
Sabia que a cada 4 pessoas do mundo, uma vive sem nenhum acesso à energia elétrica? É isso mesmo, segundo um recente relatório da ONU 25% da população mundial ainda vive sem luz, mais de 200 anos depois da revolução industrial. Nessas comunidades, enquanto solução provisória, o ideal seria ter como “recolher” a energia contida em outras coisas e lugares (energia solar, eólica, hidráulica e por aí vai) mas os equipamentos que tornam isso possível custam caro. Mas… peraí? Em todo e qualquer canto desse mundo, seja rico ou seja pobre (e principalmente nas comunidades mais populares) sempre vai ter um grupo de moleques ou marmanjos improvisando uma pelada, não vai? E pra chutar a bola de um lado pro outro gasta-se energia, né? Não à toa todo mundo volta cansado pra casa. E se a bola fosse mágica e conseguisse armazenar a energia dos chutes, pra que à noite ela fosse usada pra recarregar celulares, manter lampadas acesas e por aí vai? Aposto que deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que levou o grupo de estudantes da Harvard University nos EUA a ter a idéia da Soccket, uma bola de futebol capaz de fazer exatamente isso que eu falei. Mais ou menos no estilo do que a roda de bicicleta Copenhaguen faz. A Soccket ainda tá em desenvolvimento, por enquanto ainda é um protótipo, mas tudo leva a crer que será comercializada em breve. Muito provavelmente vai ser na base do “compre uma e doe outra”, sendo vendida enquanto brinquedo modernoso nos países desenvolvidos, e com isso bancando a distribuição gratuita nos países mais necessitados.
This entry was written by , posted on quinta-feira, fevereiro 4, 2010 at 7:05 pm, filed under aldeia global, tecnologia and tagged desenvolvimento, esporte, meio ambiente. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

É desanimador saber que apesar do tanto que o mundo se desenvolveu ao longo das ultimas décadas, cerca de 40% da população mundial ainda não tem acesso a um banheiro. E que a cada 15 segundos tem uma criança no mundo que morre por conta de ter bebido água contaminada (olhe pro relógio e faça as contas!). É mais do que evidente então a importância e o potencial de uma iniciativa como a dos suecos que desenvolveram o Peepoo, um saco plástico biodegradável para armazenar as fezes e a urina. Um “banheiro” portátil e ecológico: o saco é recoberto por uma camada interna de uréia (um desinfetante natural) que descontamina por completo os dejetos e que garante que não haja odor durante as primeiras 24 horas. Depois é só enterrar o Peepoo, ou melhor ainda, armazená-los em algum lugar, pois depois de 1 mês toda a matéria orgânica contida no saco, graças às reações quimicas e à descontaminação, se transforma em um excelente adubo pronto pra ser usado na agricultura.
This entry was written by , posted on quinta-feira, janeiro 14, 2010 at 11:52 pm, filed under aldeia global and tagged ecologia, meio ambiente, saúde. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Chafurdar na lama. Tem coisa mais divertida e relaxante? Emissões de carbono, comida orgânica, reciclagem, adubo caseiro, consumir localmente e por aí vai: ao longo dos últimos 5 anos temos testemunhado um processo de ecologização sem precedentes, o que até pouco tempo atrás era papo de hippie paz e amor agora é assunto mainstream (tanto no sentido do poder de alcance e da popularização quanto no sentido de ter se tornado um grande negócio). O mundo está aos pouquinhos se tornando (ou voltando a ser) mais hippie, faz sentido então minha proposição: que tal oficializarmos o banho de lama (opcional, claro) em todo e qualquer festival musical? O festival suíço Paléo deu a largada. É um festival – o maior da Suíça aliás - organizado e bancado por voluntários e pelo próprio público, sem fins lucrativos e sem precisar vender a alma pra alguma corporação. Foi só música, diversão e lama. E 100% de tudo o que foi usado no evento é/foi reciclado. Precisa de mais? Cliquem na continuação do post pra ver a galeria de fotos → (mais…)
This entry was written by , posted on segunda-feira, novembro 16, 2009 at 2:00 pm, filed under aldeia global, musica and tagged comportamento, europa, festival, hippie, meio ambiente, suiça. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
A medida que nas principais metrópoles do mundo aumenta a demanda por alternativas aos automóveis (poluentes, caros e grandes demais), cresce a demanda por transportes públicos mais modernos, sites de organização de carona e – tendência que não pára de crescer – veículos elétricos para transporte de passageiros. Não estou falando de carros elétricos, e sim de novos tipos de veículos urbanos, feitos para transportar duas ou até mesmo uma só pessoa; gastando o mínimo de energia possível. É o caso por exemplo do P.U.M.A (Personal Urban Mobility & Accessibility), anunciado recentemente pelo mesmo fabricante do Segway. O princípio é o mesmo: um veículo que se equilibra (sozinho, aliás) em apenas duas rodas, graças ao centro de gravidade posicionado sob medida para tal. Só que agora os “passageiros” ficam sentados, como se fosse num carro, contando inclusive com uma carenagem que protege do vento e da chuva. Um mini-carro de duas rodas ou uma moto de rodas paralelas, enfim, você entendeu :-) Com a bateria cheia, dá pra fazer uns 50Km a mais ou menos uns 50km/h, ou seja, dá pra ir e voltar do trabalho e recarregar a bateria durante à noite.
Nas cidades onde já tem alguns circulando, os donos tem tido permissão de usá-los tanto nas ruas quanto nas ciclovias (respeitando os limites de velocidade, é claro) ou seja, se a rua estiver muito engarrafada, cortar caminho pela ciclovia torna-se uma opção. Pegar a estrada, no entanto, nem pensar! O P.U.M.A. nessa caso entra no mesmo tipo de legislação das scooters de pequena cilindrada. (…) Já o NMG, é outra história. A proposta é ser pequeno e ecomômico, mas sem deixar de ser um carro. Um triciclo, pra ser mais exato. O design é bem legal, tem um quê de carro esportivo, apesar de só transportar uma pessoa. Isso mesmo, uma única pessoa, com direito a um porta-malas logo atrás da poltrona. Clique em “more” pra ver a continuação do post → (mais…)
This entry was written by , posted on segunda-feira, outubro 19, 2009 at 4:13 pm, filed under cultura urbana, tecnologia and tagged ecologia, meio ambiente, metropole, transporte. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Prédios um em cima do outro, formando (pra quem vê de cima) formas ‘geometricamente equilibradas’, somando 170 mil m2 de area construida e 32 edificios em 8 hectares de terreno. O empreendimento será construido em Singapura, sendo a proposta do escritorio de arquitetura OMA para uma “nova relação entre a sociedade e a habitação urbana”. Tudo muito bom, tudo muito bonito, mas não deixa de ser um amontoado de gente morando no mesmo lugar, sendo que as necessidades de infra-estrutura (transito, esgotos, escolas publicas por perto, hospital, etc) continuam exatamente as mesmas do que seriam caso estivessemos falando de uma (fora de moda?) torre de trocentos metros de altura… (mais fotos na continuação do post) (mais…)
This entry was written by , posted on quarta-feira, setembro 16, 2009 at 6:32 pm, filed under aldeia global, inspiração and tagged arquiterura, habitação, meio ambiente, singapura, urbanismo. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
De uns anos pra cá, meio mundo passou a usar essas assinaturas de e-mail ecologicamente corretas tipo “para o bem do planeta, não imprima este email”, mas enfim, além de ser meio despropositada (afinal de contas o hábito de imprimir cada email recebido jamais existiu, nem mesmo na mais esbanjadora das empresas) e pequena no que diz respeito ao poder de fogo do gesto: quem disse que o consumo de papel é hoje o problema mais urgente a ser resolvido no que diz respeito à preservação do meio ambiente? Ou ainda o mais poluente aspecto dessa vida digital que a gente leva? Por essas e outras então que acho o Reply For All uma boa idéia: o novo serviço permite você inserir automaticamente no rodapé do seu email (por enquanto só funciona pra quem tem GMail ou Yahoo Mail) pequenas mensagens publicitárias de grande marcas e empresas, cuja renda vai integralmente para fundações e ONGs previamente divulgadas. A marca de cosméticos naturais The Body Shop e a telecom Virgin Mobile, por exemplo, já estão anunciando via Reply For All. Além de contribuirem para uma boa causa, sabem que o público alvo desta publicidade, ou seja, aqueles que recebem os emails das pessoas ecologicamente conscientes que resolveram aderir ao serviço, também são potenciamente preocupados com o meio-ambiente, e muito provavelmente vão passar a olhar com outros olhos marcas que também estejam dando a sua contribuição.
This entry was written by , posted on sexta-feira, fevereiro 27, 2009 at 5:47 pm, filed under cybercultura and tagged ecologia, email, meio ambiente, ONG, publicidade. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
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