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Cápsula de tempo

Uma técnica de filmagem que cria uma “cápsula de tempo”. Na época do filme Matrix, todo mundo ficou de queixo caído na hora em que Neo se inclina para escapar de uma bala e, em câmera lenta, a câmera gira em torno dele, criando uma espécie de efeito em 3 dimensões. Alguns anos se passaram desde que Matrix apresentou oficialmente este efeito ao mundo e hoje em dia já não são mais necessários milhões de dólares para se ter o equipamento necessário – a coisa barateou e alguns milhares já resolvem. Preparem-se então para que a televisão, os clipes musicais e a publicidade comecem a usá-lo – o vídeo acima é um exemplo. Trata-se da mais recente campanha de comunicação da marca de surfwear RipCurl, eles usam o efeito pra dar um “pause” nos melhores momentos das manobras e mostrá-los de outros ângulos. Se quiser ver o making of, tá aqui.

This entry was written by Cid Andrade, posted on terça-feira, outubro 5, 2010 at 4:47 pm, filed under tecnologia and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Capturando o tempo

Timelapse videos é o termo usado pra se referir a vídeos feitos com uma câmera num tripé, que filma um longo intervalo de tempo, justamente pra capturar o tempo que passa – mais precisamente as mudanças na cena em questão, em função do tempo. Até pouco tempo atrás o timelapse era uma especialidade fotográfica, fotógrafos tiravam centenas de fotos e faziam uma montagem/animação. Filmar era mais complicado, mesmo as câmeras já sendo digitais, nenhum cartão de memória aguentava tantas horas de vídeo, e nem as câmeras filmavam numa resolução tão boa quanto às das máquinas fotográficas. Mas isso mudou, e continua mudando: com a atual nova geração de maquinas fotográficas que também filmam em HD e com equipamentos feitos especialmente pra confecção de timelapses, permitindo esvaziar o cartão de memória da máquina diretamente pro computador, sem que o processo seja interrompido – os timelapses tem se proliferado rapidamente. O cinema e a publicidade têm usado cada vez mais esta técnica, e no Youtube é enorme a quantidade de timelapses amadores. Mike Flores, o cara que fez o vídeo aí de cima, é um profissa, ganha a vida fazendo timelapses, este video é aliás o seu atual portfolio. As cenas noturnas são impressionantes, se brincar dá até vertigem acompanhar – daqui da Terra – nosso movimento de rotação…

This entry was written by Cid Andrade, posted on quinta-feira, setembro 23, 2010 at 10:56 am, filed under cybercultura, tecnologia and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



relógio anos 10

Relógios de pulso tornaram-se um objeto obsoleto, do século passado. Quem precisa de relógio de pulso num mundo onde todos têm um computador de mão dentro do bolso (talvez já tenha passado da hora de abandonarmos o termo “telefone celular”, não?) que – obviamente – também mostra a hora? Sobretudo num mundo onde este computador de bolso no final das contas fica pouco tempo no bolso, pois está quase sempre em nossas mãos: internet, jogos, e-mail, sms, foto, etc e tal.

Mas relógios de pulso nunca foram apenas um objeto útil, sempre foram também objetos bonitos, um acessório de estilo, de status social. Em alguns casos chega até a ser uma jóia. E a verdade é que o aspecto “acessório” sempre foi tão ou mais relevante quanto o aspecto “utilidade”, basta olhar pras campanhas publicitárias das marcas de relógio ao longo dos ultimos 30 anos e confirmar que praticamente argumentam status/estilo em vez da praticidade de se ter as horas sempre consigo.

No entanto veio a revolução da informática e da micro-eletrônica a partir dos anos 80 e os relógios de pulso começaram a sofrer a pesada concorrência dos nossos gadgets de cada dia. Foi algo gradativo, não aconteceu do dia pra noite e já no inicio dos anos 80 era possível prever tal tendência. A indústria relojoeira teve então todo o tempo do mundo pra tentar se adaptar à nova realidade, numas de “se os gadgets também são relógios, nossos relógios também terão que ser gadgets”, não teve? Poderiam ter feito os relógios transcenderem sua função de mostrar as horas, tornando-os um ‘acessório de utilidades pessoais’, um relógio de pulso que também tocasse Mp3 e vídeos, e que também integrasse funções ‘esportivas’ como um contabilizador de passos, tipo esses que marcam o quanto você andou/correu e dá a opção de mandar esses dados pra Internet, pra que você depois possa consultá-los ou compartilhá-los. Um relógio cujo mostrador fosse na verdade uma mini-tela colorida, sensível ao toque, otimo pra escutar musica no metro, ou pra ver um clipe no onibus ou na sala de espera do dentista. Enfim, o relógio do futuro.

Só que não, nenhum diretor de marketing e nenhum enegenheiro eletrônico da indústria relojoeira do mundo inteiro foram capazes de ver – e guiar – uma marca nesta direção. Marcaram bobeira, demoraram demais. Demoraram o suficiente pra que – em 2010 – a Apple lançasse este relógio de que estou falando. Hein? A Apple se lançando no mercado dos relógios de pulso com um modelo que toca video, mp3 e tem tela sensível ao toque. Isso mesmo, e resolveram batizá-lo com um nome já bem familiar e difundido: iPod Nano.

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, setembro 22, 2010 at 11:09 am, filed under tecnologia and tagged , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



interfaces futurísticas

A empresa sueca TAT é especialista em criar interfaces para dispositivos eletrônicos: celulares, computadores de mão tipo iPad e seus futuros concorrentes, além de toda sorte de equipamento com tela sensível ao toque. As interfaces que eles desenvolvem/vendem hoje são o resultado de pesquisas e tecnologias criadas nos últimos anos, então é natural que neste exato momento eles já estejam preparando o tipo de interface – para os tipos de equipamento – que usaremos daqui uns anos. No que eles fizeram um vídeo simulando/demonstrando algumas dessas tecnologias (todas equipadas com interfaces TAT é claro). Sensacional esse celular (/computador de mão) que se desdobra (?) aumentado de tamanho (uma tela fininha de meio milimetro com metade dobrada pra dentro do aparelho? Fiquei curioso.) mas essa história de nem poder escovar os dentes sossegado pensando na morte da bezerra e – já no banheiro – ter que ver agenda, notícia, isso e aquilo, tô fora!

This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, setembro 3, 2010 at 2:08 pm, filed under inspiração, tecnologia and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Viva a provinha!

Qualquer consumidor que se preze prefere (ou adoraria poder) experimentar um produto antes de comprá-lo. E os apreciadores de cervejas premium não são diferentes. O cara tá na dúvida entre umas três marcas diferentes, toma um golinho de cada uma e finalmente escolhe a que vai beber. O problema é que muitas cervejas premium são bem caras, e pro dono do bar – ou loja – em questão, acaba sendo mó prejú essa história de abrir uma garrafa só pra servir amostras. Foi pensando nisso que a agência de design australiana Jones Chijoff criou o Beer Vault, que é uma espécie de mostruário de cervejas, funcionando ao mesmo tempo como uma publicidade/vitrine pro produto quanto como uma solução pra questão das amostras. O dono do bar/loja abre quantas garrafas quiser de uma determinada marca, despeja o contéudo num dos cilindros e pronto, ali a cerveja ficará conservada por um bom tempo, podendo ser servida facilmente, seja para amostras ou para o consumo propriamente dito. Os cilindros são feitos de um material que filtra os raios ultra-violeta (que contribuem para a deterioração da cerveja), além de manter o líquido gelado e na mesma pressão da garrafa fechada. Chame o gerente do teu bar preferido pruma conversa, saque teu smart phone do bolso, mostre pra ele esse post e comece desde já a campanha pela aquisição de um Beer Vault e a instituição da ‘provinha’ !

This entry was written by Cid Andrade, posted on quinta-feira, setembro 2, 2010 at 1:39 pm, filed under tecnologia and tagged , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Matchmoving

Você já ouviu falar em “matchmoving”? É uma técnica de edição digital de vídeo que torna possível mesclar elementos de computação gráfica a um material filmado, de maneira que as perspectivas e ângulos de um se adaptam perfeitamente ao movimento da câmera e das imagens do outro. O vídeo acima é de autoria do artista gráfico Andreas Heikaus, mais precisamente seu trabalho final pra faculdade de “Applied Science and Art” na universidade de Hannover, Alemanha.

This entry was written by Cid Andrade, posted on terça-feira, julho 20, 2010 at 2:29 pm, filed under cybercultura, inspiração, tecnologia. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



registro geral de bicicletas

Todo ano cerca de 1,5 milhões de bicicletas são furtadas em todo o mundo. Boa parte dos fabricantes de quadros (de bicicleta, é claro) já imprimem números de série em seus produtos e em alguns países é possível “inscrever” o número da sua bicicleta numa base de dados da polícia, para que depois seja menos difícil (tentatem) localizá-la em caso de roubo – mas enfim, soluções que só funcionam localmente, na jurisprudência da polícia em questão. É aí que entra o site/serviço MyBikeNumber, uma iniciativa alemã que propõe um sistema mundial de registro de bicicletas, uma espécie de número de indentidade único, válido em todo o planeta. É de graça e é possível registrar tanto a bicicleta inteira quanto apenas determinadas peças. O primeiro passo é fornecer o número de série do quadro, que bem ou mal é o “coração” da bicicleta. Em seguida o dono da magrela fornece fotos que são adicionadas ao seu perfil e que vão servir para facilitar a identificação. Já é o suficiente para que o site forneça um código de barras do tipo QR Code que poderá ser adesivado na bicicleta. Em caso de furto o dono da bicicleta pode declará-lo no site, no que seu futuro comprador poderá checar – antes de comprá-la – se a bicicleta em questão na verdade foi roubada de alguém. A partir do momento que todo dono de bicicleta adesivar a sua com um código de barras e todo comprador de bicicleta de segunda mão exigir que ela esteja adesivada, vai ficar bem mais complicado pros ladrões de bicicleta conseguirem desovar o que furtaram.

This entry was written by Cid Andrade, posted on terça-feira, julho 13, 2010 at 1:58 pm, filed under aldeia global, tecnologia and tagged , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Controlando com o pensamento

Tela touch-screen é coisa do passado, a onda agora é controlar as coisas por telepatia. Ok, a tecnologia ainda está num estágio inicial, mas não é mais coisa de filme de fição científica. Dá pra fazer e já tem gente queimando a mufa pra que em breve seja possível controlar eletro-eletrônicos sem as mãos. Pra quem quiser saber mais a respeito, pesquisem sobre Arduino, uma tecnologia open source criada para ser a interface entre as maquinas e os dispositivos que usamos para controlá-las. Tem sido bastante usada na robótica, procure no Youtube por “arduino” e você vai ver um monte de experimentos interessantes de robôs controlados remotamente. No caso do controle via telepatia, trata-se de um sensor que capta as ondas cerebrais e que transmite – sem fio – a uma interface Arduino plugada num laptop (por exemplo). É o caso da experiência feita por um canadense, que consegue ligar e desligar sua TV usando apenas o pensamento. No video abaixo, um helicóptero de brinquedo controlado também por telepatia:

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, julho 7, 2010 at 12:03 pm, filed under tecnologia and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



avião portátil

Quem nunca imaginou, quando criança, que no futuro veríamos carros voando? Pois é, o ano 2000 passou, o século XXI já viu sua primeira década escorrer por entre os dedos e por enquanto nada de carro voador. Mas e se no final das contas o tão esperado carro voador não for exatamente um carro, e sim um novo tipo de máquina? Faz anos que a indústria da aviação tem investido no desenvolvimento de um veículo, dotado de pequenas turbinas, capaz de transportar uma pessoa pelos ares, batizados de ‘jet packs’ – já vistos em um sem número de filmes de ficção científicas e desenhos animados japoneses. Os complicadores sempre foram: a quantidade colossal de combustivel necessaria e o consequente perigo (de explosão) que isso representa (além do peso) e a dificuldade de se construir um veículo pequeno o suficiente pra tornar sua utilização/comercialização viável. Tudo indica que a empresa neo-zelandesa Martin Aircraft está perto de chegar lá: o Martin JetPack não é tão grande/pesado assim, não é tão barulhento assim, e voa que é uma beleza. Os detalhes matadores: como pesa menos de 115Kg ele não requer que seu proprietário tenha um brevê de piloto, então qualquer um pode pilotar; além de que seu motor – que é a grande inovação do Martin JetPack – tem 200 cavalos de potência, consegue subir até 2000 metros de altura e tem um nível de consumo que permite fazer, com um tanque cheio, 50 quilometros em apenas 30 minutos – sendo 100Km/h a velocidade máxima que ele consegue atingir. Ok, custa caro (55 mil dólares, o preço de um carro de luxo) mas é bem provável que daqui uns 5 anos, por exemplo, as coisas já terão avançado ao ponto de talvez podermos ter um desses na “garagem”. Quero um pra ir pro trabalho!!! :-)

This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, fevereiro 26, 2010 at 1:18 pm, filed under tecnologia and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



o futuro do dinheiro

Real Coins
Creative Commons License photo credit: Esdras Calderan

E se num futuro próximo, mandar dinheiro ou pagar alguém por um serviço for algo tão simpes e rápido quanto mandar um email ou postar algo no Twitter? Houve uma época em que trocava-se alimentos, tempos depois vieram o sal e as especiarias, depois o papel moeda, e eis que dos anos 50 pra cá o dinheiro tornou-se de plástico, por conta dos onipresentes cartões de crédito e de débito, que ao longo das ultimas décadas foram aos poucos se adaptando à “eletronicalização” do dinheiro. Pois estamos em pleno período de transição rumo à uma nova era, onde os serviços eletrônicos de pagamento vão enfim nos liberar do sistema fechado – e caro – que os bancos e operadoras de cartão de crédito construiram ao longo dos ultimos 60 anos. Sabia que em pleno ano de 2010, ainda leva uns 3 dias pra que uma loja efetivamente receba o dinheiro de quem pagou com cartão? E que essa operação custa caro pro comerciante (até 3% do valor da compra) e pro dono do cartão (já parou pra pensar o quanto você gasta com anuidades e taxas bancárias)? (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, fevereiro 24, 2010 at 5:14 pm, filed under tecnologia and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



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