é longo e dá pra assistir pelo site. Se você quiser dar uma força pro Tim, é possível comprar o DVD por 10 doletas.

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, abril 13, 2009 at 1:47 pm, filed under cultura urbana, cybercultura and tagged , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Twitter vira arte de rua

Sinal dos tempos…

twitterstreetart

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, abril 8, 2009 at 6:32 pm, filed under cultura urbana, cybercultura and tagged , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



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