Outro dia falei aqui no blog sobre a demanda cada vez maior por parte dos consumidores por saber mais (e mais!) sobre a origem dos produtos que compramos. De onde vêm, como foram fabricados, com que ingredientes, etc e tal. Uma das manifestações desta tendência é o investimento em traçabilidade, que é acompanhar todo o percurso de um determinado produto, dos ingredientes à linha de montagem, passando pelo transporte até o ponto de venda. Informações que a indústria já tem (ou pode ter caso queira) há tempos mas que até pouco tempo atrás era usada apenas para fins logísticos ou de marketing – sendo quase que completamente irrelevante para quem compra. Pois a coisa tá mudando a passos largos, e mesmo que não se trate de acompanhar o percurso inteiro de um produto, que seja ao menos saber de onde ele veio, onde foi feito. Principalmente se ele foi feito localmente e que isso conta pontos à favor aos olhos de quem consome.
Que é por exemplo o caso da batata frita norte-americana Frito Lay, que recentemente passou a incluir em seus pacotes um código numérico com o qual o consumidor poderá ir ao site da marca e ficar sabendo em que região do país aquele pacote de batata frita foi fabricado, com que batatas e etc. As batatas usadas por Frito Lay vêm de um total de 80 fazendas distribuídas por 27 estados dos EUA. Com o código do pacote, as pessoas vão ficar sabendo que (muito provavelmente) aquele pacote foi feito ali por perto, o que de certa forma contribui para a economia da região – sendo que além de ficar sabendo o nome da fazenda também é possível fazer um tour virtual e em alguns casos saber mais sobre quem trabalha na plantação e tal. A ação de marketing vai inclusive além do código no pacote: a Frito Lay já começou a patrocinar eventos locais nas regiões que são as maiores produtoras/consumidoras das batatas, além de ter feito uma comunicação de ponto de venda sob medida para cada região.
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