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Mestres dos Magos da bebelança

Uma nova ‘brincadeira’ em torno do momento ‘beber com os amigos’ tem começado a se popularizar entre adolescentes e jovens do hemisfério norte. Começou nos EUA, já chegou ao Canadá e está prestes a atravessar o Atlântico. Chama-se “Wisest Wizard”, que poderia ser traduzido como “mestre dos magos”. Na prática, trata-se de uma ‘batalha’ entre dois amigos, pra ver quem bebe mais cerveja. Ou quem bebe mais, pura e simplesmente (veja exemplos aqui, aqui e aqui). Cada latinha esvaziada é colada com fita isolante (ou fita crepe, ou silver tape, o que for) em cima da anterior. O objetivo é ir construindo a sua ‘varinha mágica’ (ou ‘espada’, ou ‘torre’, em cada cidade o artefato pode ganhar nomes diferentes). Tem se tornado comum ver nos campus das faculdades, em festas, ou mesmo em bares, pequenos grupos cujos integrantes exibem orgulhosos suas torres de latinhas, muitas vezes com 10 ou mais latas por pessoa. Na maioria dos casos estabelece-se uma pontuação (por exemplo, a cada 5 latas) para que se ‘passe de fase’, sendo que para passar de fase e continuar acumulando latinhas é necessário tomar um shot de alguma bebida destilada. Não é raro que a brincadeira termine com o “confronto”, uma guerra de espadas onde cada um usa sua torre, que em poucos segundos começa a se desfazer, mas que dura tempo suficiente para que os dois (e todo mundo que esteja perto) fiquem molhados de respingos de cerveja e se divirtam com a bagunça.

This entry was written by Cid Andrade, posted on quinta-feira, outubro 23, 2008 at 6:05 pm, filed under aldeia global, cultura urbana and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Estão de olho em você

Big Brother is still watching you
Creative Commons License photo credit: rogiro

Tempos atrás meu amigo Nuno Virgilio me deu a dica do artigo que a Naomi Klein escreveu para a Rolling Stone, e que foi devidamente traduzido e publicado na versão brasileira da revista. Ela conta sobre sua viagem à região chinesa que concentra boa parte do parque industrial de alta tecnologia – e sobretudo denuncia/especula sobre o submundo da vigilância eletrônica e das tecnologias que estão sendo desenvolvidas para que muito em breve a população civil (da China ou de qq outro lugar de cujo o governo tenha interesse por e grana pra bancar) seja monitorada nos minimos movimentos. O artigo é realmente instigante e me fez (re)começar a pesquisar sobre o assunto, no que encontrei um post impressionante em um blog inglês, escrito por um cara aparentemente muito bem informado, pois ele conta seus atuais (enormes) receios quanto às politicas de vigilancia executadas pelo governo inglês nestes ultimos anos, sempre citando matérias publicadas na grande imprensa para complementar/confirmar o que ele conta no blog. Não é de hoje que a Inglaterra é um dos paises do mundo que mais investe em vigilancia eletronica, tanto que Londres é a cidade com a maior quantidade de câmeras vigiando as ruas, em todo o mundo. Mas segundo o que este blogueiro explica, a coisa vai muito mais longe do que isso. Pelo visto o objetivo é que ninguém possa nem mais peidar anonimamente, sem que seja algo monitoravel pela policia ou qq outra instituicao publica. O buraco é tão mais embaixo que ele termina dizendo que se todas as leis e medidas do governo inglês forem aprovadas, ele se manda da Inglaterra antes de 2012, para não estar lá quando “o bicho começar a pegar”. Passei o post pelo tradutor do Google, para acessa-lo basta clicar aqui.

This entry was written by Cid Andrade, posted on quarta-feira, outubro 8, 2008 at 7:52 pm, filed under aldeia global, cultura urbana, tecnologia and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



iPhone escancara nosso jeito “O Cortiço” de ser

favela3
Creative Commons License photo credit: ulisses barbosa

Me impressionou a matéria ecrita semana passada pelo Diogenes Muniz, editor de Informatica da Folha de Sao Paulo. Ele conta sobre os dois eventos – um da Claro e outro da Vivo – de lançamento do iPhone em SP. Em qualquer lugar do mundo teria sido um evento de geeks, com jornalistas de informática e, vá lá, também de economia, comportamento e etcs, afinal de contas o iPhone é o maior lançamento de uma das maiores empresas de eletrônicos do mundo. Mas no Brasil, as coisas são diferentes, e adivinha em que tipo de gente os dois eventos se alicerçaram? Famosos, é claro. “Artistas” e “celebridades” que foram convidados aos borbotões e compareceram às dúzias. E o que mais impressiona na matéria do Diógenes é o real motivo da presença de tais espécimes. Não se tratava de trabalho: nenhum deles recebeu cachê. Tampouco de uma confraternização entre colegas. Estavam lá era para tentar ganhar um iPhone 3G. De graça. De brinde. Vivem todos num pais onde atores de novela e outros tipos de celebridades televisivas são verdadeiros semi-deuses e tudo podem, ganham milhares de reais por mês de suas emissoras e da auto-exploração de suas imagens, teriam dinheiro de sobra para comprar um iPhone brasileiro – mesmo com estes preços surrreais de que falei da semana passada – mas não: vão dar pinta em festa de lançamento para mendigar um telefone celular. Mas mendigar com estilo é claro, sem jamais descer do salto e da soberba. (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, setembro 29, 2008 at 12:36 pm, filed under coluna cibermundo, cultura urbana and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



iPhone escancara a pobreza brasileira

Joshua is iTrapped
Creative Commons License photo credit: Stillframe

É impossível não se impressionar diante de um iPhone. Mesmo os que não são entusiastas da informática e da tecnologia olham espantados para este pequeno aparelho que há poucos anos poderia perfeitamente ter sido o telefone “do futuro” em qualquer filme de ficção científica – e que agora vai passar a fazer parte do nosso dia a dia, em breve oficialmente também no Brasil. Por mais que a tecnologia tenha avançado rapidamente nesta última década, e não apenas nas telecomunicações, foi o iPhone que – no que diz respeito aos objetos que fazem parte do nosso cotidiano – nos deu a impressão de que agora estamos efetivamente no século 21. Neste mundo onde a comunicação e o consumo de informação começam a tomar proporções inéditas, é o telefone da Apple que está marcando a convergência dos celulares, tocadores de música e computadores de mão num único objeto. (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, setembro 22, 2008 at 3:10 pm, filed under aldeia global, coluna cibermundo, tecnologia and tagged , , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



A sua casa é a sua cara?

Quem se interessa por moda, cultura urbana, antropologia ou simplesmente tem interesse por comportamento de maneira geral; jamais vai se cansar de passear pelos style blogs – normalmente blogs com fotografias mostrando pessoas anônimas, gente de verdade capturada pelas lentes de algum caçador de tendências desse mundo afora. É sempre interessante ver como as pessoas se vestem, que tipo de pose elas fazem, que tipo de imagem elas tentam passar – ou simplesmente passam, às vezes nas entrelinhas. E se houvesse um blog que – em vez de se focar na indumentária enquanto forma de expressão pessoal – repetisse a proposta dos style blogs mostrando porém a casa das pessoas? Mostrando os cômodos, os móveis e a decoração em geral. Interessante, não? Pois é exatamente a proposta do fotografo nova-iorquino Todd Selby, com seu fotoblog “The Selby”, onde ele posta ensaios fotograficos das casas de pessoas como “fulano, editor da revista tal”, “siclano, ator”, “beltrana, escritora”, e por ai vai. Ok, a fauna é um tanto quanto restrita – a começar pelo fato de todos morarem em NY – e a terminar por todos estarem de alguma forma ligados ao mundo da arte, do jornalismo, publicidade e profissões criativas em geral. Mas ele já tem planos de expandir seu campo de ação (já é possivel indicar alguem para ser alvo de sua lente) e além da proposta por si só – mostrar a casa de anônimos – já ser interessante, garanto que é bem mais provável encontrarmos boas idéias e soluções de decoração/organização/otimização de espaços espiando casas de verdade de gente de verdade do que folheando revistas de design e suas fotos quase sempre fora de nosso mundo e/ou poder aquisitivo. ;-)

This entry was written by Cid Andrade, posted on sexta-feira, agosto 1, 2008 at 12:04 am, filed under cultura urbana, inspiração and tagged , , , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.




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