
photo credit: ulisses barbosa
Me impressionou a matéria ecrita semana passada pelo Diogenes Muniz, editor de Informatica da Folha de Sao Paulo. Ele conta sobre os dois eventos – um da Claro e outro da Vivo – de lançamento do iPhone em SP. Em qualquer lugar do mundo teria sido um evento de geeks, com jornalistas de informática e, vá lá, também de economia, comportamento e etcs, afinal de contas o iPhone é o maior lançamento de uma das maiores empresas de eletrônicos do mundo. Mas no Brasil, as coisas são diferentes, e adivinha em que tipo de gente os dois eventos se alicerçaram? Famosos, é claro. “Artistas” e “celebridades” que foram convidados aos borbotões e compareceram às dúzias. E o que mais impressiona na matéria do Diógenes é o real motivo da presença de tais espécimes. Não se tratava de trabalho: nenhum deles recebeu cachê. Tampouco de uma confraternização entre colegas. Estavam lá era para tentar ganhar um iPhone 3G. De graça. De brinde. Vivem todos num pais onde atores de novela e outros tipos de celebridades televisivas são verdadeiros semi-deuses e tudo podem, ganham milhares de reais por mês de suas emissoras e da auto-exploração de suas imagens, teriam dinheiro de sobra para comprar um iPhone brasileiro – mesmo com estes preços surrreais de que falei da semana passada – mas não: vão dar pinta em festa de lançamento para mendigar um telefone celular. Mas mendigar com estilo é claro, sem jamais descer do salto e da soberba. (mais…)
This entry was written by , posted on segunda-feira, setembro 29, 2008 at 12:36 pm, filed under coluna cibermundo, cultura urbana and tagged comportamento, iPhone, literatura, sociedade. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
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