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Aug
28

A bunda está para o Hip Hop assim como os olhos estão para o Rock?

Se o assunto é hip-hop, saiba que uma em quatro músicas fala de uma parte do corpo bastante popular no Brasil: bunda. E que 20% de todo o rock do mundo faz menção aos olhos. FIcou curioso(a) pra saber quais são as partes do corpo mais mencionadas nas letras das músicas das principais vertentes musicais? Então você vai se divertir com o Fleshmap, feito pelos artistas plásticos Fernanda Viegas e Martin Wattenberg, que analisaram cuidadosamente as letras de cerca de 10 mil músicas. O objetivo era descobrir que partes do corpo humano estão intrinsicamente ligadas a que estilos musicais: as músicas Gospel sempre falam de “mão”, a música eletrônica também tem preferência pelos olhos, e por ai vai. O resultado se transformou em “Listen”, uma interessantissima apresentação visual das proporções que você pode conferir aqui (lembre-se de clicar no nome do estilo musical para dar um “zoom” nos dados mais detalhados).  O projeto “Fleshmap” está sendo exibido atualmente num importante museu de NY e depois seguirá pra Londres. Bem que podiam colocar um adendo “funk carioca” dentre os estilos e trazer a exposição para o Brasil. Não sem antes configurar os filtros do software que eles devem usar para também detectar a palavra “popozão”… ;-)

Aug
22

Fone de ouvido gigante é o novo acessório fashion/urbano

Fones de ouvido tocando boa música sempre foram um acessório vital para qualquer ser urbano que se preze. E quanto mais alguém dá valor à música, maior será a importância da qualidade dos fones em questão: não é de hoje que músicos, produtores musicais, DJs e aficcionados por música em geral desfilam pelas ruas, ônibus e metrôs com fones grandões, muitas vezes até modelos profissionais - normalmente usados em estúdios - convertidos em acessório streetwear. Pois o que até alguns anos atras era até meio “mico” - afinal de contas os fones pequenininhos de enfiar na orelha sempre fizeram mais sucesso (além de inegavelmente mais praticos e portateis) - acabou virando moda. Nas grandes metrópoles passou a ser bastante comum ver jovens exibindo fones enormes, meio que numa equação “meu fone gigante mostra o quanto eu saco de música e o quanto eu sou cool por conta disso”.

Mas agora a coisa está prestes a girar de vez o ponteiro e periga do fone gigante acabar se transformando num acessório, pura e simplesmente, se distanciando um pouco de sua função original. Aqui em Paris a coisa anda a todo vapor, no metrô é quase que um campeonato pra ver quem tem o fone maior e mais escandaloso do que o outro. Fui a Londres em julho e pelo o que vi a tendência é exatamente a mesma. Mulheres de tailleur indo pro trabalho, com um fonezão rosa-choque na cabeça. Adolescentes que passam o dia com o fone pendurado no pescoço, mesmo que passem um dia inteiro sem ouvir música. Patricinhas que não ouvem nada além do top10 MTV obviamente estão começando a usar seus fonezões também.

O selo Ed Banger Records, casa do Justice, sempre de antenas ligadas e prontos pra capitalizar em cima de qualquer moda que seja, acabou de lançar um fone de ouvido temático, desenhado pelo So Me (diretor de arte e responsável pela estética de todos os artistas do selo) e fabricado em parceria com a marca WeSC, uma das primeiras a investir no filão “fone fashion”. Leia o restante do texto »

Aug
19

Santogold lança novo clipe

Desde o inicio do ano a norte-americana Santogold é puro hype. Um quê de de M.I.A., um quê da estética “descolada” de metade das bandas/projetos indie de NY, um quê da estética Ed Banger. Pois essa mistura indo-anglo-franco-americana está de clipe novo, bem legal por sinal, com brincadeiras interessantes de cores e texturas. A música se chama “Lights Out”, e não é que nessa ela canta direitinho? Não sei se ela vale esse hype todo, talvez sim, talvez não……….  já o marketing da Converse (que fabrica o All-Star) não apenas acha como tem certeza: colocou a moça ao lado de Pharell Williams (outro que transforma em cool tudo onde põe a mão) no novo comercial da marca.

Aug
19

Quem é louco por música vai adorar estas 4 aplicações para iPhone

A Apple é só sorrisos por conta do excelente resultado do primeiro mês de vendas de aplicações para iPhone: cerca de 30 milhões de dólares, uma média de 1 milhão por dia. E é bem provável que esta média aumente ainda mais, pois com o novo iPhone 3G sendo vendido em (praticamente) todo o planeta, quanto mais unidades forem vendidas, mais clientes em potencial a Apple terá para a sua AppStore. E as vendas de iPhone não estão diminuindo, pelo contrário! É então em meio a todo este frenesi em torno das aplicações para iPhone - e dentre a infinidade de títulos já disponíveis na AppStore - que pesquei quatro para comentar aqui no Passo Adiante. As quatro aplicações mais legais para quem é louco por música: a Song Sender é uma aplicação que possibilita mandar facilmente músicas por e-mail para seus contatos, ou então convertê-las em ringtones, que passam a poder ser utilizados no mesmo instante. Já a Shazam é uma aplicaçãozinha esperta que adivinha que música você está ouvindo: se você ativá-la e colocar o iPhone perto da fonte sonora (rádio, alto falante de uma loja, casa noturna, o que for) ela irá te dizer qual o nome da música e do artista. “Ah, mas esse serviço várias operadoras de celular já oferecem há anos”, você vai dizer. A diferença é que o Shazam também vai te mostrar a capa do disco, videos do YouTube relacionados à musica e/ou artista em questão, além de dar o link caso você queira comprar a faixa no iTunes ali, na hora. Leia o restante do texto »

Jul
25

Akufen: o fatiador de samples e loops

Akufen é o pseudônimo de Marc Leclair, de Montreal (Canadá). Sua música é feita sobretudo a partir de trechos e sonzinhos diversos que ele grava - aleatoriamente - da programação normal de emissoras de rádio FM. Pedaços de locução, trechos de músicas, vinhetas, de tudo um pouco. Depois ele corta tudo, fatia (com esse fatiador de legumes da foto ao lado) esses pedacinhos sonoros em “micro pedacinhos” ainda menores e pronto, usa-os como se fossem elementos melodicos e/ou de percussão. Seu ultimo disco, chamado “My Way” (cujas musicas voce vai conseguir ouvir aqui), foi todo feito assim. E é otimo. Maluquice? De médico e de louco todos temos um pouco, e ele não é o unico a apostar nestas direções… Leia o restante do texto »

Jul
12

Agora lixo é que nem nariz, cada um cuida do seu!

Dentre os maiores e mais relevantes festivais musicais do mundo - sobretudo dentre aqueles que mais ditam as novas tendências ano após ano - boa parte acontece no hemisfério Norte. E sempre no verão, afinal de contas é meio perrengue armar uma barraca de camping na neve e passar dias curtindo bandas, drinks e outros temperos à 5 graus centígrados. (…) Um dos festivais mais legais do mundo é o Roskilde, que rola sempre no comecinho de julho, na Dinamarca, na cidade de……. Roskilde (dãaaa) ! Cerca de 100 mil pessoas que este ano se aglomeraram, obviamente não apenas para conhecer bandas novas, mas sobretudo atraidas por pequeninos nomes como Radiohead, Chemical Brothers, Neil Young e por ai vai. Mas não é só por conta do ótimo público, do clima de descontração e da escalação impecável que o festival de Roskilde é um dos mais legais: conta muitos pontos a favor o fato de ser hoje um dos unicos grandes festivais a (ainda) nao ter caido nas maos de grandes corporacoes, ou de simplesmente ter se tornado business; mais um evento gigantesco organizado por alguma grande produtora. O Roskilde é na verdade - e desde a sua criação - uma fundação sem fins lucrativos, que reinveste todo o lucro em causas humanitarias e culturais, e não apenas na Dinamarca. Nao é à toa por exemplo que eles conseguem escalar o Radiohead, por exemplo, que normalmente nao toca em shows bancados por corporacoes com as quais eles nao simpatizem. O festival/fundaçao foi criado em 1971 por dois amigos de escola, na época em que ainda estavam no 2o grau, e que ainda hoje estao no comando da parada, gerenciando um time de 25 funcionarios. (…) Um dos grandes problemas para os organizadores, porém - e todo festival passa pela mesma dificuldade - é a colossal quantidade de lixo que sobra no local depois dos 4 dias de evento. De colchonetes sujos abandonados a latas e garrafas de bebida, passando por camisinhas usadas, absorventes intimos, enfim, acho que quem ja foi a um evento do gênero (ou a algum encontro de estudantes) sabe do que estamos falando. Em 2007 foi preciso Leia o restante do texto »