
Hoje quem passa adiante é meu tio Henrique, irmão de minha mãe, um cara sempre ligado nas (boas) novidades. Voltando de uma viagem à Europa, resolveu registrar o que viu nas imediações do aeroporto de Amsterdã: ” – Essa roda gira a medida que alguem corre sobre ela no seu interior. Está conectada a um gerador de energia e produz eletricidade com esse movimento. Nas duas horas que fiquei no aeroporto esse cara aí ficou correndo o tempo todo (fez um bom exercício) e produziu o equivalente a 20 Euros de eletricidade. O gerador está conectado diretamente em uma linha da empresa de energia elétrica e vende esta energia em tempo real. O que o relógio marcador mostrar é o valor comprado pela empresa e dinheiro disponível. Esse dinheiro estava sendo gerado para ser doado a um hospital em Amsterdam especializado em tratamento de cancer. Qualquer um que tiver coragem e preparo físico pode se inscrever para correr (substitui a academia) e doar a sua energia. Tem tambem algumas bicicletas ergométricas (ao lado) que tambem podem ser usadas do mesmo jeito, é só pedalar e gerar energia. Neste dia a temperatura estava 3 graus e estava uma chuva fina o tempo todo, mas o cara ficou firme lá e correu o tempo todo. Fui embora e ele continuava correndo sem parar. Seria uma boa idéia ter isto em todo lugar por aqui. Já pensou se toda bicleta ergométrica e esteira de academias fosse acopladas a geradores e produzissem energia?”
This entry was written by , posted on quarta-feira, fevereiro 9, 2011 at 6:41 pm, filed under cultura urbana, inspiração, tecnologia and tagged amsterdã, energia, esporte, sustentabilidade. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Uma técnica de filmagem que cria uma “cápsula de tempo”. Na época do filme Matrix, todo mundo ficou de queixo caído na hora em que Neo se inclina para escapar de uma bala e, em câmera lenta, a câmera gira em torno dele, criando uma espécie de efeito em 3 dimensões. Alguns anos se passaram desde que Matrix apresentou oficialmente este efeito ao mundo e hoje em dia já não são mais necessários milhões de dólares para se ter o equipamento necessário – a coisa barateou e alguns milhares já resolvem. Preparem-se então para que a televisão, os clipes musicais e a publicidade comecem a usá-lo – o vídeo acima é um exemplo. Trata-se da mais recente campanha de comunicação da marca de surfwear RipCurl, eles usam o efeito pra dar um “pause” nos melhores momentos das manobras e mostrá-los de outros ângulos. Se quiser ver o making of, tá aqui.
This entry was written by , posted on terça-feira, outubro 5, 2010 at 4:47 pm, filed under tecnologia and tagged esporte, moda, surf, video. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Quem é bom observador já sabe que o mundo está caminhando a passos largos para um futuro onde boa parte do consumo (muito provavelmente a maior parte, aliás) vai acontecer online, via comércio eletrônico. Supermercados online, lojas de departamento online, sites de leilões e classificados como Mercado Livre e eBay, a Amazon que vende de tudo, enfim, isso já não é mais nenhuma novidade. Também não é novidade o fato de que apesar de toda a empolgação em torno do comércio eletrônico e suas vantagens (principalmente) pra quem vende (menor custo, maior alcance, maiores volumes e por aí vai), profissionais de marketing de marcas de roupas e calçados sabem bem que pra eles é mais complicado: até hoje não inventaram um jeito de proporcionar ao consumidor uma maneira de se experimentar virtualmente o produto em questão. A camisa no site é bonita e tá com um preço bom, mas se você comprá-la e descobrir que ela não cai tão bem assim em você, toda a praticidade do comércio eletrônico começa a ir por água abaixo.
A Adidas é um exemplo de quem percebeu isso e tem algo novo a propor: foi inaugurada em Tóquio a primeira loja Adidas Runbase, onde praticantes de cooper e caminhada podem ir experimentar tênis e roupas esportivas e testá-los em condições reais de uso. Não, não construiram uma pista de cooper dentro da loja, o cara vai, escolhe o tênis que ele quer experimentar, pega ele “emprestado” e vai correr do lado de fora, como faria normalmente. Não à toa, a loja fica no bairro da Praça Imperial, que é um dos lugares mais frequentados pelos esportistas da cidade. A coisa não para por aí: além de testar o material e poder contar com a consultoria dos vendedores (que entendem tanto dos produtos quanto da prática esportiva em si) há 16 chuveiros e 248 armários para alugar, ou seja, a loja passa a ser um lugar prático pra se guardar a mochila enquanto corre, depois tomar um banho, catar a a mochila e ir pro trabalho.
Outras marcas já estão começando a perceber que sim, o comércio eletrônico veio pra ficar, mas que o atendimento personalizado, os conselhos, e toda sorte de serviços adicionais que a compra em uma loja pode proporcionar continuam tendo o seu (alto) valor. Prepare-se para ver marcas (mais…)
This entry was written by , posted on quinta-feira, agosto 19, 2010 at 10:49 am, filed under cultura urbana and tagged adidas, consumo, esporte, japão. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Sabia que a cada 4 pessoas do mundo, uma vive sem nenhum acesso à energia elétrica? É isso mesmo, segundo um recente relatório da ONU 25% da população mundial ainda vive sem luz, mais de 200 anos depois da revolução industrial. Nessas comunidades, enquanto solução provisória, o ideal seria ter como “recolher” a energia contida em outras coisas e lugares (energia solar, eólica, hidráulica e por aí vai) mas os equipamentos que tornam isso possível custam caro. Mas… peraí? Em todo e qualquer canto desse mundo, seja rico ou seja pobre (e principalmente nas comunidades mais populares) sempre vai ter um grupo de moleques ou marmanjos improvisando uma pelada, não vai? E pra chutar a bola de um lado pro outro gasta-se energia, né? Não à toa todo mundo volta cansado pra casa. E se a bola fosse mágica e conseguisse armazenar a energia dos chutes, pra que à noite ela fosse usada pra recarregar celulares, manter lampadas acesas e por aí vai? Aposto que deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que levou o grupo de estudantes da Harvard University nos EUA a ter a idéia da Soccket, uma bola de futebol capaz de fazer exatamente isso que eu falei. Mais ou menos no estilo do que a roda de bicicleta Copenhaguen faz. A Soccket ainda tá em desenvolvimento, por enquanto ainda é um protótipo, mas tudo leva a crer que será comercializada em breve. Muito provavelmente vai ser na base do “compre uma e doe outra”, sendo vendida enquanto brinquedo modernoso nos países desenvolvidos, e com isso bancando a distribuição gratuita nos países mais necessitados.
This entry was written by , posted on quinta-feira, fevereiro 4, 2010 at 7:05 pm, filed under aldeia global, tecnologia and tagged desenvolvimento, esporte, meio ambiente. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
A primeira vista parece até uma roda de bicicleta normal, o centro um pouco protuberante sendo a única eventual pista de que estamos diante de um artefato revolucionário: a roda Copenhaguen, não apenas capaz de guardar uma boa parte da energia produzida pelas pedaladas (pra depois usá-la pra dar um gás nos momentos em que houver necessidade) mas também serve estar em contato com seus amigos, gerenciar os dados relativos ao esforço físico e até mesmo estar informado sobre as condições do trânsito. O tal miolo protuberante nada mais é do que uma central eletrônica, dotada de micro-processadores e da tecnologia KERS (Kinetic Energy Recovery System, “sistema de reserva de energia cinética”), que anos atrás começou a ser usada na Fórmula 1, aliás mudando da água pro vinho a performance dos carros de corrida. No momento em que a bicicleta estiver freando, este sistema conseguirá absorver a energia cinética gerada pela velocidade do movimento, a armazenando numa bateria. Uma (pequeníssima) parte desta energia será usada para alimentar o micro-computador responsável pelas funções de dados (trânsito, conexão internet, etc) e todo o resto poderá ser usado para a tração da própria roda, ajudando o ciclista a subir uma ladeira ou a acelerar quando preciso. É bem provável que tenham batizado a roda de Copenhaguen em referência direta ao recente congresso sobre o meio-ambiente, sem é claro saber que ele seria um grande fracasso. De qualquer forma, trata-se de um projeto promissor, veja esse video do fabricante demonstrando o produto.
This entry was written by , posted on segunda-feira, janeiro 18, 2010 at 12:49 pm, filed under tecnologia and tagged bicicleta, ecologia, esporte, transporte. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Durante as últimas décadas os esportes radicais, e dentre ele o surf e o skate em especial, estiveram ligados à vanguarda artística e comportamental : moda, música, vídeo, fotografia… e por aí vai, e é exatamente deste universo que está despontando um cara que, ao meu ver, é melhor fotógrafo de surfe de todos os tempos – conseguindo inclusive transcender o mundo do esporte e ser um dos fotógrafos (de arte) mais originais do momento.

Dustin Humpfrey é um fotógrafo norte-americano (que hoje mora em Bali) que ao longo dos últimos 5 anos foi aperfeiçoando suas técnicas e propostas (bem interessantes, aliás) de iluminação, uso de equipamento experimental e fotos tiradas de ângulos inusitados – tudo isso tendo os melhores surfistas do mundo como modelos. Junto com Taylor Steele, Dustin criou um novo estilo de documentar o surf, os dois juntos capitaneando viagens para lugares ‘nem-tão-célebres-assim’ no mundo du surf como o Egito e a Itália, por exemplo. A última dele foi este ensaio fotográfico, feito para uma revista, mas que poderia estar exposto em qualquer galeria de arte do mundo, em que o surf deixa de ser o único personagem – ou ao menos o principal – por conta do que acontece simultaneamente…. debaixo d’água. Achei o resultado tão espetacular e a idéia tão original que resolvi passar adiante aqui no blog…(clique para + fotos) (mais…)
This entry was written by , posted on quinta-feira, abril 9, 2009 at 12:52 pm, filed under inspiração and tagged Bali, esporte, EUA, fotografia, surf. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Sensacionais esses shapes da coleção “Miles Davis” que a Western Edition lançou. Dá vontade de voltar a andar de ‘carrinho’… Será que ainda consigo fazer alguma coisa em cima de um, quase 10 anos depois?
This entry was written by , posted on quinta-feira, abril 2, 2009 at 12:23 pm, filed under cultura urbana, inspiração and tagged esporte, miles davis, musica, skate. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

É a ‘nova onda do momento’ em algumas cidades russas: uma espécie de bungee jump, só que pulando de pontes, e em vez de elástico, uma corda. O detalhe matador (talvez até literalmente se a corda arrebentar): por conta do rigoroso inverno russo, em vez de água tem é uma camada de 1 metro de espessura de gelo. “É fria Didiiiiiiiiiiiii !”, diria o saudoso Zacarias. Pois é, mas o fato é que uns vários copos de vodka depois, tão topando qualquer coisa, e alguns grupos – como se ainda não houvesse suficiente – preferem pular “com emoção”: esperam o trem se aproximar, numas de botar medo no maquinista que vê de longe 10 pessoas em cima dos trilhos, posicionadas pra dizer o ‘adeus vida cruel’. Claro que em poucos minutos – ainda mais se o maquinista do trem der o alarme – a policia chega e o grupo de puladores têm alguns segundos pra se desamarrar da corda, empacotar tudo e se mandar. Mas enfim, faz parte da brincadeira. Clique para ver o restante das fotos. (mais…)
This entry was written by , posted on quarta-feira, março 11, 2009 at 12:21 pm, filed under aldeia global, cultura urbana and tagged bungee jump, esporte, radical, russia. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Depois da parceria da Nike com a Apple, por conta do NikePlus de que falei aqui tempos atrás, agora é a vez da Adidas se lançar neste novo mercado de monitoramento eletrônico/musical da prática esportiva. Juntou-se com a Samsung e acabaram de lançar o kit “miCoach”, composto de um celular Samsung miCoach, um sensor de batimentos cardíacos, e um detector de “pisadas” que deve ser acoplado ao tênis. Um detalhe que faz toda a diferença: enquanto o sistema da Nike só funciona com um único (e beeeem caro) modelo de tênis, o miCoach pode ser acoplado a qualquer tênis Adidas. No site do serviço é possível criar um perfil, escolher programas de treinamento já prontos, além de ir acompanhando seus resultados e/ou compará-los aos de outras pessoas. O video acima – com trilha sonora by EdBanger Records – marcou o lançamento e dá uma noção entre as diferenças estéticas entre a marca alemã das três listras e a concorrente norte-americana com nome de deusa grega.
This entry was written by , posted on sexta-feira, setembro 5, 2008 at 3:36 pm, filed under cultura urbana, tecnologia and tagged adidas, esporte, samsung, tênis. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Verdadeiro fenômeno mundial quando foi lançado, o sistema Nike+ tornava possivel não apenas supervisionar o ritmo da corrida ou da caminhada, como também sincronizar a musica do seu iPod com o ritmo do exercicio. Pois agora graças ao “sport band” – um bracelete recém integrado ao kit – também é possivel ter estatisticas da pratica esportiva (tempo gasto, calorias, batimentos cardiacos, etc) e fazer o upload delas para um site que a Nike criou especialmente para tal. Outra novidade é que agora a coisa toda funciona mesmo que você não queira ouvir nenhuma musica, o que dissocia de vez o iPod de sua função original, tornando-o neste caso algo mais proximo de um (mini) palmtop. Pra aproveitar a novidade, é preciso comprar um dos novos modelos de tênis dotados do sensor Nike+, não vai funcionar no seu Nike Air velho de guerra comprado em 1997. (…) Depois de correr é só voltar pra casa, desconectar a o bracelete do iPod e em seguida pluga-lo (o bracelete) no computador via USB e pronto, os dados da sua corrida vão ser uploadeados para o nikeplus.com – para que a partir de então você possa acompanhar a evolução de seus resultados, compara-los aos de outros usuarios do sistea ao redor do mundo e por ai vai. Enquanto parte da campanha promocional para o Nike+, a Nike promover uma meia-maratona em diversas cidades do planeta, chamada The Human Race 10K, cujo nome nos conta a distancia percorrida, dez quilometros. Vai rolar dia 31 de agosto, ou seja, você tem apenas 1 mês para treinar!
This entry was written by , posted on sexta-feira, julho 25, 2008 at 12:53 pm, filed under cultura urbana, tecnologia and tagged esporte, nike, redes sociais, running. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
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