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avião portátil

Quem nunca imaginou, quando criança, que no futuro veríamos carros voando? Pois é, o ano 2000 passou, o século XXI já viu sua primeira década escorrer por entre os dedos e por enquanto nada de carro voador. Mas e se no final das contas o tão esperado carro voador não for exatamente um carro, e sim um novo tipo de máquina? Faz anos que a indústria da aviação tem investido no desenvolvimento de um veículo, dotado de pequenas turbinas, capaz de transportar uma pessoa pelos ares, batizados de ‘jet packs’ – já vistos em um sem número de filmes de ficção científicas e desenhos animados japoneses. Os complicadores sempre foram: a quantidade colossal de combustivel necessaria e o consequente perigo (de explosão) que isso representa (além do peso) e a dificuldade de se construir um veículo pequeno o suficiente pra tornar sua utilização/comercialização viável. Tudo indica que a empresa neo-zelandesa Martin Aircraft está perto de chegar lá: o Martin JetPack não é tão grande/pesado assim, não é tão barulhento assim, e voa que é uma beleza. Os detalhes matadores: como pesa menos de 115Kg ele não requer que seu proprietário tenha um brevê de piloto, então qualquer um pode pilotar; além de que seu motor – que é a grande inovação do Martin JetPack – tem 200 cavalos de potência, consegue subir até 2000 metros de altura e tem um nível de consumo que permite fazer, com um tanque cheio, 50 quilometros em apenas 30 minutos – sendo 100Km/h a velocidade máxima que ele consegue atingir. Ok, custa caro (55 mil dólares, o preço de um carro de luxo) mas é bem provável que daqui uns 5 anos, por exemplo, as coisas já terão avançado ao ponto de talvez podermos ter um desses na “garagem”. Quero um pra ir pro trabalho!!! :-)

This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, fevereiro 26, 2010 at 1:18 pm, filed under tecnologia and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



o futuro do dinheiro

Real Coins
Creative Commons License photo credit: Esdras Calderan

E se num futuro próximo, mandar dinheiro ou pagar alguém por um serviço for algo tão simpes e rápido quanto mandar um email ou postar algo no Twitter? Houve uma época em que trocava-se alimentos, tempos depois vieram o sal e as especiarias, depois o papel moeda, e eis que dos anos 50 pra cá o dinheiro tornou-se de plástico, por conta dos onipresentes cartões de crédito e de débito, que ao longo das ultimas décadas foram aos poucos se adaptando à “eletronicalização” do dinheiro. Pois estamos em pleno período de transição rumo à uma nova era, onde os serviços eletrônicos de pagamento vão enfim nos liberar do sistema fechado – e caro – que os bancos e operadoras de cartão de crédito construiram ao longo dos ultimos 60 anos. Sabia que em pleno ano de 2010, ainda leva uns 3 dias pra que uma loja efetivamente receba o dinheiro de quem pagou com cartão? E que essa operação custa caro pro comerciante (até 3% do valor da compra) e pro dono do cartão (já parou pra pensar o quanto você gasta com anuidades e taxas bancárias)? (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, fevereiro 24, 2010 at 5:14 pm, filed under tecnologia and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



dando uma zoada no google maps

A nova onda do momento é juntar os amigos e dar uma zoada no Street View do serviço Google Maps. O street view é um novo recurso, já disponível em dezenas (centenas?) de cidades do mundo, graças ao qual é possível ver imagens do endereço em questão, e mais até do que isso: passear pelas ruas como se você estivesse lá, numa espécie de video game da vida real. Esse sistema de navegação por imagens fotográficas juntadas umas às outras pra possibilitar um efeito de 3D é possível graças a um equipamento fotográfico especial instalado no teto de alguns carros, que em seguida serpenteiam todas as ruas de uma determinada cidade, fotografando tudo e por todos os lados. E é aí que entra o lado divertido da coisa, como o que esses noruegueses da foto acima fizeram. Já tem até um site inteiramente dedicado a colecionar as melhores brincadeiras e/ou cenas inusitadas captadas pelo carro do google.

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, fevereiro 10, 2010 at 4:42 pm, filed under cybercultura, tecnologia and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Música com DNA

E se fossse possível misturar algumas informações no áudio de um MP3, de maneira que não apenas o equipamento que esteja tocando o arquivo, mas todo e qualquer equipamento que esteja “escutando” o áudio em questão, consigam decodificar essa informação e usá-la para tornar ainda mais rica e interativa a experiência de se ouvir música? É o que a empresa alemã Bach Technologies resolveu tentar fazer, com seu sistema batizado de Music DNA. Informações como nome da música, do intérprete, do selo ou gravadora, do tom da música, do clima (triste, alegre, melancólico?) ou qualquer outra informação relevante, até mesmo a letra inteira da música em questão, poderão ser codificadas *no* áudio, mais ou menos como a tecnologia da “marca d’água” em arquivos de imagens, em que as informações ficam codificadas no código bruto que diz que pixel vai ser de qual cor. Também como essas marcas d’água, invisíveis ao olho humano mas decodificáveis por softwares, as informações codificadas em forma de MusicDNA serão inaudíveis, mas decodificáveis via software. E qual será a utilidade disso tudo? Impossível de precisar apenas uma, tantas são as perspectivas. Se a música que você estiver ouvindo no seu celular, por exemplo (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, fevereiro 5, 2010 at 4:26 pm, filed under musica, tecnologia and tagged , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



futebol élétrico

Sabia que a cada 4 pessoas do mundo, uma vive sem nenhum acesso à energia elétrica? É isso mesmo, segundo um recente relatório da ONU 25% da população mundial ainda vive sem luz, mais de 200 anos depois da revolução industrial. Nessas comunidades, enquanto solução provisória, o ideal seria ter como “recolher” a energia contida em outras coisas e lugares (energia solar, eólica, hidráulica e por aí vai) mas os equipamentos que tornam isso possível custam caro. Mas… peraí? Em todo e qualquer canto desse mundo, seja rico ou seja pobre (e principalmente nas comunidades mais populares) sempre vai ter um grupo de moleques ou marmanjos improvisando uma pelada, não vai? E pra chutar a bola de um lado pro outro gasta-se energia, né? Não à toa todo mundo volta cansado pra casa. E se a bola fosse mágica e conseguisse armazenar a energia dos chutes, pra que à noite ela fosse usada pra recarregar celulares, manter lampadas acesas e por aí vai? Aposto que deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que levou o grupo de estudantes da Harvard University nos EUA  a ter a idéia da Soccket, uma bola de futebol capaz de fazer exatamente isso que eu falei. Mais ou menos no estilo do que a roda de bicicleta Copenhaguen faz. A Soccket ainda tá em desenvolvimento, por enquanto ainda é um protótipo, mas tudo leva a crer que será comercializada em breve. Muito provavelmente vai ser na base do “compre uma e doe outra”, sendo vendida enquanto brinquedo modernoso nos países desenvolvidos, e com isso bancando a distribuição gratuita nos países mais necessitados.

This entry was written by Cid Andrade, posted on quinta-feira, fevereiro 4, 2010 at 7:05 pm, filed under aldeia global, tecnologia and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Filmando por todos os lados

O caminho natural das coisas: engenheiros, cientistas e inventores se encarregam de fazer a tecnologia avançar cada vez mais; pra que logo em seguida artistas e criativos em geral se apropriem desta nova tecnologia e a usem pra dar forma à novas estéticas e proposições. É o caso por exemplo das câmeras que filmam em 360°, originalmente criadas para serem usadas como câmeras de segurança, capazes de vigiar um ambiente inteiro, monitorando todos os lados ao mesmo tempo – mas que agoram começam a ser usadas para a criação audiovisual, como por exemplo nesse clipe da banda francesa “Merlot”. E os caras foram além: não apenas usaram a câmera 360° – que normalemente é posicionada no alto, pra filmar tudo o que está embaixo dela (que é o caso por exemplo desse clipe do Hot Chip) – mas a usaram com aquele equipamento que prende a câmera ao corpo de quem está filmando, mais ou menos na altura da cintura. O resultado é muito interessante!


This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, fevereiro 1, 2010 at 5:01 pm, filed under inspiração, musica, tecnologia and tagged , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Reinventando a roda

A primeira vista parece até uma roda de bicicleta normal, o centro um pouco protuberante sendo a única eventual pista de que estamos diante de um artefato revolucionário: a roda Copenhaguen, não apenas capaz de guardar uma boa parte da energia produzida pelas pedaladas (pra depois usá-la pra dar um gás nos momentos em que houver necessidade) mas também serve estar em contato com seus amigos, gerenciar os dados relativos ao esforço físico e até mesmo estar informado sobre as condições do trânsito. O tal miolo protuberante nada mais é do que uma central eletrônica, dotada de micro-processadores e da tecnologia KERS (Kinetic Energy Recovery System, “sistema de reserva de energia cinética”), que anos atrás começou a ser usada na Fórmula 1, aliás mudando da água pro vinho a performance dos carros de corrida. No momento em que a bicicleta estiver freando, este sistema conseguirá absorver a energia cinética gerada pela velocidade do movimento, a armazenando numa bateria. Uma (pequeníssima) parte desta energia será usada para alimentar o micro-computador responsável pelas funções de dados (trânsito, conexão internet, etc) e todo o resto poderá ser usado para a tração da própria roda, ajudando o ciclista a subir uma ladeira ou a acelerar quando preciso. É bem provável que tenham batizado a roda de Copenhaguen em referência direta ao recente congresso sobre o meio-ambiente, sem é claro saber que ele seria um grande fracasso. De qualquer forma, trata-se de um projeto promissor, veja esse video do fabricante demonstrando o produto.

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, janeiro 18, 2010 at 12:49 pm, filed under tecnologia and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Revistas do futuro?

É bem provável que com a popularização dos computadores de mão com tela táctil (como o iPhone, o recém lançado Nexus One da parceria Google/HTC e a iminente “apple tablet”) daqui alguns anos a experiência de se “ler uma revista” será parecida com isto aqui…


This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, janeiro 8, 2010 at 5:15 pm, filed under inspiração, tecnologia and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Musas robóticas

venus-robotica

Muito interessante a exposição Vênus Robótica que tá rolando em Paris. Vinte e dois artistas do mundo inteiro estão expondo obras em torno do tema “o ideal femino-robótico do amanhã”, que tentam responder, cada um à sua maneira, à pergunta: “será que o homem do futuro vai contar com a companhia de uma andróide-amante, fruto da robótica e da inteligência artificial?”. As obras misturam uma estética meio cyber-punk com um quê de arte gótica e algumas realmente impressionam pelo realismo.

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, novembro 30, 2009 at 7:54 pm, filed under cybercultura, inspiração, tecnologia and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



diga me onde vives…

plan1

Mostre-me tua casa e te direi quem és? A pergunta talvez tenha passado pela cabeça da dupla de fotógrafos poloneses Aneta Grzeszykowska e Jan Smaga quando tiveram a idéia de produzir a “Plan“, uma coleção de montagens fotográficas cujo objetivo é mostrar de maneira extremamente detalhista – e numa única imagem – o interior de 10 apartamentos. Cada cômodo de cada apartamento foi fotografado várias vezes de alguns ângulos específicos e todas essas imagens foram em seguida processadas por um software que consegue a partir delas gerar essa imagem “aérea” final, como se tivesse sido possível arrancar o teto de um apartamento e fotografá-lo de cima. É como se alguém tivesse conseguido escanear a casa de alguém e a qualidade da imagem é excelente: nada de deformações ou partes fora de foco. Claro que deve ter dado uma trabalheira: o projeto inteiro, de mapear os 10 apartamentos, levou 2 anos pra ficar pronto. (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, outubro 30, 2009 at 5:05 pm, filed under cultura urbana, inspiração, tecnologia and tagged , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



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