A seguinte pergunta já deve ter passado pela cabeça de qualquer observador da atual música pop vinda do hemisfério norte: porquê as gostosas só cantam eurotrance farofa e os apreciadores de coisas mais consistentes tem que se contentar com barangas do naipe de Amy Winehouse ou da Beth Ditto do Gossip? A Marina tá aí pra quebrar essa escrita: gata, charmosa – mesmo com pernas bizarras de papel dobrado – canta muitissimo bem e….. têm músicas ótimas! Marina and The Diamonds é o nome que pesquei no ar nessa segunda-feira: ela é inglesa, faz um som que mistura Pixies com Bat For Lashes (e uma leve pitada de Lily Allien em alguns momentos) e tá começando a criar aquele buzz que em breve vai torná-la presença obrigatória no setlist de qualquer festinha de apartamento que se preze. Gostou do aperitivo do video aí de cima? Mais videos da moça aqui ó.
This entry was written by , posted on segunda-feira, outubro 26, 2009 at 12:31 pm, filed under musica and tagged clipes, musica, pop, UK, video. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Sensacionais esses shapes da coleção “Miles Davis” que a Western Edition lançou. Dá vontade de voltar a andar de ‘carrinho’… Será que ainda consigo fazer alguma coisa em cima de um, quase 10 anos depois?
This entry was written by , posted on quinta-feira, abril 2, 2009 at 12:23 pm, filed under cultura urbana, inspiração and tagged esporte, miles davis, musica, skate. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Você ainda vai ouvir falar do trio “Peter Björn & John”. O clipe em animação é bem legal e o refrão assoviado fica na cabeça…
This entry was written by , posted on quinta-feira, março 5, 2009 at 7:21 pm, filed under musica and tagged musica, pop, rock, suécia. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Se o assunto é hip-hop, saiba que uma em quatro músicas fala de uma parte do corpo bastante popular no Brasil: bunda. E que 20% de todo o rock do mundo faz menção aos olhos. FIcou curioso(a) pra saber quais são as partes do corpo mais mencionadas nas letras das músicas das principais vertentes musicais? Então você vai se divertir com o Fleshmap, feito pelos artistas plásticos Fernanda Viegas e Martin Wattenberg, que analisaram cuidadosamente as letras de cerca de 10 mil músicas. O objetivo era descobrir que partes do corpo humano estão intrinsicamente ligadas a que estilos musicais: as músicas Gospel sempre falam de “mão”, a música eletrônica também tem preferência pelos olhos, e por ai vai. O resultado se transformou em “Listen”, uma interessantissima apresentação visual das proporções que você pode conferir aqui (lembre-se de clicar no nome do estilo musical para dar um “zoom” nos dados mais detalhados). O projeto “Fleshmap” está sendo exibido atualmente num importante museu de NY e depois seguirá pra Londres. Bem que podiam colocar um adendo “funk carioca” dentre os estilos e trazer a exposição para o Brasil. Não sem antes configurar os filtros do software que eles devem usar para também detectar a palavra “popozão”… ;-)
This entry was written by , posted on quinta-feira, agosto 28, 2008 at 3:04 pm, filed under inspiração, musica and tagged arte, bunda, corpo, musica. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Fones de ouvido tocando boa música sempre foram um acessório vital para qualquer ser urbano que se preze. E quanto mais alguém dá valor à música, maior será a importância da qualidade dos fones em questão: não é de hoje que músicos, produtores musicais, DJs e aficcionados por música em geral desfilam pelas ruas, ônibus e metrôs com fones grandões, muitas vezes até modelos profissionais – normalmente usados em estúdios – convertidos em acessório streetwear. Pois o que até alguns anos atras era até meio “mico” – afinal de contas os fones pequenininhos de enfiar na orelha sempre fizeram mais sucesso (além de inegavelmente mais praticos e portateis) – acabou virando moda. Nas grandes metrópoles passou a ser bastante comum ver jovens exibindo fones enormes, meio que numa equação “meu fone gigante mostra o quanto eu saco de música e o quanto eu sou cool por conta disso”.
Mas agora a coisa está prestes a girar de vez o ponteiro e periga do fone gigante acabar se transformando num acessório, pura e simplesmente, se distanciando um pouco de sua função original. Aqui em Paris a coisa anda a todo vapor, no metrô é quase que um campeonato pra ver quem tem o fone maior e mais escandaloso do que o outro. Fui a Londres em julho e pelo o que vi a tendência é exatamente a mesma. Mulheres de tailleur indo pro trabalho, com um fonezão rosa-choque na cabeça. Adolescentes que passam o dia com o fone pendurado no pescoço, mesmo que passem um dia inteiro sem ouvir música. Patricinhas que não ouvem nada além do top10 MTV obviamente estão começando a usar seus fonezões também.
O selo Ed Banger Records, casa do Justice, sempre de antenas ligadas e prontos pra capitalizar em cima de qualquer moda que seja, acabou de lançar um fone de ouvido temático, desenhado pelo So Me (diretor de arte e responsável pela estética de todos os artistas do selo) e fabricado em parceria com a marca WeSC, uma das primeiras a investir no filão “fone fashion”. (mais…)
This entry was written by , posted on sexta-feira, agosto 22, 2008 at 6:01 pm, filed under aldeia global, cultura urbana and tagged Ed Banger, headphones, moda, musica. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Desde o inicio do ano a norte-americana Santogold é puro hype. Um quê de de M.I.A., um quê da estética “descolada” de metade das bandas/projetos indie de NY, um quê da estética Ed Banger. Pois essa mistura indo-anglo-franco-americana está de clipe novo, bem legal por sinal, com brincadeiras interessantes de cores e texturas. A música se chama “Lights Out”, e não é que nessa ela canta direitinho? Não sei se ela vale esse hype todo, talvez sim, talvez não………. já o marketing da Converse (que fabrica o All-Star) não apenas acha como tem certeza: colocou a moça ao lado de Pharell Williams (outro que transforma em cool tudo onde põe a mão) no novo comercial da marca.
This entry was written by , posted on terça-feira, agosto 19, 2008 at 4:04 pm, filed under musica and tagged musica, santogold. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
A Apple é só sorrisos por conta do excelente resultado do primeiro mês de vendas de aplicações para iPhone: cerca de 30 milhões de dólares, uma média de 1 milhão por dia. E é bem provável que esta média aumente ainda mais, pois com o novo iPhone 3G sendo vendido em (praticamente) todo o planeta, quanto mais unidades forem vendidas, mais clientes em potencial a Apple terá para a sua AppStore. E as vendas de iPhone não estão diminuindo, pelo contrário! É então em meio a todo este frenesi em torno das aplicações para iPhone – e dentre a infinidade de títulos já disponíveis na AppStore – que pesquei quatro para comentar aqui no Passo Adiante.
As quatro aplicações mais legais para quem é louco por música: a Song Sender é uma aplicação que possibilita mandar facilmente músicas por e-mail para seus contatos, ou então convertê-las em ringtones, que passam a poder ser utilizados no mesmo instante. Já a Shazam é uma aplicaçãozinha esperta que adivinha que música você está ouvindo: se você ativá-la e colocar o iPhone perto da fonte sonora (rádio, alto falante de uma loja, casa noturna, o que for) ela irá te dizer qual o nome da música e do artista. “Ah, mas esse serviço várias operadoras de celular já oferecem há anos”, você vai dizer. A diferença é que o Shazam também vai te mostrar a capa do disco, videos do YouTube relacionados à musica e/ou artista em questão, além de dar o link caso você queira comprar a faixa no iTunes ali, na hora. (mais…)
This entry was written by , posted on at 12:00 am, filed under tecnologia and tagged aplicações, apps, celular, iPhone, musica. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Akufen é o pseudônimo de Marc Leclair, de Montreal (Canadá). Sua música é feita sobretudo a partir de trechos e sonzinhos diversos que ele grava – aleatoriamente – da programação normal de emissoras de rádio FM. Pedaços de locução, trechos de músicas, vinhetas, de tudo um pouco. Depois ele corta tudo, fatia (com esse fatiador de legumes da foto ao lado) esses pedacinhos sonoros em “micro pedacinhos” ainda menores e pronto, usa-os como se fossem elementos melodicos e/ou de percussão. Seu ultimo disco, chamado “My Way” (cujas musicas voce vai conseguir ouvir aqui), foi todo feito assim. E é otimo. Maluquice? De médico e de louco todos temos um pouco, e ele não é o unico a apostar nestas direções… (mais…)
This entry was written by , posted on sexta-feira, julho 25, 2008 at 11:09 am, filed under musica and tagged akufen, canada, glitch, microhouse, musica, musica eletronica. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
Dentre os maiores e mais relevantes festivais musicais do mundo – sobretudo dentre aqueles que mais ditam as novas tendências ano após ano – boa parte acontece no hemisfério Norte. E sempre no verão, afinal de contas é meio perrengue armar uma barraca de camping na neve e passar dias curtindo bandas, drinks e outros temperos à 5 graus centígrados. (…) Um dos festivais mais legais do mundo é o Roskilde, que rola sempre no comecinho de julho, na Dinamarca, na cidade de……. Roskilde (dãaaa) ! Cerca de 100 mil pessoas que este ano se aglomeraram, obviamente não apenas para conhecer bandas novas, mas sobretudo atraidas por pequeninos nomes como Radiohead, Chemical Brothers, Neil Young e por ai vai. Mas não é só por conta do ótimo público, do clima de descontração e da escalação impecável que o festival de Roskilde é um dos mais legais: conta muitos pontos a favor o fato de ser hoje um dos unicos grandes festivais a (ainda) nao ter caido nas maos de grandes corporacoes, ou de simplesmente ter se tornado business; mais um evento gigantesco organizado por alguma grande produtora. O Roskilde é na verdade – e desde a sua criação – uma fundação sem fins lucrativos, que reinveste todo o lucro em causas humanitarias e culturais, e não apenas na Dinamarca. Nao é à toa por exemplo que eles conseguem escalar o Radiohead, por exemplo, que normalmente nao toca em shows bancados por corporacoes com as quais eles nao simpatizem.
O festival/fundaçao foi criado em 1971 por dois amigos de escola, na época em que ainda estavam no 2o grau, e que ainda hoje estao no comando da parada, gerenciando um time de 25 funcionarios. (…) Um dos grandes problemas para os organizadores, porém – e todo festival passa pela mesma dificuldade – é a colossal quantidade de lixo que sobra no local depois dos 4 dias de evento. De colchonetes sujos abandonados a latas e garrafas de bebida, passando por camisinhas usadas, absorventes intimos, enfim, acho que quem ja foi a um evento do gênero (ou a algum encontro de estudantes) sabe do que estamos falando. Em 2007 foi preciso (mais…)
This entry was written by , posted on sábado, julho 12, 2008 at 10:27 am, filed under cultura urbana, musica and tagged cidadania, consciência, cultura, ecologia, festival, lixo, musica. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.
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