
Quem é bom observador já sabe que o mundo está caminhando a passos largos para um futuro onde boa parte do consumo (muito provavelmente a maior parte, aliás) vai acontecer online, via comércio eletrônico. Supermercados online, lojas de departamento online, sites de leilões e classificados como Mercado Livre e eBay, a Amazon que vende de tudo, enfim, isso já não é mais nenhuma novidade. Também não é novidade o fato de que apesar de toda a empolgação em torno do comércio eletrônico e suas vantagens (principalmente) pra quem vende (menor custo, maior alcance, maiores volumes e por aí vai), profissionais de marketing de marcas de roupas e calçados sabem bem que pra eles é mais complicado: até hoje não inventaram um jeito de proporcionar ao consumidor uma maneira de se experimentar virtualmente o produto em questão. A camisa no site é bonita e tá com um preço bom, mas se você comprá-la e descobrir que ela não cai tão bem assim em você, toda a praticidade do comércio eletrônico começa a ir por água abaixo.
A Adidas é um exemplo de quem percebeu isso e tem algo novo a propor: foi inaugurada em Tóquio a primeira loja Adidas Runbase, onde praticantes de cooper e caminhada podem ir experimentar tênis e roupas esportivas e testá-los em condições reais de uso. Não, não construiram uma pista de cooper dentro da loja, o cara vai, escolhe o tênis que ele quer experimentar, pega ele “emprestado” e vai correr do lado de fora, como faria normalmente. Não à toa, a loja fica no bairro da Praça Imperial, que é um dos lugares mais frequentados pelos esportistas da cidade. A coisa não para por aí: além de testar o material e poder contar com a consultoria dos vendedores (que entendem tanto dos produtos quanto da prática esportiva em si) há 16 chuveiros e 248 armários para alugar, ou seja, a loja passa a ser um lugar prático pra se guardar a mochila enquanto corre, depois tomar um banho, catar a a mochila e ir pro trabalho.
Outras marcas já estão começando a perceber que sim, o comércio eletrônico veio pra ficar, mas que o atendimento personalizado, os conselhos, e toda sorte de serviços adicionais que a compra em uma loja pode proporcionar continuam tendo o seu (alto) valor. Prepare-se para ver marcas (mais…)
This entry was written by , posted on quinta-feira, agosto 19, 2010 at 10:49 am, filed under cultura urbana and tagged adidas, consumo, esporte, japão. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Sabia que a cada 4 pessoas do mundo, uma vive sem nenhum acesso à energia elétrica? É isso mesmo, segundo um recente relatório da ONU 25% da população mundial ainda vive sem luz, mais de 200 anos depois da revolução industrial. Nessas comunidades, enquanto solução provisória, o ideal seria ter como “recolher” a energia contida em outras coisas e lugares (energia solar, eólica, hidráulica e por aí vai) mas os equipamentos que tornam isso possível custam caro. Mas… peraí? Em todo e qualquer canto desse mundo, seja rico ou seja pobre (e principalmente nas comunidades mais populares) sempre vai ter um grupo de moleques ou marmanjos improvisando uma pelada, não vai? E pra chutar a bola de um lado pro outro gasta-se energia, né? Não à toa todo mundo volta cansado pra casa. E se a bola fosse mágica e conseguisse armazenar a energia dos chutes, pra que à noite ela fosse usada pra recarregar celulares, manter lampadas acesas e por aí vai? Aposto que deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que levou o grupo de estudantes da Harvard University nos EUA a ter a idéia da Soccket, uma bola de futebol capaz de fazer exatamente isso que eu falei. Mais ou menos no estilo do que a roda de bicicleta Copenhaguen faz. A Soccket ainda tá em desenvolvimento, por enquanto ainda é um protótipo, mas tudo leva a crer que será comercializada em breve. Muito provavelmente vai ser na base do “compre uma e doe outra”, sendo vendida enquanto brinquedo modernoso nos países desenvolvidos, e com isso bancando a distribuição gratuita nos países mais necessitados.
This entry was written by , posted on quinta-feira, fevereiro 4, 2010 at 7:05 pm, filed under aldeia global, tecnologia and tagged desenvolvimento, esporte, meio ambiente. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
A primeira vista parece até uma roda de bicicleta normal, o centro um pouco protuberante sendo a única eventual pista de que estamos diante de um artefato revolucionário: a roda Copenhaguen, não apenas capaz de guardar uma boa parte da energia produzida pelas pedaladas (pra depois usá-la pra dar um gás nos momentos em que houver necessidade) mas também serve estar em contato com seus amigos, gerenciar os dados relativos ao esforço físico e até mesmo estar informado sobre as condições do trânsito. O tal miolo protuberante nada mais é do que uma central eletrônica, dotada de micro-processadores e da tecnologia KERS (Kinetic Energy Recovery System, “sistema de reserva de energia cinética”), que anos atrás começou a ser usada na Fórmula 1, aliás mudando da água pro vinho a performance dos carros de corrida. No momento em que a bicicleta estiver freando, este sistema conseguirá absorver a energia cinética gerada pela velocidade do movimento, a armazenando numa bateria. Uma (pequeníssima) parte desta energia será usada para alimentar o micro-computador responsável pelas funções de dados (trânsito, conexão internet, etc) e todo o resto poderá ser usado para a tração da própria roda, ajudando o ciclista a subir uma ladeira ou a acelerar quando preciso. É bem provável que tenham batizado a roda de Copenhaguen em referência direta ao recente congresso sobre o meio-ambiente, sem é claro saber que ele seria um grande fracasso. De qualquer forma, trata-se de um projeto promissor, veja esse video do fabricante demonstrando o produto.
This entry was written by , posted on segunda-feira, janeiro 18, 2010 at 12:49 pm, filed under tecnologia and tagged bicicleta, ecologia, esporte, transporte. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Durante as últimas décadas os esportes radicais, e dentre ele o surf e o skate em especial, estiveram ligados à vanguarda artística e comportamental : moda, música, vídeo, fotografia… e por aí vai, e é exatamente deste universo que está despontando um cara que, ao meu ver, é melhor fotógrafo de surfe de todos os tempos – conseguindo inclusive transcender o mundo do esporte e ser um dos fotógrafos (de arte) mais originais do momento.

Dustin Humpfrey é um fotógrafo norte-americano (que hoje mora em Bali) que ao longo dos últimos 5 anos foi aperfeiçoando suas técnicas e propostas (bem interessantes, aliás) de iluminação, uso de equipamento experimental e fotos tiradas de ângulos inusitados – tudo isso tendo os melhores surfistas do mundo como modelos. Junto com Taylor Steele, Dustin criou um novo estilo de documentar o surf, os dois juntos capitaneando viagens para lugares ‘nem-tão-célebres-assim’ no mundo du surf como o Egito e a Itália, por exemplo. A última dele foi este ensaio fotográfico, feito para uma revista, mas que poderia estar exposto em qualquer galeria de arte do mundo, em que o surf deixa de ser o único personagem – ou ao menos o principal – por conta do que acontece simultaneamente…. debaixo d’água. Achei o resultado tão espetacular e a idéia tão original que resolvi passar adiante aqui no blog…(clique para + fotos) (mais…)
This entry was written by , posted on quinta-feira, abril 9, 2009 at 12:52 pm, filed under inspiração and tagged Bali, esporte, EUA, fotografia, surf. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Sensacionais esses shapes da coleção “Miles Davis” que a Western Edition lançou. Dá vontade de voltar a andar de ‘carrinho’… Será que ainda consigo fazer alguma coisa em cima de um, quase 10 anos depois?
This entry was written by , posted on quinta-feira, abril 2, 2009 at 12:23 pm, filed under cultura urbana, inspiração and tagged esporte, miles davis, musica, skate. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

É a ‘nova onda do momento’ em algumas cidades russas: uma espécie de bungee jump, só que pulando de pontes, e em vez de elástico, uma corda. O detalhe matador (talvez até literalmente se a corda arrebentar): por conta do rigoroso inverno russo, em vez de água tem é uma camada de 1 metro de espessura de gelo. “É fria Didiiiiiiiiiiiii !”, diria o saudoso Zacarias. Pois é, mas o fato é que uns vários copos de vodka depois, tão topando qualquer coisa, e alguns grupos – como se ainda não houvesse suficiente – preferem pular “com emoção”: esperam o trem se aproximar, numas de botar medo no maquinista que vê de longe 10 pessoas em cima dos trilhos, posicionadas pra dizer o ‘adeus vida cruel’. Claro que em poucos minutos – ainda mais se o maquinista do trem der o alarme – a policia chega e o grupo de puladores têm alguns segundos pra se desamarrar da corda, empacotar tudo e se mandar. Mas enfim, faz parte da brincadeira. Clique para ver o restante das fotos. (mais…)
This entry was written by , posted on quarta-feira, março 11, 2009 at 12:21 pm, filed under aldeia global, cultura urbana and tagged bungee jump, esporte, radical, russia. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Depois da parceria da Nike com a Apple, por conta do NikePlus de que falei aqui tempos atrás, agora é a vez da Adidas se lançar neste novo mercado de monitoramento eletrônico/musical da prática esportiva. Juntou-se com a Samsung e acabaram de lançar o kit “miCoach”, composto de um celular Samsung miCoach, um sensor de batimentos cardíacos, e um detector de “pisadas” que deve ser acoplado ao tênis. Um detalhe que faz toda a diferença: enquanto o sistema da Nike só funciona com um único (e beeeem caro) modelo de tênis, o miCoach pode ser acoplado a qualquer tênis Adidas. No site do serviço é possível criar um perfil, escolher programas de treinamento já prontos, além de ir acompanhando seus resultados e/ou compará-los aos de outras pessoas. O video acima – com trilha sonora by EdBanger Records – marcou o lançamento e dá uma noção entre as diferenças estéticas entre a marca alemã das três listras e a concorrente norte-americana com nome de deusa grega.
This entry was written by , posted on sexta-feira, setembro 5, 2008 at 3:36 pm, filed under cultura urbana, tecnologia and tagged adidas, esporte, samsung, tênis. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Verdadeiro fenômeno mundial quando foi lançado, o sistema Nike+ tornava possivel não apenas supervisionar o ritmo da corrida ou da caminhada, como também sincronizar a musica do seu iPod com o ritmo do exercicio. Pois agora graças ao “sport band” – um bracelete recém integrado ao kit – também é possivel ter estatisticas da pratica esportiva (tempo gasto, calorias, batimentos cardiacos, etc) e fazer o upload delas para um site que a Nike criou especialmente para tal. Outra novidade é que agora a coisa toda funciona mesmo que você não queira ouvir nenhuma musica, o que dissocia de vez o iPod de sua função original, tornando-o neste caso algo mais proximo de um (mini) palmtop. Pra aproveitar a novidade, é preciso comprar um dos novos modelos de tênis dotados do sensor Nike+, não vai funcionar no seu Nike Air velho de guerra comprado em 1997. (…) Depois de correr é só voltar pra casa, desconectar a o bracelete do iPod e em seguida pluga-lo (o bracelete) no computador via USB e pronto, os dados da sua corrida vão ser uploadeados para o nikeplus.com – para que a partir de então você possa acompanhar a evolução de seus resultados, compara-los aos de outros usuarios do sistea ao redor do mundo e por ai vai. Enquanto parte da campanha promocional para o Nike+, a Nike promover uma meia-maratona em diversas cidades do planeta, chamada The Human Race 10K, cujo nome nos conta a distancia percorrida, dez quilometros. Vai rolar dia 31 de agosto, ou seja, você tem apenas 1 mês para treinar!
This entry was written by , posted on sexta-feira, julho 25, 2008 at 12:53 pm, filed under cultura urbana, tecnologia and tagged esporte, nike, redes sociais, running. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Nem todo mundo sabe, mas a francesa Lacoste começou como uma marca de produtos para Tênis, tendo sido inclusive uma das principais patrocinadoras de tenistas franceses desde então. Pois para comemorar os 75 anos da marca, a Lacoste mandou fazer um belo filme publicitario em 3D, além de um hotsite onde é possivel contribuir com a “sua visão” sobre o futuro do esporte em questão. O mote do spot é: “como será o tênis daqui 50 anos”, obviamente tentando reposicionar a antiga Lacoste como marca visionária e tecnicamente moderna.
This entry was written by , posted on quinta-feira, maio 15, 2008 at 11:44 am, filed under inspiração and tagged 3D, ensaio, esporte, futuro, hotsite, moda, tênis. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
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