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química do consumo

A conscientização quanto às questões do meio ambiente – e quanto à nossa própria saúde – deixou de se chamar “ecologia” e de ser um nicho comportamental (o que foi até o meio dos anos 90) pra se tornar um aspecto importante do comportamento urbano de hoje em dia. As pessoas tem prestado cada vez mais atenção ao impacto ambiental do que compram, do lixo que jogam fora, a qualidade e a origem dos alimentos, agrotóxicos, produtos orgânicos e por aí vai. Especificamente sobre os alimentos, existe uma demanda cada vez maior por parte dos consumidores por saber mais sobre como foi feito, com que ingredientes, se são orgânicos ou não, se são transgênicos ou não, enfim, queremos saber exatamente o que estamos ingerindo. O mercado já percebeu esta demanda e aos poucos vai adaptando seus produtos (ou criando outros inteiramente novos) a esse novo consumidor ávido por informação. O que acaba repercutindo na abordagem, na maneira como alguns produtos se posicionam e/ou são apresentados. Uma tendência que tem crescido bastante é a alusão à tabela periódica e seus elementos químicos, que no imaginário do consumidor é o grau máximo de pureza que uma susbtância pode atingir.

A marca norte-americana de vinhos Wines Of Substance (“vinhos de substância”) é um bom exemplo. Criou para suas garrafas uma identidade visual inteiramente inspirada na tabela periódia, onde as primeiras letras do tipo de uva usado para a garrafa em questão são impressas em tamanho garrafal (não resisti ao trocadilho), como se fossem a sigla de um elemento químico. O rótulo do “Merlot”, por exemplo, é “Me”. E a proposta vai bem além do rótulo: há também (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on terça-feira, agosto 24, 2010 at 11:17 am, filed under inspiração and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.