Nada mais comum do que, durante o mês de janeiro, ir à loja trocar algum presente de Natal. Seja por outro tamanho, seja por algo completamente diferente. Não é sempre que tias quarentonas conseguem adivinhar os gostos dos sobrinhos geeks adolescentes. Nos EUA os cheque-presentes sempre foram bastante populares: quem ganha adora, pois poderá escolher o presente – e quem dá não precisa queimar a mufa pra ter alguma idéia genial. Só que agora, com toda essa história de crise, a coisa anda tão preta que até os cheques-presentes estão sendo trocados. É o que propõe o serviço GiftCardRescue, inaugurado nestes tempos de vacas magras: você pode econtrar outras pessoas e trocar seu cheque por algum outro cheque de alguma outra loja – que tal trocar o cheque presente da Meias Lupo por um da Fnac? – ou ainda vender seu cheque presente, trocando-o por dinheiro vivo. Cash. Bufunfa. Um pouquinho menos do que o valor nominal do cheque. Fazer o que? O mar não tá pra peixe..
This entry was written by , posted on segunda-feira, janeiro 19, 2009 at 8:05 pm, filed under cybercultura and tagged crise, economia, EUA, novos negocios, social network. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Pelo visto a coisa anda braba mesmo, e por conta da crise muitas norte-americanas estão tendo que botar suas jóias no prego. Mas o ano é 2008 e as ladies já não precisarão mais passar pelo perrengue de terem que se disfarçarem para irem naquelas lojinhas de “compro ouro” – ou pior ainda, passar pelo constrangimento de serem reconhecidas por alguém e/ou esbarrar com alguma amiga que tenha decidido apelar pra mesma solução. Red Swan é o penhor de jóias versão século XXI: você se inscreve pelo site e recebe um kit com alguns envelopes com postagem pré-paga. Basta botar o anel no envelope e despachar: a equipe Red Swans vai analisar quanto vale a peça e você recebe dias depois um cheque, também pelo correio. A pessoa tem então 10 dias para ponderar se o valor do cheque é justo ou não, e caso queira voltar atrás, basta ir ao site e optar pelo reenvio tanto da jóia quanto do cheque. Diz o site que eles remuneram bem, graças a “uma ótima relação com um dos maiores compradores de diamante do mundo”…
This entry was written by , posted on quinta-feira, novembro 13, 2008 at 1:18 pm, filed under cybercultura and tagged crise, EUA, serviços. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

photo credit: steveharris
Durante as últimas semanas o mundo viveu a pior crise financeira dos últimos 80 anos, com as bolsas do mundo inteiro oscilando freneticamente, subindo e descendo trocentas vezes durante um mesmo dia. Pra dar uma boa baixada no final das contas. E uma boa subida nestes primeiros dias pós-crise. Agora a poeira está começando a baixar, mas a perspectiva de uma longa recessão se anuncia diante de nossos olhos. O mundo – neste exato momento – está desacelerando, para que consiga se recuperar das feridas e, se for o caso, acelerar novamente daqui alguns anos, muito provavelmente tomando outras direções. Me pergunto então: não seria o momento de aproveitarmos todos o ensejo e desacelerarmos um pouco nossas próprias vidas? A apologia à rapidez, que ditou o ritmo durante os últimos 50 anos com conceitos como “quanto mais rápido melhor” e “tempo é dinheiro”, talvez esteja chegando ao fim. Será que está na hora de pisarmos um pouco no freio? Consumimos as riquezas naturais do planeta numa velocidade muito mais rápida do que aquela com que a Terra consegue renovar seus recursos, temos a impressão de que os dias são curtos demais para darmos conta de tudo o que devemos e queremos fazer, além do fato de que esta revolução tecnologica que estamos vivendo cria muito mais produtos e informação do que realmente conseguimos e/ou precisamos consumir. É então neste contexto que tem ganhado força uma tendência comportamental que vem sendo chamada de “slow”, que em português quer dizer “devagar”, e que é a materialização desta (novamente) atual necessidade de darmos uma desacelerada geral. (mais…)
This entry was written by , posted on segunda-feira, outubro 20, 2008 at 3:23 pm, filed under aldeia global, coluna cibermundo, cultura urbana and tagged calma, crise, design, economia, moda, saúde, slow, slow food. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
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