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Da lama ao caos

Festival Paleo - 1/9

Chafurdar na lama. Tem coisa mais divertida e relaxante? Emissões de carbono, comida orgânica, reciclagem, adubo caseiro, consumir localmente e por aí vai: ao longo dos últimos 5 anos temos testemunhado um processo de ecologização sem precedentes, o que até pouco tempo atrás era papo de hippie paz e amor agora é assunto mainstream (tanto no sentido do poder de alcance e da popularização quanto no sentido de ter se tornado um grande negócio). O mundo está aos pouquinhos se tornando (ou voltando a ser) mais hippie, faz sentido então minha proposição: que tal oficializarmos o banho de lama (opcional, claro) em todo e qualquer festival musical? O festival suíço Paléo deu a largada. É um festival – o maior da Suíça aliás -  organizado e bancado por voluntários e pelo próprio público, sem fins lucrativos e sem precisar vender a alma pra alguma corporação. Foi só música, diversão e lama. E 100% de tudo o que foi usado no evento é/foi reciclado. Precisa de mais? Cliquem na continuação do post pra ver a galeria de fotos → (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on segunda-feira, novembro 16, 2009 at 2:00 pm, filed under aldeia global, musica and tagged , , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Agora lixo é que nem nariz, cada um cuida do seu!

Dentre os maiores e mais relevantes festivais musicais do mundo – sobretudo dentre aqueles que mais ditam as novas tendências ano após ano – boa parte acontece no hemisfério Norte. E sempre no verão, afinal de contas é meio perrengue armar uma barraca de camping na neve e passar dias curtindo bandas, drinks e outros temperos à 5 graus centígrados. (…) Um dos festivais mais legais do mundo é o Roskilde, que rola sempre no comecinho de julho, na Dinamarca, na cidade de……. Roskilde (dãaaa) ! Cerca de 100 mil pessoas que este ano se aglomeraram, obviamente não apenas para conhecer bandas novas, mas sobretudo atraidas por pequeninos nomes como Radiohead, Chemical Brothers, Neil Young e por ai vai. Mas não é só por conta do ótimo público, do clima de descontração e da escalação impecável que o festival de Roskilde é um dos mais legais: conta muitos pontos a favor o fato de ser hoje um dos unicos grandes festivais a (ainda) nao ter caido nas maos de grandes corporacoes, ou de simplesmente ter se tornado business; mais um evento gigantesco organizado por alguma grande produtora. O Roskilde é na verdade – e desde a sua criação – uma fundação sem fins lucrativos, que reinveste todo o lucro em causas humanitarias e culturais, e não apenas na Dinamarca. Nao é à toa por exemplo que eles conseguem escalar o Radiohead, por exemplo, que normalmente nao toca em shows bancados por corporacoes com as quais eles nao simpatizem. O festival/fundaçao foi criado em 1971 por dois amigos de escola, na época em que ainda estavam no 2o grau, e que ainda hoje estao no comando da parada, gerenciando um time de 25 funcionarios. (…) Um dos grandes problemas para os organizadores, porém – e todo festival passa pela mesma dificuldade – é a colossal quantidade de lixo que sobra no local depois dos 4 dias de evento. De colchonetes sujos abandonados a latas e garrafas de bebida, passando por camisinhas usadas, absorventes intimos, enfim, acho que quem ja foi a um evento do gênero (ou a algum encontro de estudantes) sabe do que estamos falando. Em 2007 foi preciso (mais…)

This entry was written by Cid Andrade, posted on sábado, julho 12, 2008 at 10:27 am, filed under cultura urbana, musica and tagged , , , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.